domingo, 30 de abril de 2017

120º dia, Nossa Senhora da Fé



Por Deiber Nunes Martins
Comemorado no segundo domingo da Páscoa, a festa a Nossa Senhora da Fé, foi difundida pelos padres da Companhia de Jesus, os jesuítas, que levaram a devoção a vários países da Europa e a América Latina. Maria é o exemplo vivo de fé que o católico possui. Segundo Catecismo da Igreja Católica, por meio da fé, o homem submete toda sua inteligência, toda a sua razão a Deus. E o que mais Maria fez, quando deu seu sim ao Anjo Gabriel?
Os portugueses veneram Nossa Senhora da Fé dizendo ser ela a mais querida taumaturga dos povos portugueses. E a ela, todos recorrem nos momentos de dificuldade. No Brasil, desde o século XVII que Maria é conhecida como Nossa Senhora da Fé. Em 1644, na capela dos jesuítas em Salvador havia uma imagem da Mãe da Fé. Esta imagem era um ícone esculpido em madeira de cerca de um metro e meio de altura, revestido de prata. Esta imagem acabou sendo extraviada.
Existem diversas igrejas e capelas dedicadas a Nossa Senhora da Fé, espalhadas pelo mundo. As mais conhecidas estão em Portugal, na Bélgica, na França, Brasil e Itália.
OREMOS:
Nossa Senhora da Fé, rogai por vossos filhos que padecem nas incertezas de uma fé vacilante. Dá-nos um coração capaz de ser fiel e de propagar a nossa fé. Ensina-nos a em tudo dar graças e em tudo confiar em Deus, pois é pelo olhar da fé, que vamos compreendendo o amor de Deus por nós.
Nossa Senhora da Fé, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

sábado, 29 de abril de 2017

119º dia, Nossa Senhora da Esperança


Por Deiber Nunes Martins
Presente na vida dos fiéis desde o início do cristianismo, a devoção a Nossa Senhora da Esperança foi oficializada em 656, no Concílio de Toledo. E foi difundida a partir da Espanha, onde, por conta do Tempo do Advento, é conhecida como Nossa Senhora do Ó.
E na França fica o santuário mais antigo dedicado à Virgem da Esperança, em Mezières. Foi construído em 930.
A Virgem da Esperança também é a primeira devoção mariana a chegar no Brasil. Veio logo no descobrimento, com uma imagem que Pedro Álvares Cabral, um fiel devoto, possuía. E durante a primeira missa em solo brasileiro foi esta imagem de Cabral que adornava o altar.
Ao longo do tempo, a Virgem da Esperança sempre foi o amparo dos filhos de Deus. Em 1871, durante da guerra prussiana, o povo passava fome e frio e mereceu do bispo francês uma promessa feita a Nossa Senhora da Esperança, para que ela cuidasse dos franceses durante toda aquela terrível guerra. No dia 17 de janeiro, um menino chamado Eugênio, viu uma senhora no telhado de sua casa. Também seu irmão pequeno viu, mas seus pais não conseguiram ver. Chamaram o padre e a freira, professora das crianças que também como os outros adultos nada viram. No entanto, duas crianças que acompanhavam a professora também viram a senhora e também viram o que ela escreveu:
“Rezai, meus filhos, Deus vos atenderá dentro em breve, Jesus se deixa enternecer”.
Dez dias depois desta aparição de Maria aos pequenos, foi assinado o termo que pôs fim à guerra prussiana.
A imagem de Nossa Senhora da Esperança é Maria de pé com o Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo, segurando com a mão direita o pezinho dele.
OREMOS:
Nossa Senhora da Esperança, vós fostes a primeira expressão mariana que o Brasil conheceu, ajuda-nos neste tempo de crise que nos assola. Ajudai também os nossos jovens a tomarem um rumo certo na vida e se afastarem do flagelo das drogas e da criminalidade.
Nossa Senhora da Esperança, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

118º dia, Nossa Senhora da Revelação


Por Deiber Nunes Martins
Em Roma, na Itália, no ano de 1937, a Virgem Maria apareceu a uma jovem chamada Luigina Sinapi e disse que voltaria para converter um terrível perseguidor da Igreja que tencionava matar o Papa. Este homem era Bruno Cornachiola.
Bruno era condutor de bonde, havia sido legionário e lutado na Espanha em favor dos comunistas. Por algum motivo particular abandonara a fé católica, aderindo primeiro à doutrina batista e tempos depois, sem sentido encontrar à sua espiritualidade, passou a seguir a doutrina adventista. Após se afastar da Igreja Católica, resolveu persegui-la, tendo como fonte a bíblia protestante onde buscava argumentos contra os católicos e sobretudo os dogmas relacionados a Virgem Maria.
Dez anos depois, em 12 de abril de 1947, a Mãe de Jesus cumpriu o que havia dito a Luigina. Era sábado e Bruno tencionara levar seus três filhos até Ostia. No entanto, acabou se atrasando e perdendo o trem. Contentou-se em ir à Tre Fontane, onde já conhecia. Lá, a Virgem Maria apareceu primeiro aos filhos de Bruno e em seguida a ele. Espantado com a visão de Nossa Senhora, ele pôde observar que em suas mãos, Maria trazia a Bíblia, numa demonstração ao algoz que os dogmas marianos eram dignos de crédito e respaldados pela Sagrada Escritura.
Entre espanto e admiração, o implacável perseguidor dos católicos indagou àquela que era o maior alvo de suas ações:
"Quem és?"
"Eu sou a Virgem da Revelação".
A partir dali, o algoz de Nossa Senhora e dos católicos se converteu. Voltou-se ele e a esposa, para a Igreja onde tinham recebido batismo, e preparou seus filhos para também o receberem.
OREMOS:
Oh Maria da Revelação, tu fostes alvo da perseguição dos inimigos de Cristo. Mas ensinas que o silêncio e a oração são as maiores armas do cristão. Ajuda-nos a perseverar na fé e não esmorecermos diante da descrença do mundo.
Nossa Senhora da Revelação, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edesia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Blog Canção Nova Queluz, SP. Disponível em http://blog.cancaonova.com/queluz/nossa-senhora-da-revelacao/ acessado em 25 de abril de 2017 às 11h48min.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

117º dia, Nossa Senhora da África


Por Deiber Nunes Martins
Na Argélia, sempre foi forte a devoção à Mãe de Jesus. Mesmo com o avanço compulsório da religião islâmica, alcançando 98% da população, Maria sempre foi venerada.
Idealizado pelas missionárias francesas Margarita Bergezio e Anna Cuiquien, o santuário de Nossa Senhora da África é um dos maiores do continente.
Quando as missionárias chegaram a Argel, em 1846, não encontraram nenhum santuário mariano. Então colocaram uma imagem de Nossa Senhora sobre uma oliveira. Em 1872, o santuário dedicado a Nossa Senhora da África foi concluído.
Este santuário é visitado por milhares de peregrinos, católicos e também muçulmanos. Todos querem rezar diante da imagem de Lalla Mariam, como também é conhecida a Virgem da África.
OREMOS:
Mãe de todos os povos, Maria, ajudai o povo africano a superar as divisões tribais e religiosas que tanto os oprimem. Abençoai o continente africano e preservai-o do flagelo da fome e das epidemias. Que os homens da África promovam a paz em detrimento à discórdia.
Nossa Senhora da África, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

116º dia, Nossa Senhora do Bom Conselho


Por Deiber Nunes Martins
A Mãe do Bom Conselho recebeu esse título desde o início da Era Cristã, quando os apóstolos a procuravam para aconselharem-se com ela sobre seus empreendimentos e decisões. Portanto, a Virgem do Bom Conselho era conhecida dos fiéis em Genazzano, nas cercanias de Roma, Itália.
Segundo conta a tradição, no século XV, na cidade albanesa de Scutári, a imagem da Mãe de Deus, desprendeu-se da parede da Igreja e foi levada pelo vento até Genazzano. Era um tempo de terríveis perseguições à igreja e os fiéis por parte de turcos e muçulmanos. Por isso, acreditou-se que a imagem teria aparecido na cidade, para não ser destruída em Scutári. Isso foi no ano de 1467.
Naquele ano mesmo, a igreja de Genazzano passava por reformas quando em 25 de abril, uma nuvem em forma de coluna baixou e encostou numa das paredes do templo. Ao se dissipar, apareceu pintado na parede a imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho. Sem nenhuma intervenção humana, os sinos começaram a badalar, chamando a atenção para o evento extraordinário. O fato atraiu uma multidão de peregrinos, entre eles dois albaneses, que segundo conta, atravessaram o mar Adriático a pé enxuto, para encontrarem a imagem da Virgem do Bom Conselho.
Também muitos papas visitaram e visitam o Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho em Genazzano: Urbano VIII, Pio IX, Leão XIII, que inseriu na Ladainha de Nossa Senhora a invocação “Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!”, João XXIII e o Papa João Paulo II que em 1987 deu abertura ao Ano Mariano, no Santuário de Genazzano. Foi também João Paulo II que nomeou Nossa Senhora do Bom Conselho, como a padroeira do Sínodo Mundial dos Leigos.
OREMOS:
Mãe do Bom Conselho, passai sempre à frente da minha vida. Ajudai-me nas decisões difíceis de cada dia, a fazer sempre a vontade de Deus, mesmo que minha humanidade me guie na direção contrária. Ajudai-me, oh Mãe a ser fiel e obediente a Deus e a seguir o caminho de Vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


terça-feira, 25 de abril de 2017

115° dia, Nossa Senhora de Scutári


Por Deiber Nunes Martins
A festa em honra a Nossa Senhora de Scutári acontece todo dia 25 de abril. Scutári é uma cidade albanesa que no século XV sofria os ataques muçulmanos.
Então naqueles dias, o ícone de Nossa Senhora se desprendeu da parede da capela e o vento a levou até a Itália. A imagem foi parar no santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho.
Os albaneses viram naquele sinal, uma resposta de Nossa Senhora e fugiram para a Itália onde se protegeram como refugiados, dos ataques muçulmanos.
Pela imagem da Virgem de Scutári ter aparecido no Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, ela também é conhecida por este nome.
OREMOS:
Nossa Senhora de Scutári, rogai por vossos filhos, refugiados, vítimas da inconsequência do terrorismo e das guerras.
Nossa Senhora de Scutári, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

114º dia, Nossa Senhora da Misericórdia de Fontanarosa


Por Deiber Nunes Martins
A festa dedicada a Nossa Senhora da Misericórdia era celebrada com grande júbilo pelos italianos da província de Avellino, num lugar chamado Fontanarosa. Por esta razão, o título de Fontanarosa, pelo qual Maria passou a ser conhecida.
Anos mais tarde, imigrantes italianos de Fontanarosa, resolveram celebrar a mesma festa mariana, em Caracas na Venezuela. Para isso resolveram convidar todos os imigrantes de Fontanarosa, que viviam na região. Em 1992, fizeram a primeira festa em honra a Nossa Senhora da Misericórdia de Fontanarosa, em território venezuelano. Como não tinham uma imagem de Maria, realizaram os festejos com um quadro da Virgem.
Diante do sucesso da festa, no ano seguinte, o artista Giovani Cogliano fez uma belíssima imagem de Nossa Senhora. Esta imagem foi abençoada na Igreja de Nossa Senhora da Pompeia em Caracas e passou a ser a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia de Fontanarosa, a qual italianos e venezuelanos veneram.
OREMOS:
Senhora da Misericórdia, ensina-nos a graça do arrependimento sincero e da contrição sincera, para que possamos nos acorrer ao Senhor e assim sermos acolhidos e perdoados por ele. Ensina-nos também a perdoar, a não guardarmos rancor nem mágoa em nosso coração. Que consideremos o poder de cura do perdão, para que possamos recebê-lo, contritos de coração e para que possamos oferecê-lo.
Nossa Senhora da Misericórdia de Fontanarosa, velai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


domingo, 23 de abril de 2017

113º dia, Nossa Senhora da Carpição


Por Deiber Nunes Martins
Carpição vem de capina, de roçar a terra. E esta história tem tudo a ver com Nossa Senhora. Vejamos por que. Conta-se que no local onde tinha acontecido um acidente, o povo resolveu construir uma capela. Mas estavam na dúvida em honra de qual santo deveriam dedicar a igreja. Começaram a preparar o local, com a capina do terreno. Então tiveram a surpresa de encontrar enterrada ali a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
A Igreja foi construída e dedicada a Nossa Senhora do Bom Sucesso, sendo sua festa realizada dia 15 de agosto, data da abertura da igreja. Desde então, os fiéis realizam um estranho ritual: o da carpição. Com enxadas e pás, os fiéis vão para trás da Igreja e cavam retirando montinhos de terra que depositam diante da cruz à porta da capela, que os fiéis pegam e levam para casa, por acreditar ser aquela terra milagrosa. Tanto quem cava quanto quem pega os montinhos de terra e levam para casa, acreditam que o ritual traz saúde e bem estar a todos os devotos. E por isso a devoção a Nossa Senhora da Carpição perdura por anos e anos, na cidade de São José dos Campos em São Paulo.

OREMOS:
Oh Senhora da Carpição. Sabemos que vosso nome quer dizer capina, cavar a terra. Mas também quer dizer pranto, choro. Como as carpideiras que choram diante da cruz de Cristo. Como as mães que choram por seus filhos. Ajuda-nos, oh Mãe a termos um coração puro, fiel e temente a Deus, que pratica o bem e olha com misericórdia e solidariedade para os irmãos. Ajuda-nos, Mãe a sermos merecedores do amor de Vosso Filho.
Nossa Senhora da Carpição, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
Site do Portal Aparecida, disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-da-carpicao




sábado, 22 de abril de 2017

112º dia, Nossa Senhora Glykofilusa



Por Deiber Nunes Martins
A Escola de Creta do século XVII fez um ícone belíssimo da Virgem Maria e do Menino Jesus. A este ícone deram o nome de Glykofilusa, que quer dizer ternura, carinho. A imagem traz os traços perfeitos e belos de Maria com o filho, onde é refletida a ternura de um pelo outro em pequenos detalhes. Seja na reciprocidade do olhar terno; seja no toque do rosto de ambos, a singeleza dos traços tanto da Mãe como do Filho... Há uma ternura expressada numa imagem mariana, que não se compara a nenhum outro ícone mariano.
Por isso, o ícone de Glykofilusa também recebe Nossa Senhora da Ternura, Nossa Senhora do Doce Beijo, Nossa Senhora do Carinho, ou Nossa Senhora do Sorriso. Em todos os contextos, em todas as situações, Maria nos ensina a ternura do seu olhar para com o Filho e nos olha com o mesmo olhar.
A imagem de Nossa Senhora Glykofilusa mede cerca de um metro de altura e traz cores fortes, características da escola cretense. No ícone, a Glykofilusa veste o tradicional traje das regiões gregas, denominado mafórion.
OREMOS:
Nossa Senhora Glykofilusa, vosso exemplo de Mãe, é para nós uma doutrina de amor, que devemos seguir uns com os outros, aqui na terra. Como nos falta ternura! Como falta singeleza, carinho entre as pessoas! Como nos falta reconhecermos irmãos e cuidarmos uns dos outros, Mãe. Tratamos o outro como um adversário, um inimigo, só porque ele atravessa nosso caminho, fecha o cruzamento por onde vamos passar, ou pisa em nosso pé. Ajuda-nos a ter mais ternura dentro de nossos lares. Ajuda, Mãe, a sermos mais carinhosos com nossos esposos, com nossos filhos, com nossos pais, nossos familiares! Para que a começar de nossa casa, irradiarmos ternura aonde quer que estejamos.
Nossa Senhora Glykofilusa, velai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

111º dia, Nossa Senhora de Akita

Por Deiber Nunes Martins
O ano de 1973 foi dos mais importantes para Irmã Agnes Sasagawa Katsuko, uma freira da cidade de Akita, no Japão. Uma ferida em forma de cruz apareceu-lhe na mão. No dia 6 de julho, ela rezava quando ouviu a voz vinda da estátua de Nossa Senhora, pedindo conversão para evitar o castigo de Deus. A freira morava no Convento das Irmãs Servas da Eucaristia.
Nesse mesmo dia, gotas de sangue saíram da mão direita da estátua da Virgem. E essa ferida permaneceu, alternando dias em que sangrava e dias em que ficava seca, ate o final do mês de setembro. No dia em que sangrava, a freira sentia dores fortíssimas. No dia seguinte, não sentia nada e a ferida estava seca.
No dia da festa do Sagrado Coração de Jesus, daquele ano, dia 29 de junho, uma sexta-feira, as irmãs do convento viram dois anjos no altar cantando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus da Glória!” As religiosas viram e ouviram. A irmã Agnes, alguns dias depois, ouviu a voz de Maria vinda de uma imagem de madeira que ficava na capela. Irmã Agnes, até aquele episódio, era surda. Mas foi escolhida pela Virgem Maria para ser o instrumento que transmitiria suas mensagens ao mundo.
Irmã Agnes recebeu quatro mensagens, ao longo daquele ano. Dois anos depois, a mesma imagem começou a chorar lagrimas de sangue. Este milagre foi testemunhado por varias pessoas, inclusive o bispo e o prefeito budista.
Em 1988. O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé julgou os feitos de Nossa Senhora como dignos de fé.
OREMOS:
Oh Senhora de Akita, presente nos lares do oriente, fazei com que saibamos abrir nosso coração de filhos, ao amor do Pai. Fazei com que atentemos para o que precisamos mudar em nossas vidas. Dá-nos um coração que tenha coragem de reconhecer seus erros, pedir perdão e recomeçar. Dá-nos o dom do verdadeiro arrependimento.
Nossa Senhora de Akita, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Site Últimas e Derradeiras Graças. Disponível em http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20Akita.htm, último acesso em 12 de abril de 2017 às 14h12min.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

110º dia, Nossa Senhora Dolorosa do Colégio


Por Deiber Nunes Martins
Em 20 de Abril de 1906, no Colégio Jesuíta de Quito, Equador, alguns alunos se dirigiam à capela para fazerem as últimas orações do dia quando ficaram admirados aos ver a imagem de Nossa Senhora das Dores abrir e fechar suavemente os olhos.
Surpresos, eles chamaram o diretor do colégio, Pe. Andrés Roesch que conversava no pátio com outros alunos. Achando tratar-se de uma brincadeira, o diretor repreendeu o garoto, mas outros alunos se aglomeraram diante da imagem e também presenciaram o fato. Até que também ele viu o prodígio. Maria abriu e fechou os olhos aproximadamente por quinze minutos.
A notícia se espalhou por toda a cidade e uma multidão de gente foi ao colégio ver a imagem, levando a diocese a intervir no caso. E após diversas pesquisas e análises de pessoas competentes no assunto, o prelado decidiu por autorizar o culto a Nossa Senhora Dolorosa do Colégio.
OREMOS:
Virgem Dolorosa do Colégio, olhai pela educação das crianças e dos jovens. Que o futuro do nosso país seja garantido pela educação. Abre o olhos dos nossos governantes para a realidade do ensino. Que eles percebam e compreendam que o desenvolvimento de uma nação passa pela educação.
Nossa Senhora Dolorosa do Colégio, rogai por nós!

REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Site “Nossa Senhora Dolorosa do Colégio”, disponível em http://www.oocities.org/heartland/bluffs/6737/Dolorosa/Dolorosa.htm, acessado em 09 de março de 2017 às 11h22min.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

109º dia, Nossa Senhora dos Trinta e Três


Por Deiber Nunes Martins
A história de Nossa Senhora dos Trinta e Três se confunde com a independência uruguaia. Em 19 de abril de 1825, trinta e três libertadores, liderados por Antônio Lavalleja, desembarcaram na praia da Agraciada, com o objetivo de libertar o país das mãos do colonizador europeu. Seguiram os homens para La Florida, onde realizaram o Congresso  que declarou a independência do Uruguai.
Após publicarem o ato declaratório de independência, dirigiram-se para uma capela próxima de La Florida, onde havia uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Esta imagem, de origem guarani, estava confiada a Antônio Diaz, um índio de São Domingos de Soriano. Diante da imagem, os trinta e três homens entoaram o canto Te Deum, em ação de graças pela independência.
Anos mais tarde, o primeiro arcebispo de Montevidéu, Dom Mariano Soler, mandou que colocassem diante da imagem o seguinte dizer:
“Diante desta imagem os trinta e três inclinaram sua bandeira e também os convencionais da independência a invocaram”.
Anos antes, em 1857, Manoel Uribe e sua família foi salvo de um naufrágio, ao invocarem a Santíssima Virgem dos Trinta e Três. Em ação de graças, presenteou a imagem com uma coroa de ouro. Em 21 de novembro de 1961, o Papa João XXIII declarou Nossa Senhora dos Trinta e Três a padroeira do Uruguai.
OREMOS:
Santa Maria dos Trinta e Três, olhai por nós, pobre pecadores. Ensina-nos o caminho da conversão. Afastai de nós a tibieza e o conformismo com o pecado. Fazei com que tomemos asco a tudo aquilo que não é de Deus e que nos afasta Dele. Assim como intercedestes pela independência do Uruguai, interceda também, oh Mãe, pela nossa independência. Quebra em nós as cadeias do pecado. Ensina-nos o valor da liberdade. Ensina-nos a sermos livres! Livres pra fazer de todo o nosso coração e com todo ele, a vontade de Deus.
Nossa Senhora dos Trinta e Três, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente, cmf. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

terça-feira, 18 de abril de 2017

108º dia, Nossa Senhora da Hungria

Por Deiber Nunes Martins
O povo húngaro sempre buscou na Virgem Maria o auxílio necessário nos momentos difíceis. A Hungria, um dos países mais pobres do continente europeu, apegou-se à devoção mariana, muito por conta de Santa Isabel da Hungria e sua visão da Virgem.
As festas em honra a Nossa Senhora da Hungria são belíssimas e carregadas de todo significado.
OREMOS:
Ave Maria, Mãe dos povos todos, Mãe da Hungria, abençoai o povo húngaro e também todas as nações pobres do nosso mundo. Levai dignidade aos que sofrem na miséria o descaso dos poderosos. Cuidai dos povos todos, oh Mãe, para que na humildade e simplicidade, aprendamos a exaltar vosso Filho, Jesus Cristo.
Nossa Senhora da Hungria, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

107º Nossa Senhora da Escada


Por Deiber Nunes Martins
Na região portuguesa do Rocio, uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, levou os portugueses a venerar Maria, como Nossa Senhora da Escada, por conta da escadaria de 31 degraus que dava acesso a ela.
A devoção à Virgem da Escada ganhou destaque quando o exército português venceu a improvável e decisiva batalha contra dom João de Castela em 1385. Tão logo o povo soube do feito, dirigiu-se para a Capela de Nossa Senhora da Escada, para agradecer pelo feito. Os votos que haviam feito à Maria, foram todos cumpridos. Entre eles as três procissões anuais.
Ao longo dos anos, guerras e terremotos destruíram a ermida construída para Nossa Senhora da Escada. Porém o fervor do povo e a determinação da monarquia portuguesa, fizeram com que a devoção se perpetuasse.
OREMOS:
Nossa Senhora da Escada, muitas vezes é por meio do sacrifício corporal que a alma se plenifica. Ajudai-nos em nossa caminhada para que não nos esmoreçamos com as dificuldades da vida. Que o nosso sacrifício seja recompensado pela misericórdia do Senhor.
Nossa Senhora da Escada, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
Beraldi, Pe. Roque Vicente cmf. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo, Ed. Ave Maria, 2012.


domingo, 16 de abril de 2017

106º dia, Nossa Senhora do Monte Bérico


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1426, uma terrível peste tomou conta da Itália, mais precisamente na região de Veneza. Neste tempo, Nossa Senhora apareceu a uma piedosa mulher de nome Vicenza, que rezava diante de uma velha cruz no Monte Bérico.
A Virgem Maria prometeu a mulher, proteger a cidade contra uma terrível epidemia que se alastrava nas cercanias da cidade, se construíssem ali naquele monte uma igreja em sua honra. Também prometeu a Virgem que brotaria uma fonte no meio da rocha. Apesar das palavras da vidente merecerem todo crédito por sua fama na cidade, as autoridades só se convenceram da aparição de Nossa Senhora, dois anos depois, quando foi concluída a construção. E o lugar tornou-se palco de milagres e prodígios que atraem milhares de peregrinos até hoje. Entre eles, a fonte que brotou no meio da rocha, enquanto construíam a igreja. A terrível peste que tomou conta de Veneza dissipou-se três meses depois.
Ao longo da subida, fizeram 150 capelinhas que representam as contas do rosário. Na entrada principal da igreja, três baixos relevos representam a Virgem Maria, a vidente dona Vicenza diante das autoridades da Igreja e o lançamento da pedra fundamental da Igreja. Ao longo do tempo, a igreja deu à Mãe de Jesus mais um título, Nossa Senhora do Monte Bérico.
OREMOS:
Maria companheira nossa, Mãe de todos os povos, de todas as gentes, olhai pelos refugiados, que deixaram tudo para encontrar em terras estrangeiras a paz e o conforto que necessitam. Maria do Monte Bérico, olhai pelos que sofrem, pelos que padecem a dor da indiferença dos governantes e o egoísmo dos poderosos.
Nossa Senhora do Monte Bérico, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

sábado, 15 de abril de 2017

105º Nossa Senhora do Resgate




Por Deiber Nunes Martins
Os portugueses, com suas caravelas, durante a expansão ultramarina entre os séculos XV e XVI, contribuíram para a chegada do cristianismo nas regiões mais longínquas e exóticas do mundo. Assim surgiu a devoção a Nossa Senhora do Resgate ou Nossa Senhora de Vallarpadam, durante as expedições portuguesas em 1524, com Vasco da Gama. Os portugueses aportaram na cidade de Cochim, na ilha de Vallarpadam, na Índia. Os missionários que acompanhavam a expedição construíram em 1524 uma igreja dedicada ao Espírito Santo. Vasco da Gama, acompanhado de mercadores portugueses entronizaram na igreja um quadro de Nossa Senhora que os acompanhara durante a viagem.
Mais de um século depois, em 1676, uma forte enchente inundou a Igreja e as águas levaram o quadro de Nossa Senhora. Vários pescadores tentaram, sem sucesso, resgatar das águas a imagem de Nossa Senhora, mas somente o primeiro ministro de Cochim, ao se deparar com o quadro, conseguiu resgatá-lo.
Sentindo no coração a gratidão da Mãe de Jesus, o Primeiro Ministro doou o terreno para a reconstrução da Igreja em honra a Nossa Senhora do Resgate.
Mais um século adiante, em 1752, uma indiana e seu filhinho, pertencente a uma família de nobres da Índia, se viu em apuros quando sua pequena embarcação foi acossada por uma forte tempestade. Lembrando de Nossa Senhora do Resgate, a mulher rogou a Virgem que se fossem poupadas sua vida e a de seu filho, ela lhe serviria por toda a vida. Entretanto, a embarcação afundou. E passados três dias do naufrágio, o pároco do Santuário, Pe. Miguel Corrêa teve um sonho com Nossa Senhora e no sonho ela ordenava que sua serva fosse salva no fundo das águas. Sem demoras, o padre com alguns pescadores foram ao local onde a Virgem lhe indicou e lançaram as redes, resgatando com vida a mulher e seu filho. Em gratidão, a mulher mudou-se para o Santuário e passou a servir Nossa Senhora até o fim de sua vida.
OREMOS:
Senhora de Vallarpadam, resgatai-nos dos vícios e do pecado. Guiai nosso coração na direção de Teu Filho Jesus e purificai nossos pensamentos, para que deles brotem boas ações e um coração adorador e agradecido. Maria, abençoai e protegei o povo indiano, para que à luz do Evangelho, possam viver em harmonia e amizade, com suas culturas e crenças diversas.
Nossa Senhora do Resgate, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
Site Arautos do Evangelho. Disponível em http://www.arautos.org/artigo/63437/Nossa-Senhora-de-Vallarpadam.html
Site da Paróquia Nossa Senhora do Resgate, em Salvador/BA. Disponível em http://nossasenhoradoresgate.com.br/padroeira


sexta-feira, 14 de abril de 2017

104º dia, Nossa Senhora do Cenáculo





Por Deiber Nunes Martins
O cenáculo é uma sala superior, da casa de Jerusalém, onde Jesus realizou a última ceia com seus discípulos e depois apareceu a eles ressuscitado, no dia de Pentecostes. A presença da Mãe de Jesus quando do dia de Pentecostes, na aparição de Jesus é o fundamento deste título mariano.
A imagem de Nossa Senhora do Cenáculo traz Maria de pé, com as mãos postas, uma em cima da outra, sobre o peito, em posição oracional. Relembrando Pentecostes no cenáculo, Maria aparece rezando, clamando pelo Espírito Santo. A túnica de Maria é longa e presa à cintura. E sua cabeça está coberta por um longo véu.
A devoção à Virgem do Cenáculo surgiu na Europa, no final do século XIX, por meio do Santo Arnoldo Janssen e as Servas do Espírito Santo e da Adoração Perpétua, que consideram Nossa Senhora como exemplo de oração e docilidade ao Espirito Santo. No Brasil, esta devoção chegou no início do século XX, por meio das religiosas janssenitas.
OREMOS:
Nossa Senhora do Cenáculo, ensina-nos a sermos dóceis ao Espirito Santo. Que saibamos clamar por Ele nos momentos de dificuldade, para que possamos fazer sempre a coisa certa. Inspirados pelo Espírito, estaremos sempre pertos do Nosso Senhor. Que sempre sigamos vosso exemplo de vida, oh Mãe. Que sempre esperemos e clamemos pelo Espírito Santo em nossas vidas.
Nossa Senhora do Cenáculo, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

103º dia, Nossa Senhora da Cabeça Inclinada


Por Deiber Nunes Martins
Muitos podem pensar que este título é uma variação do título Nossa Senhora da Cabeça. Curiosamente, não é. O título Nossa Senhora da Cabeça Inclinada vem do ano de 1610 quando o Pe. Domingos Garcia encontrou um quadro de Nossa Senhora da Graça. Rezando ele um dia com muito fervor, diante do quadro, percebeu vivificado o semblante de Nossa Senhora e o momento em que ela lhe inclina a cabeça e sorri. Daí o título Cabeça Inclinada.
A Virgem Maria motivou o padre Domingos a lhe fazer inúmeros pedidos, dizendo:
“Eu ouvirei os pedidos e concederei muitas graças a todos aqueles que recorrerem à minha proteção, honrando-me devotamente por meio deste quadro; mas atenderei principalmente as orações pelo alívio e salvação das almas do Purgatório”.
Ao ouvir tais palavras, o padre entendeu que aquele quadro não deveria ser objeto de veneração apenas dele e de uma minoria de pessoas. Levou então o quadro para a Igreja dos Carmelitas em Roma, onde a imagem podia ser venerada por muitos. Também mandou fazer algumas cópias do quadro e conseguiu que as pessoas expusessem a imagem em diversos lugares.
OREMOS:
Santa Maria da Cabeça Inclinada, vós inclinastes a cabeça para seu humilde servo, padre Domingos, em sinal de amor e carinho para com teus filhos. Hoje, inclinas a cabeça para ouvir vosso povo, ouvir sobretudo os que sofrem nos hospitais, nos asilos, nos cárceres da vida. Inclinai vossos ouvidos pelas almas do purgatório, para que vosso povo também se compadeça delas e por elas também reze. Inclinar a cabeça é sinal de respeito, de admiração, de comunhão. Ajuda-nos a também inclinarmos nossas cabeças pelos que sofrem.
Nossa Senhora da Cabeça Inclinada, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

102º dia, Nossa Senhora de Luxemburgo


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1624, em Luxemburgo, mais precisamente durante a festa da Imaculada Conceição, Pe. Brocquart, jesuíta, colocou no cruzamento dos braços da cruz que ficava de frente ao seu mosteiro, uma imagem de Nossa Senhora. Aquele gesto fez com que as pessoas passassem a venerar aquela imagem naquele local, como Nossa Senhora da Dores, lembrando o fato dela ter permanecido firme ao pé da cruz enquanto seu Filho expirava sua vida, pela salvação dos homens.
Dois anos depois, em 1626, o pequeno país, à época estado da Confederação Germânica, foi assolado por uma terrível peste que fez muitas vítimas, entre elas, o padre Brocquart. Piedoso, o povo fez inúmeras romarias até a cruz onde o padre havia fixado a imagem de Nossa Senhora. Aquele gesto da população, fez com que Nossa Senhora intercedesse por todos, inclusive pelo padre e em pouco tempo, a peste estava controlada na região e o padre, completamente curado.
Os bispos e demais autoridades eclesiásticas, estudaram com afinco os milagres da Virgem Maria na região e concluíram que os milagres ocorridos foram frutos da presença milagrosa do poder divino por meio daquela imagem fixada na cruz de frente ao mosteiro jesuíta. Com isso, as devoções aumentaram ainda mais.
Em 1627, construíram uma pequena capela em honra a Nossa Senhora de Luxemburgo. Com a autorização eclesiástica para sua veneração, aumentaram o número de ex-votos. E também aumentaram as ofertas de príncipes e imperadores à Virgem Maria, como os ricos vestidos e adornos que ofereciam à imagem de madeira da Mãe de Deus.
Durante a Revolução Francesa, a pequena capela foi destruída e a pequena imagem guardada junto aos jesuítas. Pouco tempo depois, a piedade popular fez com que construíssem uma capela cem vezes maior que a antiga, e a denominaram Catedral de Luxemburgo, onde recolocaram a imagem mariana.
OREMOS:
Virgem de Luxemburgo, tantas são as pestes que hoje acometem vosso povo. A peste dos vicios, das depravações, das imoralidades, assim como a peste do egoísmo e da indiferença com quem sofre. Curai, Mãe, vossos filhos de todas as pestes deste mundo. Afastai de nós o orgulho, a vaidade e a avareza, pestes maiores de onde emanam uma infinidade de outros males para o povo de Deus.
Nossa Senhora de Luxemburgo, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.