terça-feira, 26 de setembro de 2017

269º dia, Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

Por Deiber Nunes Martins
Quando Paulo em sua Carta a Tito (Tt 2,11) diz: “Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens”, está ele se referindo a Jesus que se manifesta aos homens e é a Divina Graça. Maria, por excelência é a Mãe da Divina Graça. E a Igreja assim a reconhece. “Ave Maria, cheia de Graça”.
Foi o sim que Maria deu ao anjo Gabriel que permitiu a humanidade alcançar este canal de Graças. Maria não é a Graça mas sim o canal. Por meio dela nos achegamos a Cristo. E por ser este canal que nos une a Cristo, Maria revela a sua maternidade aos homens. Jesus disse na Cruz: “Eis aí tua Mãe” (Jo 19, 27). É possível compreender que a Graça de Deus se revela ao mundo e direciona a humanidade até sua divindade. E nesta caminhada temos a Mãe da Divina Graça a nosso lado.
Corredentora da humanidade, Maria desempenha uma função de subordinação no plano salvífico de Cristo, que é o centro da nossa fé. Maria vem nos auxiliar a perseverar na caminhada, não nos deixando esmorecer, nem esfriar nosso ímpeto de oração. A ela devemos ter um coração agradecido de filhos, que esperam a intervenção de Cristo e a intercessão dela, nossa advogada.
A festa de Nossa Senhora Mãe da Divina Graça é comemorada dia 26 de outubro.

OREMOS: Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai´me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem´aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. (Oração do Ofício da Imaculada Conceição)

REFERÊNCIA:
Site da Diocese de Ponta Grossa. Disponível em http://www.diocesepontagrossa.com.br/index.php?setor=PADROEIRA01
Site da Editora Cléofas. Disponível em http://cleofas.com.br/oficio-de-nossa-senhora-da-conceicao/

Site da Congregação Mariana no Brasil. Disponível em http://cncmb.org.br/mae-da-divina-graca.html

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

265º dia, Nossa Senhora do Vimeiro


Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora do Vimeiro surgiu na França e é celebrada todo dia 8 de setembro. O vimeiro é uma árvore de onde se extrai o vime, muito usado na produção de móveis e cestas. Segundo a tradição, um lenhador tentava cortar um pé de vimeiro, num domingo e se machucava a cada golpe que dava na árvore. 
A Virgem Maria, então, apareceu ao lenhador e ele entendeu que precisava mudar de vida, converter-se. Assim o fez. Na mesma época, muitos milagres aconteceram na região.
OREMOS:
Santa Maria do Vimeiro, rogai por nós, pecadores. Ajuda-nos a encontrar refúgio na Palavra do Senhor e nela, mudarmos de vida. Guiai nossos passos e fazei com que o inimigo não nos alcance com suas artimanhas e tentações. Nos momentos de tristeza e infortúnio, ajuda-nos a buscar no Senhor, a resposta para nossa vida.
Que por vossa intercessão, oh Mãe, sejamos batizados no Espírito Santo e tenhamos um encontro pessoal com Nosso Deus. E se já o encontramos, se já fomos batizados, que por vossa intercessão, seja reinflamado em nós os carismas e a nossa fé.
Volva também, Mãe, teu olhar para os grupos pastorais, para os movimentos da nossa Igreja. Que o povo de Deus saiba superar as contendas, rivalidades e divisões que existem nesses grupos e caminhe em comunhão com Vosso Filho, Jesus Cristo.
Nossa  Senhora do Vimeiro, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003
Site “Glória da Idade Média”. Disponível em http://gloriadaidademedia.blogspot.com.br/p/a-cavalaria-medieval.html último acesso em 15 de março de 2017 às 11h27min.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

263º dia, Nossa Senhora do Milagre de Salta


Por Deiber Nunes Martins
Na cidade argentina de Salta, situada ao norte do país, venera-se Nossa Senhora dos Milagres de Salta, cuja festa é celebrada em 15 de setembro. A origem dessa devoção vem do ano de 1592, quando no Porto de Callao no Peru, duas caixas flutuando, resultantes de um naufrágio. Em ambas as caixas, havia imagens devocionais. Em uma, a imagem de Cristo Crucificado. Em outra, a imagem da Virgem do Rosário, que estava endereçada a uma capela na cidade argentina de Córdoba. Era um presente do Bispo Dom Francisco de Victoria às duas cidades.
O fato é que a devoção ficou escondida por quase cem anos, quando fortes terremotos afetaram a cidade de Salta. Então, os fiéis realizaram uma procissão com a imagem do Cristo dos Milagres e da Virgem dos Milagres, clamando pelo fim dos terremotos. E foram atendidos, o que contribuiu para a propagação do culto à Nossa Senhora do Milagre de Salta.

OREMOS:
Oh Senhora dos Milagres de Salta, protegei-nos dos desastres e das intempéries naturais. Fortalecei em nós a cultura da vida e da preservação ambiental, para que possamos evitar que a natureza nos devolva o que damos a ela.
Nossa Senhora do Milagre de Salta, rogai por nós!

REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

255° dia, Nossa Senhora de Fourvière


Por Deiber Nunes Martins

O imperador Trajano, fez construir na cidade de Lyon, o chamado Forum Trajani, que tempos depois seria reconhecido como Forum Vetus, que passaria a ser Fortvieil para em seguida tornar-se Fourvière. Era por volta do ano 41 antes de Cristo e Lyon era a capital da Gália Céltica.
Nove séculos depois, na mesma Lyon, agora cidade francesa, construíram uma capela dedicada a Nossa Senhora, utilizando materiais do antigo monumento de Trajano, o Fourvière. Daí o nome Nossa Senhora de Fourvière.
Tempos mais tarde, em 1643, os franceses foram em peregrinação até o santuário de Fourvière, buscando proteção contra o flagelo da peste que dizimava milhares e milhares de pessoas. Isto foi num dia 8 de setembro. E a partir de então, comemora-se o dia de Nossa Senhora de Fourvière nesta data. E também em 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, quando o santuário é ricamente adornado para os festejos da Rainha do Céu. Em ambas ocasiões, a colina de Fourvière é ornamentada e toda a cidade celebra sua padroeira.

OREMOS:

Nossa Senhora de Fourvière, abençoai os cristãos no mundo todo. Dedicai um olhar especial à Igreja de Teu Filho Jesus que sofre nos lugares onde a Fé Católica não é bem quista. Despertai na humanidade um sentimento de paz que nos permita vivermos em harmonia uns com os outros apesar das diferenças.
Nossa Senhora de Fourvière, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:

ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Site do Portal A12 disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-de-fourviere 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

240º dia, Nossa Senhora de Bolonha


Por Deiber Nunes Martins
A origem dessa devoção remonta segundo a lenda, o ano de 636, quando cristãos de Jerusalém e Antioquia, depositaram a imagem de Nossa Senhora em um pequeno barco, no Mar Mediterrâneo, buscando fugir dos ataques dos sarracenos. Milagrosamente, a pequena embarcação chegou ao porto da cidade de Bolonha ao norte da França. Os franceses recolheram a imagem com grande júbilo e a denominaram Nossa Senhora de Bolonha.
Tempos depois no século XVI, soldados das tropas do rei Henrique VIII saquearam Bolonha, e levaram consigo a imagem da Virgem. No meio do caminho, foram acometidos por uma peste e julgando ser castigo divino, retornaram e devolveram a imagem ao povo de Bolonha. Dois séculos mais tarde, protestantes franceses tentaram destruir a imagem, sem sucesso. Raivosos, enterraram-na nas proximidades do castelo de Houvault. Depois a desenterraram e a jogaram em um poço, cujo proprietário, tempos depois, converteu-se à fé católica e devolveu a imagem a seus donos.
Apenas alguns anos depois, a imagem foi novamente atacada. Dessa vez por hereges que acabaram logrando êxito e destruindo a imagem da qual se apoderaram. Os fiéis encontraram somente uma das mãos da imagem, que ainda hoje é venerada por muitos peregrinos.
Em 1814, um sacerdote parisiense foi até Bolonha e colocou no lugar da antiga imagem, uma cópia. O santuário foi reconstruído e elevado a condição de catedral, consagrada em 1866.
OREMOS:
Senhora de Bolonha, os acontecimentos adversos à vossa imagem, nos mostram como precisamos ser fortes nas atribulações e nas contrariedades da vida. Nem sempre as coisas saem como queremos. Ajuda-nos pois a acolher as adversidades com serenidade e a certeza de que são para nossa purificação e para honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que saibamos colher dos infortúnios dessa vida, oportunidades reais de enriquecimento espiritual.
Nossa Senhora de Bolonha, velai por nós!
REFERÊNCIA:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

236º dia, Nossa Senhora dos Prazeres


Por Deiber Nunes Martins
No final do século XVI, nas terras dos Condes de Alcântara, em Lisboa, Portugal, apareceu uma belíssima imagem mariana sobre uma fonte. A partir daquela aparição, as águas da fonte tornaram-se milagrosas e o doente que a bebia, ficava curado. A imagem, que de tão rara beleza parecia ter sido esculpida pelos anjos, foi levada para a casa dos condes, onde foi depositada em um oratório. Entretanto, a imagem voltou milagrosamente para o lugar onde havia sido encontrada.
Passando por ali, uma menina, Nossa Senhora apareceu a ela e lhe pediu que instruísse aos pais e aos vizinhos que construíssem naquele lugar uma capela para Ela e que a chamassem doravante de Nossa Senhora dos Prazeres. A aparição mexeu com as pessoas da região que logo acataram ao pedido da Mãe de Deus e lhe construíram a capela.
Algum tempo depois, a Mãe de Jesus apareceu a um noviço que sempre depositava flores aos pés da imagem de Nossa Senhora dos Prazeres. Nesta aparição, Nossa Senhora indicou ao jovem que assim como a Igreja celebrava as sete dores de Maria, deveria celebrar também suas sete alegrias (prazeres), a saber:
1.   O anúncio do Anjo Gabriel;
2.   A Saudação de sua prima Isabel;
3.   O nascimento do Menino Jesus;
4.   A Visita dos Reis Magos;
5.   O encontro de Jesus no templo;
6.   A primeira aparição de Cristo Ressuscitado e
7.   A sua coroação como Rainha dos Céu e da terra.
A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres representa Maria de pé, com o Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo. Ela veste uma túnica de mangas largas e um longo manto, tendo a cabeça coberta por um véu curto. A seus pés aparecem sete anjos, que representam os prazeres da vida de Nossa Senhora.

OREMOS:
Mãe da Alegria, ensinai-nos a viver com alegria. Ensinai-nos a apreciar com saboroso prazer, as alegrias do nosso tempo, da nossa vida. Que mesmo diante de tantas adversidades e tantas tristezas que o mundo nos oferece, não nos falte tempo, para apreciarmos a beleza da vida e assim celebrarmos nossos prazeres, assim como Vós também os celebrastes. E assim como Vós, que colocastes Cristo como o prazer maior e central de vossa vida, nós também, povo de Deus, saibamos celebrar Cristo como centro da nossa alegria.
Nossa Senhora dos Prazeres, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo, Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

235º dia, Nossa Senhora do Patrocínio


Por Deiber Nunes Martins
O século XVI na Espanha foi marcado por guerras, invasões e toda espécie de ameaças vindas dos muçulmanos, que buscavam tomar o controle da Península Ibérica, a começar pela Espanha. É neste momento intenso e turbulento, que surge a devoção a Nossa Senhora do Patrocínio.
Cheios de fé e confiança, os espanhóis confiaram a Maria Mãe de Jesus e a seu patrocínio, suas vidas e seu futuro. E Nossa Senhora não lhes faltou. A Espanha saiu-se vitoriosa de todas as guerras e tentativas de domínio que lhe foram impostas pelos muçulmanos. Em 1656, o rei Felipe IV pediu ao Papa Alexandre VII que oficializasse em toda Espanha a festa em honra ao Patrocínio de Maria.
Tempos mais tarde, a devoção a Nossa Senhora do Patrocínio aumentou e tão logo a guerra findou, Nossa Senhora do Patrocínio passou a ser invocada também pelo exército espanhol e por todas as famílias.
OREMOS:
Virgem Santa, venho a ti rogar por vosso patrocínio em todas as áreas de minha vida. Ajudai-me a fazer a vontade de Nosso Senhor e assim empreender meu caminho de salvação. Ajuda-me a ser melhor para mim mesmo e para os meus irmãos. Que o Vosso Patrocínio me cure dos males do corpo e da alma e que me ajude em todas as áreas de minha vida. Que por meio de vossa intercessão, eu tenha um coração mais solidário e direcionado às coisas do Reino.

Nossa Senhora do Patrocínio, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

234° dia, Nossa Senhora Rainha


Por Deiber Nunes Martins
Encerrando o Ano Santo de 1954, o Papa Pio XII escreveu a encíclica Ad caeli Reginam, que quer dizer: “Para a Rainha do Céu”. As razões do Papa foram motivadas pela realeza de Maria, expressa nos Congressos Marianos que precederam aquele ano santo, que comemorava o centenário do dogma da Imaculada Conceição. No ano seguinte, o Sumo Pontífice instituiu a festa de Nossa Senhora Rainha, a 22 de agosto, oito dias depois da festa da Assunção.
Era mais que natural a Igreja proclamar Nossa Senhora como Rainha. A realeza de Cristo, por si só, impunha a realeza de Maria. Mas assim como Cristo veio ao mundo para estabelecer seu Reino, Sua Mãe tem a mesma missão. A realeza expressa soberania sobre os súditos e as virtudes de Nossa Senhora a colocam num patamar acima da humanidade.
Deste modo, a realeza de Maria não a diviniza, mas explicita o seu valor para os homens. Maria nos leva a Cristo. Conforme nos diz o livro de Samuel, o povo de Israel, desagradou a Deus, pedindo ao profeta um rei que os governasse. Assim, desprezaram a realeza do Senhor. Somente com Cristo é que a governança do Senhor sobre os povos é reconhecida pela humanidade. E nesse aspecto, o papel de Nossa Senhora é essencial. Por meio de seu “Sim”, ela permite ao Senhor fazer a obra acontecer em meio aos homens. Por isso, Maria é Rainha.
OREMOS:
Oh Mãe, pela realeza de Vosso Filho, sois a Nossa Rainha também! Intercedas por nós, para que possamos buscar a verdadeira conversão e assim alcançar vosso Reino.
Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ALVES, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos: Um mês com Nossa Senhora. São Paulo: Ed. Paulinas, 2013.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

233º dia, Nossa Senhora de Knock

Por Deiber Nunes Martins
Padre Cavanah era respeitado e querido por todos os fiéis da aldeia de Knock, no condado de Mayo, Irlanda. Ele era o prior de uma pequenina capela na aldeia, dedicada a São João Batista. Devoto de Nossa Senhora, comprometera-se com ela rezar pelas almas no Purgatório, cem missas.
No dia 21 de agosto de 1829, Padre Bartholomeu Cavanah rezou sua centésima missa em intenção as almas no Purgatório. Terminada a celebração, foi a aldeia visitar os paroquianos. Retornou sob forte chuva, que deixou suas roupas encharcadas. Pediu então a sua empregada, Mary McLoughin que cuidasse de secar suas roupas na lareira. A empregada, cumpriu as ordens do padre e saiu para visitar a amiga, Mary Beirne.
Mrs. McLoughin viu uma luz intensa iluminando três figuras, ao lado de fora da capela. Julgando as imagens de Nossa Senhora, São José e São João Evangelista, como aquisições de Padre Cavanah para a capela, e a intensa luz como efeito da bruma de fim de tarde, a adorná-las, a empregada seguiu rumo a casa de sua amiga. Nesse ínterim, a irmã de Mary Beirne, Margaret Beirne, foi a capela para fechá-la, como sempre fazia e também viu a luz forte do lado de fora da Igreja, mas não lhe deu muita atenção, nem comentou o fato com ninguém.
Só depois que sua irmã veio acompanhando a empregada do padre até a capela e também avistou as imagens, foi que as três mulheres entenderam o que de fato estavam vendo: a aparição de Nossa Senhora, São José e São João Evangelista, este último em trajes de bispo. Outras pessoas testemunharam a aparição, como a idosa Bridget Trench, que até tentou tocar nos santos, mas não conseguiu. Todos os que viram a aparição de Nossa Senhora, admiravam o fato dos santos se mexerem mas não dizerem nada. E tanto eles, quanto o padre Cavanah, presenciaram a partir de então, centenas de milagres e curas inexplicáveis ocorridos na região.
Indagando-se sobre os motivos da aparição milagrosa, a aldeia de Knock, os paroquianos chamaram a Virgem em alvas vestes, com uma brilhante coroa na cabeça, e em orante postura de Nossa Senhora do Silêncio.
Hoje, a capela, transformada em Santuário, em Knock Mhuire, na Irlanda, é um dos santuários mais visitados de toda a Europa.
OREMOS:
Nossa Senhora do Silêncio de Knock, teu silêncio nos diz tudo. A tudo guardas no coração e nos revelas em momentos oportunos de nossa vida, o que precisamos para estarmos próximos de Jesus. Tantas são as graças que, desejamos pedir, mas ao contemplar tua imagem alva e silenciosa, percebemos que o que mais precisamos pedir, nós já temos, que é o amor de Deus. Ajudai-nos, pois oh Mãe, a compreendermos o senhorio de Cristo em nossas vidas, para que próximos a Ele, saibamos evitar as armadilhas do maligno em nossos caminhos.
Nossa Senhora de Knock, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Portal do Santuário Nacional de Aparecida. Disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-do-silencio-knock-irlanda


domingo, 20 de agosto de 2017

232º dia, Nossa Senhora da Agonia

Por Deiber Nunes Martins
No século XIII, o Frei Jacopone de Todi compôs o poema “Stabat Mater Dolorosa”, dedicado à Nossa Senhora e que retrata toda a sua agonia junto à cruz de Jesus. Acredita-se que este poema seja a origem da devoção a Nossa Senhora da Agonia, um título que ficou muito conhecido na cidade de Viana do Castelo, em Portugal.
Lá, os fiéis faziam o percurso da Via-Sacra partindo do Convento Franciscano até o Morro da Forca, onde encerravam com a oração da 14ª Estação. Tempos depois, já no século XVIII, construíram neste morro, a Igreja dedicada a Nossa Senhora da Agonia. E a partir de 1783, a Igreja começou a celebrar todos os anos no dia 20 de agosto a esta festa mariana.
A imagem de Nossa Senhora da Agonia representa Maria de pé com as mãos postas uma em cima da outra a altura do peito. Um véu azul escuro cobre todo o corpo de Maria. Esta imagem lembra Nossa Senhora aos pés da cruz, conforme relata o Evangelho de João.
Nossa Senhora da Agonia é conhecida como a padroeira dos pescadores.
OREMOS: “Stabat Mater Dolorosa” (Estava a Mãe Dolorosa)
Estava a Mãe dolorosa, junto à cruz, lacrimosa,

Da qual pendia o Filho.

A espada atravessava,

Sua alma agoniada, entristecida e dolorida.

Quão triste e aflita estava ali a bendita,

Mãe do Unigênito!

Quão abatida, sofrida e trêmula via

O sofrimento do Filho divino.

Qual é o vivente que não chora,

Vendo a Mãe do Cristo em tamanho suplício?

Quem não ficaria triste,

Contemplando a mãe aflita, padecendo com seu Filho?

Por culpa de sua gente, ela viu Jesus torturado,

Submetido a flagelos.

Viu o Filho muito amado, morrendo abandonado,

Entregando o seu espírito.

Mãe, fonte de amor, que eu sinta a força da dor

Para poder contigo pranteá-lo.

Faz arder meu coração devido à partida do Cristo Deus,

Para que o possa agradar.

Santa Mãe, dá-me isto: trazer as chagas do Cristo

Cravadas no coração.

Com teu Filho, que por mim morre assim,

Quero o sofrimento partilhar.

Dá-me contigo chorar pelo crucificado

Enquanto vida eu tiver.

Junto à cruz quero estar e me juntar

Ao teu pranto de saudade.

Virgem das virgens radiante, não te amargures:

Dá-me contigo chorar.

Que a morte de Cristo permita,

Que de sua paixão eu partilhe,

E que suas chagas possa venerar.

Que pelas chagas eu seja atingido e pela Cruz inebriado

Pelo amor do Filho.

Animado e elevado por ti Virgem, eu seja defendido

No dia do juízo.

Amém.

REFERÊNCIAS:

BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

sábado, 19 de agosto de 2017

231º dia, Nossa Senhora da Abadia


Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora da Abadia, começou no final do século IX, em Portugal, por conta de uma imagem de Nossa Senhora da Glória, que pertencia ao Mosteiro de Bouro. Daí Nossa Senhora da Abadia ser também conhecida como Santa Maria do Bouro.
Nesta época, os mouros invadiram a Península Ibérica e os monges do Bouro, temendo que que a imagem da Virgem Maria fosse profanada, esconderam-na. Passados muitos anos, os mouros já tinham sido expulsos de Portugal e da Espanha, e um fidalgo português de nome Pelágio Amado e um amigo eremita, passavam a noite na ermida de São Miguel, quando avistaram umas luzes no meio da mata. Foram verificar e descobriram a imagem escondida. Muito felizes e amparados pelo Arcebispo de Braga, construíram ali mesmo um santuário em honra a Nossa Senhora. Logo depois, outros eremitas chegaram e ajudaram na construção de um mosteiro, que o povo chamou de abadia.
Diversos milagres aconteceram na região e foram atribuídos à Virgem da Abadia. E assim ela passou a ser chamada: Nossa Senhora da Abadia. Com a colonização portuguesa, Nossa Senhora da Abadia chegou ao Brasil e hoje é a padroeira de algumas cidades em Minas Gerais, em Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.
OREMOS:
Nossa Senhora da Abadia, intercedei por nós! Cuidai das nossas famílias, sobretudo dos nossos filhos. Ajudai-nos a educar nossos filhos em um mundo cada vez mais secularizado e frio. Olhai pelos doentes, por aqueles que sofrem nos leitos dos hospitais. Abençoai àqueles que dependem da saúde pública, para que mesmo diante do colapso das estruturas de saúde no Brasil, encontrem os cuidados médicos necessários para recuperarem a saúde.
Nossa Senhora da Abadia, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

230° dia, Nossa Senhora da Vitória


Por Deiber Nunes Martins
A origem do título de Nossa Senhora da Vitória possui três versões bem distintas, mas que explicam bem sua essência: a vitória de Deus contra o inimigo, que pode ser a presença dos mouros em terras espanholas; em outro momento na ameaça das forças navais muçulmanas. Em outra ocasião, o inimigo se personifica numa enfermidade, que pode tirar a vida da filha de uma mulher piedosa.
A primeira versão sobre o título vem do século XV quando os cristãos enfrentavam os mouros na Espanha e o rei Fernando da Espanha tentava expulsá-los de Granada. Dois frades, Bernardino de Cropalati e Giácomo L’Espervier foram enviados ao front de batalha para intercederem pelos exércitos do rei e motivá-lo naquela decisiva batalha. Três dias depois da chegada dos frades, em 18 de agosto de 1487, em meio a aguerridas batalhas, os mouros foram vencidos e expulsos da Espanha. O rei, em ação de graças, mandou construir uma capela em honra a Nossa Senhora da Vitória. E os frades passaram a ser conhecidos como Frades da Vitória.
A segunda versão do título de Nossa Senhora da Vitória vem da vitória obtida pelos exércitos cristãos na Batalha de Lepanto, na Grécia, em 1571. O Papa Pio V pediu aos cristãos que rezassem pedindo a proteção de Nossa Senhora aos exércitos aliados. Naquele momento da guerra, a Espanha havia feito uma aliança com Veneza, com o objetivo de impedir os avanços muçulmanos. Nossa Senhora atendeu ao clamor do povo católico e os exércitos do Papa Pio V venceram. Em agradecimento, o Sumo Pontífice conferiu à Virgem o título de Nossa Senhora da Vitória. A imagem da Virgem da Vitória traz Maria de pé, com o Menino Jesus no braço esquerdo e com a mão direita ela segura um estandarte ou uma palma, simbolizando a vitória.
A terceira versão surgiu no Brasil, na Bahia, no período colonial, quando o rei de Portugal Dom Manuel enviou Francisco Pereira Coutinho, para que este povoasse o território baiano. No entanto, Francisco não obteve êxito, visto a resistência indígena que encontrou na região. Tempos mais tarde, Dom João III, rei de Portugal, mandou Tomé de Souza à região com o mesmo intuito. E desta vez, os portugueses lograram êxito, vencendo a resistência dos índios e povoando o local. Local que passou a se chamar Cidade de São Salvador, ou Bahia de Todos os Santos. Lá, foi construída a primeira igreja matriz da Bahia, dedicada a Nossa Senhora da Vitória. Alguns anos mais tarde, uma senhora piedosa se derramou aos pés da imagem de Nossa Senhora, pedindo a graça da cura para sua filha, que desenganada pelos médicos, estava muito perto de morrer. A Mãe de Jesus, prontamente atendeu às súplicas daquela senhora que em agradecimento, mandou construir hospedarias para os romeiros que ali chegavam, para venerar a Mãe do Nosso Senhor.
OREMOS:
Nossa Senhora da Vitória, sede nossa vitória, diante dos embustes do inimigo. Ajudai-nos a vencer às tentações que nos afastam de Deus e a fortalecer nosso Espírito na fé e no amor ao Senhor. Que sempre sejamos servos fiéis e dedicados de Nosso Senhor. E que sempre alcancemos Dele a misericórdia e o perdão de nossas faltas, por vossa poderosa intercessão, Senhora da Vitória.
Nossa Senhora da Vitória, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.