domingo, 20 de agosto de 2017

232º dia, Nossa Senhora da Agonia

Por Deiber Nunes Martins
No século XIII, o Frei Jacopone de Todi compôs o poema “Stabat Mater Dolorosa”, dedicado à Nossa Senhora e que retrata toda a sua agonia junto à cruz de Jesus. Acredita-se que este poema seja a origem da devoção a Nossa Senhora da Agonia, um título que ficou muito conhecido na cidade de Viana do Castelo, em Portugal.
Lá, os fiéis faziam o percurso da Via-Sacra partindo do Convento Franciscano até o Morro da Forca, onde encerravam com a oração da 14ª Estação. Tempos depois, já no século XVIII, construíram neste morro, a Igreja dedicada a Nossa Senhora da Agonia. E a partir de 1783, a Igreja começou a celebrar todos os anos no dia 20 de agosto a esta festa mariana.
A imagem de Nossa Senhora da Agonia representa Maria de pé com as mãos postas uma em cima da outra a altura do peito. Um véu azul escuro cobre todo o corpo de Maria. Esta imagem lembra Nossa Senhora aos pés da cruz, conforme relata o Evangelho de João.
Nossa Senhora da Agonia é conhecida como a padroeira dos pescadores.
OREMOS: “Stabat Mater Dolorosa” (Estava a Mãe Dolorosa)
Estava a Mãe dolorosa, junto à cruz, lacrimosa,

Da qual pendia o Filho.

A espada atravessava,

Sua alma agoniada, entristecida e dolorida.

Quão triste e aflita estava ali a bendita,

Mãe do Unigênito!

Quão abatida, sofrida e trêmula via

O sofrimento do Filho divino.

Qual é o vivente que não chora,

Vendo a Mãe do Cristo em tamanho suplício?

Quem não ficaria triste,

Contemplando a mãe aflita, padecendo com seu Filho?

Por culpa de sua gente, ela viu Jesus torturado,

Submetido a flagelos.

Viu o Filho muito amado, morrendo abandonado,

Entregando o seu espírito.

Mãe, fonte de amor, que eu sinta a força da dor

Para poder contigo pranteá-lo.

Faz arder meu coração devido à partida do Cristo Deus,

Para que o possa agradar.

Santa Mãe, dá-me isto: trazer as chagas do Cristo

Cravadas no coração.

Com teu Filho, que por mim morre assim,

Quero o sofrimento partilhar.

Dá-me contigo chorar pelo crucificado

Enquanto vida eu tiver.

Junto à cruz quero estar e me juntar

Ao teu pranto de saudade.

Virgem das virgens radiante, não te amargures:

Dá-me contigo chorar.

Que a morte de Cristo permita,

Que de sua paixão eu partilhe,

E que suas chagas possa venerar.

Que pelas chagas eu seja atingido e pela Cruz inebriado

Pelo amor do Filho.

Animado e elevado por ti Virgem, eu seja defendido

No dia do juízo.

Amém.

REFERÊNCIAS:

BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

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