sexta-feira, 23 de junho de 2017

174º dia, Nossa Senhora Conquistadora


Por Deiber Nunes Martins
Originada no Rio Grande do Sul, a devoção a Nossa Senhora Conquistadora surgiu no século XVII, mais precisamente no ano de 1626. Nesta época, o padre Roque Gonzáles, jesuíta, iniciou no período colonial, a evangelização dos povos indígenas. Percorrendo o extremo oeste do Estado gaúcho, os jesuítas reorganizaram os índios em comunidades chamadas reduções. A estas reduções, os padres catequizavam e levavam a fé cristã.
Mas o começo do trabalho junto às aldeias só obtinha êxito, se o apoio dos caciques fosse conquistado. Neste intento o padre percorreu as aldeias indígenas levando uma imagem da Imaculada Conceição. Neste percurso, conseguiu conquistar o apoio de dois caciques e a partir daí, nomeou a imagem que trazia consigo na canoa de Nossa Senhora Conquistadora.
A primeira redução formada pelo Pe. Gonzáles, teve erguida uma igreja de pau a pique, coberta de palha, dedicada a Nossa Senhora da Candelária. Nesta igreja foi celebrada a primeira missa no Rio Grande do Sul. A Virgem Conquistadora foi o primeiro título mariano a chegar ao Rio Grande do Sul. Por conta disso, tornou-se a protetora deste Estado.
OREMOS:
Nossa Senhora Conquistadora, vós conquistastes o indígena e tantos outros povos, tantas outras raças e culturas diferentes. Com humildade e mansidão, se achegaste aos corações mais endurecidos e resistentes ao Cristo, Verbo de Deus. Acolhe, oh Mãe, nossos pedidos de conversão. Conversão a nós mesmos, conversão aos povos de cerviz dura, que promovem a maldade e a desunião. Conquiste Mãe, os corações mais distantes de Deus.
Nossa Senhora Conquistadora, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

173º dia, Nossa Senhora de Laus


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1664, a jovem Benôite Rencurel, com então 16 anos, conduzia um rebanho, rumo as montanhas de São Miguel, quando ouviu de uma pessoa mais velha, instruções que a deixaram perplexa:
“Amanhã deves ir ao vale de Santo Estêvão; aí verás uma bela senhora, que é a Mãe de Deus”.
Intrigada, Benôite responde:
“A Mãe de Deus está no céu. Como é que poderei vê-la aqui na terra?”
“Ela está no Céu, mas vem à terra sempre que quer”, foi à resposta que obteve.
A partir dali, Nossa Senhora começou a aparecer para a jovem, no início em uma pequena capela. Tempos depois, em uma capela maior, construída em honra a Maria. Por 54 anos a Mãe de Nosso Senhor preparou Benôite, para que ela fosse sua aliada, na urgente luta pela conversão dos pecadores.
Muitos padres presenciaram a ocorrência de fatos sobrenaturais no interior da capela. Ao longo dos anos, perfumes celestiais se espalhavam aos quatro cantos da capela, enquanto se praticavam atos devocionais, ou durante a celebração da Santa Missa.
Benôite Rencurel faleceu em 28 de dezembro de 1718, em odor de santidade, após sofrer inúmeras afrontas para defender a Virgem Maria e fazer cumprir a missão que lhe fora dada.
Num intervalo inferior a um ano, desde as primeiras aparições à Benôite Rencurel, inúmeros milagres e prodígios aconteceram em Laus, cidade dos Alpes, situada à diocese francesa de Gap. Tais milagres de Nossa Senhora, fizeram com que a 25 de março de 1665, cerca de 35 paróquias da região, se reunissem no lugar onde Maria teria aparecido.
Em 4 de maio de 2008, Dom Jean Michel Di Falco, bispo de Gap, declara a aprovação oficial da Igreja, às aparições de Nossa Senhora de Laus. Diz o bispo:
“Reconheço a origem sobrenatural das aparições e os fatos e ditos, experimentados e narrados por Benôite Rencurel. Animo a todos os fiéis a vir e orar, e procurar renovação espiritual neste santuário.
OREMOS:
Santa Maria, Mãe de Deus. Muito precisamos do teu amparo, do teu apoio, em nossas batalhas espirituais. Assim como nos diz Paulo, o bem que desejamos nem sempre o fazemos e até fazemos o contrário, desejando acertar. Erramos, quando na verdade, nosso desejo é acertar. Acertar o caminho rumo a Deus Pai. Nesta empreitada, Virgem Mãe, ajuda-nos a fazer a vontade do Pai e a fugir do pecado. Ajuda-nos em nossa caminhada, em nosso processo de conversão.
Nossa Senhora de Laus, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
CASTRO, Maria Alice Soares de. Nossa Senhora de Laus. Artigo publicado no Portal A12, disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-de-laus, acessado em 20 de junho de 2017 às 16h06min.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

172º dia, Nossa Senhora de Celles

Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1686, na cidade de Celles, ao sul da França, a Virgem Maria apareceu a um jovem chamado João Astrié. Assim como em outras aparições marianas, a Mãe de Jesus pediu ao jovem que fizesse penitência, assim como todos os seus conterrâneos.
Segundo conta o abade Rouzand em seus estudos sobre Nossa Senhora, João Astrié andava no campo quando foi surpreendido por uma pombinha que parecia acompanhá-lo pelo caminho. Num dado momento da caminhada, a pombinha tomou-lhe a dianteira, como que guiando o rapaz.
De repente, a avezinha tomou, diante do jovem, o aspecto de uma mulher, assombrando João Astrié. Para acalmá-lo, a mulher disse: “Sou eu, a Virgem Maria”. E a seguir pediu que ele e toda a humanidade fizessem penitência.
A partir da aparição de Nossa Senhora, ficou seu título: Nossa Senhora de Celles, dado à imagem de Maria venerada no santuário da cidade. Numerosas procissões passaram a ser organizadas em Celles. Também numerosos prodígios foram experienciados na região, como curas e diversos prodígios, sobretudo em relação às moléstias dos olhos.
OREMOS:
Mãe puríssima, libertai-nos de todos os males do corpo e da alma. Afastai de nós as ocasiões de pecado e dai-nos, pela Luz do Espírito Santo, o discernimento necessário para fugirmos de tudo o que nos afasta do Pai.
Nossa Senhora de Celles, velai por nós!
REFERÊNCIA:

ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.

terça-feira, 20 de junho de 2017

171º dia, Nossa Senhora Consolata


Por Deiber Nunes Martins
A origem da devoção a Nossa Senhora Consolata vem do século V, quando Santo Eusébio, fugindo da Palestina, expulso que fora pelo imperador Constâncio, leva a imagem de Nossa Senhora a seu amigo, São Máximo.
São Máximo colocou a imagem em uma capela dedicada ao apóstolo Santo André, em Turim, na Itália. Ao longo do tempo, Maria foi derramando graças e mais graças aos fiéis que a chamavam de Nossa Senhora Consoladora ou popularmente Consolata. E por quatro séculos a devoção a Nossa Senhora Consolata ganhou força e uma infinidade de devotos.
No século IX, a crise iconoclasta trouxe uma ameaça a devoção em Nossa Senhora Consolata. Isso porque os iconoclastas, em um surto herético, destruíam todas as imagens de santos que adornavam as igrejas. Em 820, os religiosos de Turim resolveram esconder a imagem nos subterrâneos da igreja, onde ficou escondida por mais de um século. Tempo suficiente para as pessoas perderem a referência a Virgem Consolata e a devoção se enfraquecer, e os religiosos que esconderam a imagem, morrerem sem revelar onde ela estava escondida.
Foi no ano de 1014, que o Marquês de Ivréia, gravemente enfermo, teve uma visão de Maria e nesta visão, Nossa Senhora lhe pediu que construísse para ela três capelas, sendo uma na cidade de Turim. Logo após a visão, o marquês ficou curado e atendeu ao pedido da Mãe de Jesus.  Ao começarem a construção, durante as escavações, encontraram intacto o quadro de Nossa Senhora Consolata.
O povo se encheu de alegria e festa, ao devolver a imagem a Igreja de Santo André. Porém as frequentes guerras daquele tempo destruíram esta Igreja e a capela que abrigava a imagem de Nossa Senhora, que novamente desapareceu nas ruínas ficando sumida por cerca de 80 anos.
Somente quando João Ravache, um cego da cidade francesa de Briançon, teve uma visão de Maria, que lhe prometera devolver-lhe a visão caso encontrasse sua imagem nas ruínas da Igreja de Santo André, é que a imagem foi reencontrada outra vez. Para atender ao pedido da Virgem, João Ravache partiu com muita dificuldade da França para Turim, onde conseguiu sensibilizar o bispo Mainardo que o acolheu e ajudou. Em 20 de junho de 1014, finalmente encontraram a imagem da Virgem Consolata, mais uma vez intacta e a levaram ao cego que imediatamente recuperou a visão. O bispo, impressionado com o milagre, invocou Maria, dizendo: “Rogai por nós, Virgem Consoladora!”
A partir de então consolidava-se a devoção a Nossa Senhora Consolata, cuja festa sempre é comemorada a 20 de junho.
OREMOS:
Virgem Consolata, tantos foram os desencontros entre vossa imagem milagrosa e o vosso povo, vossos filhos. Ajudai, oh Mãe a seus filhos a encontrarem na fé a certeza da vitória em Cristo Jesus! Mostrai-nos a todo momento que nem tudo está perdido, para que revigorados pela fé, possamos sempre deixar no mundo um olhar de esperança que o renove.
Nossa Senhora Consolata, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Portal A12 disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-consolata-1


segunda-feira, 19 de junho de 2017

170º dia, Nossa Senhora Refúgio dos Pecadores


Por Deiber Nunes Martins
Em Savona, na Itália, na manhã de 15 de março de 1536, um camponês, Antônio Botta, assustou-se, quando ouviu uma voz junto às parreiras de uva. A voz lhe dizia: “Não temas! Eu sou a Virgem Maria.” Tempos depois, Nossa Senhora voltou a aparecer ao camponês e como mensagem disse que o mundo teria sérios problemas e seria duramente castigado se não se voltasse à oração e as obras de caridade. Após ouvirem do camponês o recado, houve grande mudança de vida entre o povo e inúmeras conversões.
A partir daí, Maria passou a ser conhecida como Refúgio dos Pecadores.
Tempos mais tarde, em 1745, na cidade de Bruchhansen, na Alemanha, a imagem de Nossa Senhora Refúgio dos Pecadores por diversas vezes, verteu lágrimas, gerando grande repercussão entre os moradores da cidade.
OREMOS:
Nossa Senhora Refúgio dos Pecadores, é aos teus pés que venho, com desejo de mudar de vida, renovar minha relação com o Senhor. Ajuda-me neste propósito, pois anseio ter uma vida nova, livre das amarras do pecado e dos vícios. Ajuda-me oh Mãe, a evitar o caminho do pecado a todo custo e sempre me mostre o caminho para Deus. Que eu possa ser instrumento do Pai, para as outras pessoas e que assim possa ser luz para o mundo.
Nossa Senhora Refúgio dos Pecadores, velai por nós!

REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes – Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


domingo, 18 de junho de 2017

169º dia, Nossa Senhora da Meditação

Por Deiber Nunes Martins
A imagem de Nossa Senhora da Meditação é venerada na Catedral de Frankfurt e representa Nossa Senhora em postura de profunda contemplação. Esta imagem de Nossa Senhora, convida os fiéis a um momento de profunda meditação, contemplação e recolhimento interior. É por meio da meditação dos passos de Jesus e Maria, que se alcança uma fé vida e aprofundada.
Lembremos da vida de Maria, que em todas as situações, não se exasperava, mas guardava tudo no coração. E no silêncio do coração, portante lição da Mãe de Jesus: o silêncio. Pois quando calamos nossa voz, escutamos Deus nos falar.
OREMOS:
Oh Senhora da Meditação, ensina-nos a alcançar uma espiritualidade viva, onde por meio da contemplação e da meditação da Palavra de Deus e comunicava-se de forma eloquente com o Criador. Esta é uma imdos passos de Seu Filho, nos achegamos verdadeiramente no colo de Deus, lugar ideal do nosso repouso e da nossa vida. Oh Maria concebida sem pecado, abra em nós o sentido contemplativo que adora em espírito e verdade o nosso Deus.
Nossa Senhora da Meditação, velai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


sábado, 17 de junho de 2017

168º dia, Nossa Senhora de Watsonville


Por Deiber Nunes Martins
Em 17 de junho de 1993, Anita Contreras, uma imigrante, ajoelhou-se para rezar por seus filhos quando a imagem de Nossa Senhora apareceu em um carvalho a sua frente. O fato aconteceu na cidade de Watsonville, no Estado da Califórnia.
A devoção a Nossa Senhora tem forte apelo entre os mexicanos. Apesar de ser uma cidade americana, Watsonville é uma cidade em sua maioria de imigrantes. Mais de 60 por cento da população é mexicana. E os mexicanos nutrem um carinho todo especial por Nossa Senhora, muito por conta do culto a Nossa Senhora de Guadalupe. Por esta razão, muito rapidamente, a aparição a Anita Contreras fez com que milhares de peregrinos se dirigissem ao local e rezassem junto a casca do pé de carvalho.
Em honra a Nossa Senhora, ergueram um altar para ela em Lake County Park. Muitas pessoas acorrem ao local, buscando o auxílio da Virgem Maria.
OREMOS:
Senhora de Watsonville, rogai pelos milhões de imigrantes mexicanos e de outras nações, que agora passaram a ser alvo de perseguições do governo americano. Que o governo americano volte atrás em suas polêmicas decisões contra os imigrantes e que a insegurança destas pessoas dê lugar ao cenário de paz que um dia estas pessoas almejaram ao pensar no sonho americano.
Nossa Senhora de Watsonville, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Site “Nossa Senhora de Watsonville” disponível em http://brazil.skepdic.com/watsonville.html último acesso em 17 de fevereiro de 2017 às 16h36min.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

167º dia, Nossa Senhora da Arábia

Por Deiber Nunes Martins
Também conhecida como Rainha da Arábia, esta denominação é bem recente, do século XX, mais precisamente do ano de 1948. Neste tempo, o Administrador Apostólico da Arábia Saudita, endossou o título, desejoso que por intermédio de Maria Santíssima, graças e bênçãos fossem derramadas à pequenina Igreja situada em um território predominantemente muçulmano.
A imagem da Virgem da Arábia foi encomendada pelo Pe. Ubaldo Teofano Stella. Feita na Itália, em 1949, a imagem foi abençoada pelo Papa Pio XII no Palácio do Vaticano. Em seguida a imagem foi enviada a Arábia Saudita, sendo colocada no altar principal da Igreja em Al Ahmadi.
Alguns anos mais tarde, o agora bispo Dom Teofano Stella pediu à Santa Sé que promulgasse Nossa Senhora da Arábia, a padroeira do Vicariato Apostólico do Kuwait. Em resposta, o Papa Pio XII a declarou padroeira da Arábia.
Apesar de pequena, a Igreja Católica no território árabe vive com intenso fervor, amparada pela Mãe de Cristo, conhecida na região como Nossa Senhora da Arábia.
OREMOS:
Mãe de todos os povos, Senhora da Arábia, olhai pelos povos no Oriente Médio. Olhai pelas vítimas dos constantes embates entre judeus e muçulmanos. Fazei com que os povos de diferentes doutrinas religiosas, promovam a paz e a concórdia entre si. Que judeus e árabes percebam que o caminho do entendimento e da convivência harmônica é a única possibilidade para ambos.
Nossa Senhora da Arábia, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Site da Rádio Aliança FM, disponível em http://www.alianca.fm.br/aliancacrianca/3102, último acesso em 12 de junho de 2017 às 17h13min.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

166º dia, Nossa Senhora Mãe da Eucaristia


Por Deiber Nunes Martins
Embora não seja oficialmente reconhecida, a aparição de Nossa Senhora como a Mãe da Eucaristia, faz com que os devotos de Nossa Senhora, meditem sobre o valor de Maria para toda a cristandade. Ela que é o Sacrário Vivo de Deus, o Templo Santo da Eucaristia, a Arca da Aliança. Não há como se chegar ao Filho, sem chegar até a Mãe. Mulher Eucarística, como nos disse São João Paulo II, Maria experimentou o amor a Eucaristia, antes mesmo deste Sacramento ser instituído por Teu Filho.
Pois bem, relatemos os fatos. No final do século XX, em junho de 1993, a Virgem Maria apareceu a uma mulher italiana, de nome Marisa Rossi, na cidade de Roma. Maria se apresentou como a Mãe da Eucaristia e falou à mulher sobre a importância deste Sacramento para a humanidade.
É preciso lembrarmos que o mesmo Corpo, Sangue, Alma e Divindade que são repartidos na Mesa Sagrada, no momento da Comunhão, em todas as missas, é o Corpo que nasceu do ventre de Maria Santíssima. Por isso, a Mãe da Eucaristia precisa ser venerada e tratada com todo respeito e devoção, por todos nós que proclamamos Jesus Cristo é o Senhor. Se amamos o Filho, quão grande incoerência em nossa vida, ignorarmos Vossa Mãe? Incoerência ainda maior se recebemos o Corpo e Sangue de Cristo na Eucaristia e não reverenciamos Maria, como a Mãe deste Sacramento, a Mãe da Eucaristia!
OREMOS:
Mãe da Eucaristia, Vós fostes agraciada como o primeiro Sacrário da humanidade. Quão ditosa Graça, guardar em Vosso Ventre, o Cristo presente na Eucaristia e presente na nossa história! Quão grande Graça, serdes a Mãe do Salvador! Ajuda-nos, oh Mãe, a transformar nossas vidas em Eucaristia plena. Que sejamos exemplos de Teu Filho Cristo Jesus, para a humanidade, sendo Sal da Terra e Luz para o mundo.
Nossa Senhora Mãe da Eucaristia, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
HERÉDIA, Pe. Jalmir Carlos. Maria, a Mãe da Eucaristia. Artigo postado no site Santuário de Fátima – São Benedito, Ceará, Brasil, disponível em http://santuariodefatima.org.br/nossa-senhora-a-mae-da-eucaristia.html, último acesso em 14 de junho de 2017 às 16h08min.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

165º dia, Nossa Senhora da Grade


Por Deiber Nunes Martins
A belíssima cidade de Lille, na França, tem como padroeira, Nossa Senhora da Grade. A história deste título mariano tão singular vem do século XI, mas seu prólogo teve início quatro séculos antes, segundo conta uma conhecida lenda da região. Nesta lenda, uma princesa, de nome Hermengarda, esperava um filho quando sofria a perseguição do nefasto conde Finaert.
Buscando fuga, a princesa escondeu em um frondoso bosque, onde a Virgem Maria apareceu-lhe, prometendo proteção. Passou-se o tempo da gestação e Hermergarda deu a luz um robusto filho, batizado com o nome de Liderico. Entretanto, algo despertou a atenção de seu perseguidor e a princesa teve de fugir às pressas, deixando para trás o filho, sob os cuidados de Nossa Senhora.
A Virgem Maria incumbiu de colocar no caminho do pequenino Liderico, um piedoso eremita, que tratou de cuidar dele e dar-lhe a formação cristã. Passou-se o tempo, Liderico cresceu e se tornou um valente cavaleiro. Ciente de sua missão, Liderico desafiou o tirano conde Finaert e derrotou-o, em um duelo, libertando o reino de sua tirania. Em agradecimento, o rei deu a Liderico o feudo da região onde nascera e a seus descendentes o nobre título de Condes de Flandres.
O tempo passou e o castelo de Liderico deteriorou-se. Mas no lugar de suas ruínas, foi construída a cidade de Lille. Em 1066, portanto século XI, o piedoso conde Balduíno, construiu as muralhas da cidade e uma belíssima Igreja, dedicando uma de suas capelas a Nossa Senhora. É daí que vem a singularidade desse título mariano. Era tempo dos senhores feudais, tempo em que o guardião de seus castelos, recebiam pela grade os pedidos do povo a seu senhor feudal. Os devotos de Nossa Senhora entenderam que ela era a guardiã daquele lugar e por isso cercaram sua imagem com uma grade, pela qual os fiéis depositavam seus pedidos a serem entregues a Deus. Nascia assim, o título de Nossa Senhora da Grade.
OREMOS:
Santa Maria da Grade vem com teu povo caminhar. Teu povo sofrido, que se espreme ao redor de vossa grade, clamando por solução, clamando pela Graça de Nosso Senhor. Ajuda-nos, oh Mãe, na caminhada. Olhai pelos jovens. Muitos deles, estão desnorteados, sem rumo. Não reconhecem em Teu Filho, o Caminho, a Verdade e a Vida. E assim, buscam refúgio na bebida e nas drogas. Virgem Maria, que o pedido pela vida dessa juventude, passe por vossa grade e chegue a Vós.
Nossa Senhora da Grade, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
Site “Catolicismo”, disponível em http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/6174D862-C09F-3428-CE87B1CB4CB55057/mes/Junho1995, acessado em 20 de janeiro de 2017 às 10h30min.

terça-feira, 13 de junho de 2017

164º dia, Nossa Senhora das Febres


Por Deiber Nunes Martins

A vila de Febres é um lugarejo pertencente à Diocese de Coimbra, onde surgiu a devoção a Nossa Senhora das Febres.
Era um local pantanoso e úmido, onde era comum as pessoas adoecerem com mais frequência que nas outras regiões de Portugal. Assim sendo e por conta da devoção dos portugueses à Mãe de Cristo, muitas pessoas rezavam a Nossa Senhora pedindo o reestabelecimento da saúde.
Em virtude disso, surgiu o título de Nossa Senhora das Febres. Este título refere-se a uma Mãe Amorosa que intercede por seus filhos doentes e retira deles as febres.
OREMOS:
Nossa Senhora das Febres, tantas são as enfermidades que acometem seus filhos pelo mundo afora. Cuidai, oh Mãe, da nossa saúde, livrando-nos das doenças do corpo e da alma. Ajuda-nos a caminhar, dando-nos o verdadeiro sentido de valorização do nosso corpo, templo e morada do Espírito Santo, para que evitemos tudo aquilo que ameaça a nossa saúde.
Acalmai as febres de teus filhos enfermos, nos leitos dos hospitais, vítimas de infecções. Sabemos oh Mãe, que a febre é a reação de um corpo que não está bem, pois encontra-se invadido por um mal externo a roubar-lhe o vigor e a saúde. Ajuda-nos, pois oh Mãe, no processo de cura. E que curados, tenhamos eterna gratidão de filhos.
Nossa Senhora das Febres, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Site da Rádio Aliança, de Porto Alegre, RS. Disponível em http://www.alianca.fm.br/aliancacrianca/2704 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

163º dia, Nossa Senhora de Folgoët (Lume do Bosque)


Por Deiber Nunes Martins
Em meados do século XIV, vivia na região da Bretanha, um mendigo que em meio a pobreza e a loucura, sabia dizer somente as palavras: ”Ave, Maria”. Sabia-se que o mendigo era muito devoto de Nossa Senhora e que vivia nas imediações. Quando ele morreu, em seu túmulo, brotou um lírio que nas pétalas trazia em letras cor de ouro: “Ave, Maria!”
Tal fenômeno chamou a atenção das pessoas, que tomaram o fato como um milagre. Lembraram então, que o mendigo tinha por hábito amolecer o pão que recebia de esmola, numa fonte brotada perto da árvore em cuja sombra ele dormia. Em 1365, o duque Jean de Montford, em ação de graças pela vitória em uma batalha, mandou construir uma igreja junto a fonte tida como milagrosa.
A Igreja de Nossa Senhora de Folgoët é uma das mais movimentadas da França e se tornou um centro de peregrinações.
OREMOS:
Ave, Maria! Mãe de Jesus e Nossa Mãe, quantas graças demandamos e a Vós recorremos! Sabemos que sois nossa advogada, nossa intercessora e por isso a Vós buscamos! Olhai por vossos filhos, vossos devotos, que nos momentos difíceis da vida, clamamos: “Ave, Maria!”. Sabemos que não nos abandonas, oh Mãe!
Nossa Senhora de Folgoët, velai por nós!
REFERÊNCIA:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.


domingo, 11 de junho de 2017

162º dia, Nossa Senhora de Casalbordino


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1526, uma tempestade de granizo causou diversos estragos na região de Casalbordino, Pollutri, na Itália.
Passada a chuva, Alexandre Mutti, um camponês da região, saiu para foi conferir o estrago em suas plantações. Durante a caminhada, ia rezando pelo caminho. Num dado ponto, ouviu o repicar dos sinos e prostrou-se de joelhos. Foi quando viu a imagem de Nossa Senhora.
A Virgem Maria disse a Alexandre que a tempestade da noite anterior se devia aos pecados do povo daquela cidade. Para evitarem novos desastres, deveriam respeitar o preceito dos dias santos. Em agradecimento, os moradores da região construíram uma pequena capela a Nossa Senhora e esta capela foi ampliada ao longo do tempo.
Todo dia 11 de junho, uma multidão de fiéis vêm até a capela em Casalbordino, venerar a Virgem Maria.
OREMOS:
Nossa Senhora de Casalbordino, proteja-nos dos desastres naturais. Muitos deles, são causados pelos nossos pecados e pela agressão que cometemos ao meio ambiente. Ajuda-nos a diminuir a emissão dos gases de efeito estufa, tão nocivos ao clima do planeta. Dá-nos a plena consciência da necessidade de preservarmos o meio ambiente. Que façamos deste planeta a nossa casa comum. E com o mesmo zelo com que cuidamos dos nossos lares, cuidemos dele. Amém.
Nossa Senhora de Casalbordino, velai por nós!

REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Blog “Mãe de Jesus”, disponível em http://maejesus.blogspot.com.br/2016/05/nossa-senhora-de-casalbordino.html, último acesso em 03 de janeiro de 2017, às 10h36min.


sábado, 10 de junho de 2017

161º dia, Nossa Senhora de Bonária


Por Deiber Nunes Martins
Bonária, que quer dizer “bons ares”, é um aprazível recanto na ilha de Sardenha. Em 1370, um navio mercante vindo da Espanha com destino a Cagliari, capital da Sardenha enfrentou uma terrível tempestade. Como a situação era de risco para a vida dos tripulantes, resolveram jogar ao mar as mercadorias e todo o excesso de peso. Acharam no fundo do navio, um baú desconhecido que não sabiam como havia parado naquele navio. Também o jogaram ao mar. Quando o baú tocou o mar a tempestade se acalmou. Intrigado com o fato, o comandante mandou que recuperassem o conteúdo do baú. Apesar de todos os esforços para resgatar a misteriosa carga, ela foi boiando ate o porto de Cagliari, parando em frente a Igreja de Bonária.
Quando o caixote chegou em terra firme, missionários do convento da Misericórdia, os Irmãos da Misericórdia, recolheram o baú, abriram-no e encontraram a imagem de Nossa Senhora, com cerca de 56 centímetros, segurando o Menino Jesus. Por conta do fato ter acontecido em frente a Igreja de Bonária, a Mãe de Jesus ficou conhecida na região como Nossa Senhora de Bonária.
A notícia do fato prodigioso se espalhou e contribuiu para milhares de peregrinos visitarem a região. A Virgem de Bonária é a padroeira de Cagliari e da Sardenha.
OREMOS:
Oh Virgem de Bonária, olhai pelos que sofrem e não têm ninguém por eles. Ajuda-nos, assim como ao povo italiano a fazer a vontade de Deus.
Nossa Senhora de Bonária, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo, Ed. Ave Maria, 2012.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

160º dia, Nossa Senhora de Almudena


Por Deiber Nunes Martins
No início do século VIII, os muçulmanos derrotaram o reino espanhol. Sabedores da importância estratégica da pequena Madrid, que nesta época era só um pequeno vilarejo, tomaram-na.
Como resposta o povo madrileno se reuniu em torno da imagem de Nossa Senhora, trazida no ano 38 por um discípulo de São Tiago. Pediam proteção e protegiam a Virgem. No entanto, com medo dos muçulmanos, esconderam a imagem, para preservá-la de profanações.
Três séculos depois, Madrid foi retomada pelo rei Afonso VI. Os fiéis não sabiam onde estava a imagem mariana e o monarca resolveu fazer um voto para encontra-la. Ao mesmo tempo, rei Afonso VI mandou pintar um quadro da Mãe de Jesus a que denominaram Nossa Senhora da Flor. Este quadro, ficou no lugar da imagem que havia sido escondida e que não sabiam o paradeiro.
Após muitas diligências, novenas e orações, o povo seguiu em procissão, pelas ruas da cidade. Quando passavam pelo lugar onde a imagem estava escondida, um muro caiu diante do povo e atrás dele, estava a imagem mariana que procuravam. As pessoas ficaram admiradas porque junto a imagem, duas lamparinas estavam acesas, demonstrando que a imagem estivera sempre guardada por aquela luz, há trezentos anos, sem que se houvessem sido abastecidas de azeite.
Levada à paroquia, Nossa Senhora passou a ser chamada de Almudena, por conta de ter sido encontrada num depósito de trigo, conhecido como almudim, pelos mouros. Tempos depois, o rei Afonso mandou que construíssem no lugar onde a imagem fora encontrada, uma capela em sua honra.
OREMOS:
Nossa Senhora de Almudena, cuida de nós, vosso povo. Afasta de nos as más inclinações e os desejos nefastos que nos afastam de Deus. Ajudai-nos, Mãe a encontrar em nosso peito, um coração manso, humilde e semelhante ao de Vosso Filho Jesus.
Nossa Senhora de Almudena, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.



quinta-feira, 8 de junho de 2017

159º dia, Nossa Senhora das Angústias


Por Deiber Nunes Martins
No século XV, quando os muçulmanos começaram a ser expulsos da Espanha, os cristãos, conduzidos pelos reis católicos, começaram a construção de uma capela dedicada às angústias de Nossa Senhora. Estavam sob a influência da devoção que tinham a Nossa Senhora das Dores.
Terminada a construção, passaram a procurar um escultor que esculpisse uma imagem para a Igreja, uma imagem que representasse as angústias de Maria vendo seu filho pregado numa cruz.
Então, num certo dia, aconteceu algo inesperado. O zelador da Igreja, no cumprimento dos seus afazeres, viu adentrar uma senhora vestida de luto e dois jovens. Com o passar do tempo, o homem começou a achar estranho que as orações daquele grupo não terminavam, mesmo assim continuou ele o seu trabalho. Com o cair da noite, os dois jovens se levantaram e foram embora, ficando somente a senhora, na mesma posição orante, em que fora encontrada no início do dia pelo zelador. Era hora de fechar a capela e o homem voltou-se para a Senhora, pedindo que ela se retirasse. Mas a mulher nem se moveu, tão absorta que parecia estar em sua oração. Preocupado, o homem dirigiu-se a seus superiores e expôs o fato. Como era hora bem avançada e precisavam fechar a Igreja, eles seguiram o zelador até a mulher e esperaram um pouco, pra ver se suas súplicas terminavam. Como isso não acontecia, um deles se aproximou e tirou o véu que cobria a senhora. E para espanto e surpresa de todos não se tratava de uma mulher mas sim de uma imagem! E a imagem esculpida nos mesmos moldes que os padres desejavam.
Passaram então a investigar quem havia deixado àquela imagem na capela. Porém, sem sucesso. Nenhum escultor da região ou das regiões vizinhas havia esculpido uma imagem em tão rara beleza, a Mãe chorosa contemplando o Filho morto numa cruz. O fato trouxe à região de Granada na Espanha, onde situa-se a Igreja de Nossa Senhora das Angústias, uma multidão de fiéis.
OREMOS:
Mãe Dolorosa, choraste por Teu Filho, preso no lenho da cruz. Sabemos que também choras por teus filhos que estão presos no madeiro dos vícios do pecado. Ajudai-nos Óh Mãe, em nossa caminhada de conversão, para que possamos romper definitivamente com o pecado e assim venerar-se de coração puro e obediente.
Nossa Senhora das Angústias, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

158º dia, Nossa Senhora de Lavang

Por Deiber Nunes Martins
Quando Canh Thinh assumiu o reino do Vietnã, sucedendo a seu pai, rei Tay, Nguyen Anh insurgiu-se contra o novo monarca. Perseguido, o rebelde refugiou-se num monastério, na ilha Phu Quoc. Lá, foi convencido a procurar o rei Luis XVI, da França.
Ao saber que Nguyen Anh recebera ajuda da Igreja, o rei Canh Thinh passou a perseguir os católicos no país. Houve martírio de sacerdotes e leigos católicos. Igrejas foram destruídas e fechadas. O povo, com medo da repressão, fugiu para as montanhas, para a floresta de Lavang, localizada nas proximidades de Quang Tri, região central do Vietnã. No entanto, a vida no meio da mata fez com que as pessoas adoecessem e fossem atacadas por feras. Desesperadas, as pessoas se aglomeravam e ao fim do dia, rezavam juntas o Santo Rosário.
Foi quando em 1798, a Virgem Maria apareceu ao povo. Em sua primeira aparição, logo foi reconhecida como a Mãe de Jesus. O povo apavorado, com fome e frio, admirou a Belíssima Senhora que trazia o Menino Jesus nos braços e os traços das mulheres vietnamitas. Nossa Senhora confortou aquele povo, dando-lhe ânimo para suportar os sofrimentos impostos. Maria ainda mandou que as pessoas colhessem as folhas das “Vang”, árvore típica daquela floresta e as fervesse, fazendo com elas um remédio para as enfermidades da mata. Disse ainda que a partir daquele momento, todos que rezassem naquele local, teriam suas preces atendidas. A partir de então, inúmeras peregrinações passaram a ser feitas àquela floresta. As pessoas queriam ver Nossa Senhora.
Enquanto os católicos foram perseguidos pelo governo vietnamita, Nossa Senhora apareceu em Lavang. E foram quase cem anos até 1886, quando movimento anticatólico no Vietnã foi encerrado. Com o término da perseguição, a diocese vietnamita empreendeu a construção de uma igreja em honra a Nossa Senhora de Lavang. Por questões financeiras, a obra durou cerca de 15 anos. Tempos depois, um templo maior foi construído no local, sendo destruído em 1972, quando da guerra do Vietnã.
Em 1961, os bispos vietnamitas nomearam a Igreja de Nossa Senhora de Lavang, um Santuário Mariano. O Papa João XXIII elevou o santuário à categoria de Basílica e em 1988, São João Paulo II canonizou 117 mártires vietnamitas, reconhecendo a importância de Lavang para os católicos daquele país.
OREMOS:
Virgem Mãe, atendei ao clamor de seus filhos. Quantos hoje sofrem, refugiados em terras estranhas, por conta da violência extrema que toma conta de nossas sociedades! Olhai, pois, oh Mãe, para vossos filhos e filhas vítimas das guerras, da fome e da insanidade dos homens, que na luta pelo poder, esquecem-se que o Rei dos Reis veio ao mundo numa manjedoura, na mais absoluta e digna pobreza. Que tenhamos a sabedoria de vencermos o relativismo e o secularismo que infestam este mundo e impedem o homem de se achegar a Deus.
Nossa Senhora de Lavang, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

Site do Santuário Nacional de Aparecida. Disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-de-lavang, último acesso em 06 de junho de 2017 às 11h43min.