segunda-feira, 21 de agosto de 2017

233º dia, Nossa Senhora de Knock

Por Deiber Nunes Martins
Padre Cavanah era respeitado e querido por todos os fiéis da aldeia de Knock, no condado de Mayo, Irlanda. Ele era o prior de uma pequenina capela na aldeia, dedicada a São João Batista. Devoto de Nossa Senhora, comprometera-se com ela rezar pelas almas no Purgatório, cem missas.
No dia 21 de agosto de 1829, Padre Bartholomeu Cavanah rezou sua centésima missa em intenção as almas no Purgatório. Terminada a celebração, foi a aldeia visitar os paroquianos. Retornou sob forte chuva, que deixou suas roupas encharcadas. Pediu então a sua empregada, Mary McLoughin que cuidasse de secar suas roupas na lareira. A empregada, cumpriu as ordens do padre e saiu para visitar a amiga, Mary Beirne.
Mrs. McLoughin viu uma luz intensa iluminando três figuras, ao lado de fora da capela. Julgando as imagens de Nossa Senhora, São José e São João Evangelista, como aquisições de Padre Cavanah para a capela, e a intensa luz como efeito da bruma de fim de tarde, a adorná-las, a empregada seguiu rumo a casa de sua amiga. Nesse ínterim, a irmã de Mary Beirne, Margaret Beirne, foi a capela para fechá-la, como sempre fazia e também viu a luz forte do lado de fora da Igreja, mas não lhe deu muita atenção, nem comentou o fato com ninguém.
Só depois que sua irmã veio acompanhando a empregada do padre até a capela e também avistou as imagens, foi que as três mulheres entenderam o que de fato estavam vendo: a aparição de Nossa Senhora, São José e São João Evangelista, este último em trajes de bispo. Outras pessoas testemunharam a aparição, como a idosa Bridget Trench, que até tentou tocar nos santos, mas não conseguiu. Todos os que viram a aparição de Nossa Senhora, admiravam o fato dos santos se mexerem mas não dizerem nada. E tanto eles, quanto o padre Cavanah, presenciaram a partir de então, centenas de milagres e curas inexplicáveis ocorridos na região.
Indagando-se sobre os motivos da aparição milagrosa, a aldeia de Knock, os paroquianos chamaram a Virgem em alvas vestes, com uma brilhante coroa na cabeça, e em orante postura de Nossa Senhora do Silêncio.
Hoje, a capela, transformada em Santuário, em Knock Mhuire, na Irlanda, é um dos santuários mais visitados de toda a Europa.
OREMOS:
Nossa Senhora do Silêncio de Knock, teu silêncio nos diz tudo. A tudo guardas no coração e nos revelas em momentos oportunos de nossa vida, o que precisamos para estarmos próximos de Jesus. Tantas são as graças que, desejamos pedir, mas ao contemplar tua imagem alva e silenciosa, percebemos que o que mais precisamos pedir, nós já temos, que é o amor de Deus. Ajudai-nos, pois oh Mãe, a compreendermos o senhorio de Cristo em nossas vidas, para que próximos a Ele, saibamos evitar as armadilhas do maligno em nossos caminhos.
Nossa Senhora de Knock, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Portal do Santuário Nacional de Aparecida. Disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-do-silencio-knock-irlanda


terça-feira, 15 de agosto de 2017

227º dia, Nossa Senhora da Assunção


Por Deiber Nunes Martins
A Assunção de Maria é celebrada desde o início do Cristianismo. Mas tornou-se oficial nas Igrejas do Oriente, no século VII, com a festa da Dormitio (Dormição de Nossa Senhora). A Dormitio era a festa da passagem de Maria desta vida, para a Glória Celeste.
O Papa Sérgio I levou a Dormitio para as Igrejas do Ocidente, ainda no século VII. No século VIII a festa da Dormição de Maria deu lugar à Festa da Assunção e se espalhou pelas Igrejas do Ocidente, ao longo do século IX.
Tanto a Dormitio, quanto a Festa da Assunção de Nossa Senhora, serviram de subsídio e motivação para que em 1950, o Papa Pio XII, atendendo aos clamores da Igreja, proclamasse a Assunção de Maria como dogma de fé, conforme nos mostra trecho do documento a seguir:
"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial". (Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, 44)
Assim como reconhece o Magistério da Igreja, que aquela que gerou, deu a luz, amamentou e cuidou do Próprio Deus, não poderia virar cinza ou pó da terra. Tampouco precisaria esperar o fim dos tempos para ter seu corpo ressuscitado.
A festa da Assunção de Nossa Senhora é comemorada no dia 15 de agosto. No Brasil, por determinação da Conferência Nacional dos Bispos, CNBB, a festa é celebrada no domingo posterior à data, quando esta cai em dia de semana.
OREMOS:
Mãe Gloriosa, mostrai a vossos filhos, a importância desse dogma de fé tão importante quanto o da Imaculada Conceição. Infelizmente, muitos católicos não valorizam como se deve o fato de que fostes elevada ao Céu. Preferem crer conforme as limitações de seus entendimentos, sem perceber que os mistérios do Senhor não existem para a nossa compreensão.
Ajudai, pois oh Mãe, vossos filhos católicos compreenderem o valor de seguirmos sempre o que nos ensina nossa Mãe Igreja, por meio de sua doutrina, seu Magistério e a sabedoria dos Papas. Que nunca nos falte acolhimento e compreensão ao que nos ensina a Igreja.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII, Vaticano, 1950.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

226º dia, Nossa Senhora dos Humildes


Por Deiber Nunes Martins
Este título se deve ao exemplo que a Mãe de Jesus nos dá, sobre a humildade. Maria é a Mãe dos Humildes porque ela mesma, tão logo recebeu do anjo a incumbência de ser a Mãe do Salvador, se pôs a serviço, dizendo “Eis aqui a serva do Senhor. (Lc 1, 38). Muitas vezes, recebemos de alguém uma incumbência, uma missão e queremos discutir, dizendo: “Isso não é comigo, é com fulano!”. Outras vezes queremos discutir nossa capacidade para tal função, querendo fazer as tarefas mais complexas, condizentes com nossas habilidades, desprezando aquelas mais simples. Não que ser a Mãe de Nosso Senhor fosse uma tarefa simplória, muitíssimo longe disso, mas Nossa Senhora tem a humildade de se colocar como serva.
Os humildes são aqueles que merecem ser servidos, mas se colocam a serviço. Nossa Senhora nos ensina isso também, quando já sabendo que trazia no ventre o Filho de Deus, se pôs a caminho da casa de sua prima Isabel. E foi servir à prima, que em idade avançada, estava lidando com a gestação de João Batista. Uma pessoa humilde tem a habilidade singular de se colocar no lugar do outro, antes mesmo de si própria.
A vida de Nossa Senhora é uma sucessão de lições de humildade. Ainda mais em um mundo competitivo, como o nosso. Num primeiro momento, as pessoas não reconhecem o humilde, até mesmo porque não enxergam, em meio a uma multidão ávida pelos minutos de fama, reconhecimento. É preciso um outro olhar, mais detalhado, mais perscrutador, para ver o humilde se destacar frente aos outros. E a pessoa humilde sempre se destaca, porque ela se apequena diante da arrogância – “Eu sou pequeno, o outro é que é grande”.
Talvez os teólogos, os estudiosos da vida de Cristo, tenham num primeiro olhar se detido no Deus Homem, em sua humildade, em sua mansidão. Mas logo se depararam também com a humildade de Maria. Logo perceberam que Jesus tinha a quem puxar. Por isso, Nossa Senhora é também a Nossa Senhora dos Humildes.
OREMOS:
Virgem Santa, como precisamos aprender contigo a humildade! Ensina-nos a nos calar quando o momento requer que nosso eu se cale, para Deus falar. Ensina-nos a dádiva de sermos servos. A graça de servir, do serviço. Que sejamos sempre disponíveis para o outro, sem olhar com desdém para a mais básica das tarefas. Que saibamos esperar pelo nosso mérito, sem reivindicar o lugar dos outros. Dá-nos a empatia que tanto marcou vossos caminhos. Ensina-nos a nos colocar no lugar do outro, fazendo com que o outro cresça na nossa presença, cresça em Deus.
Nossa Senhora dos Humildes, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014. 

domingo, 13 de agosto de 2017

225º dia, Nossa Senhora da Candelária

Por Deiber Nunes Martins
No século XIV, numa gruta em Chimisay, na ilha de Tenerife, nas Canárias, dois pastores guardavam o rebanho numa gruta. Num certo dia, como o gado se recusava a entrar na gruta, os homens o fizeram e se depararam com uma bela imagem de mulher, no interior da caverna. Como não eram cristãos, aqueles homens não sabiam de quem se tratava, mas ficaram admirados e chamaram as pessoas da aldeia para verem a imagem.
Quando voltaram, além da imagem na gruta, havia velas (candeias) acesas suspensas ao redor da imagem. Mesmo sem conhecer, os nativos da região passaram a cultuar a imagem de Maria. No século XV, quando os espanhóis chegaram até as Ilhas Canárias, foi explicado aos nativos, os mistérios da Mãe de Jesus.
Por essa razão, tempos mais tarde quando os missionários da Companhia de Jesus aportaram na região, não tiveram maiores dificuldades para evangelizar aquele povo, que já era devoto mariano.
O nome Nossa Senhora da Candelária, deve-se às velas acesas ao redor da imagem. No século XVII, foi construído em Tenerife, uma imagem em honra a Maria. A imagem mariana ficou neste templo até desaparecer em 1826, quando a ilha foi inundada. Uma nova imagem foi esculpida à semelhança da anterior. Em 1867, o Papa Pio IX, proclamou Nossa Senhora da Candelária, padroeira do arquipélago.
OREMOS:
Nossa Senhora da Candelária, iluminai nossos caminhos. Afastai-nos das trevas do pecado. Que por vossa proteção, que tanto recorremos, os inimigos do Senhor se afastem de nós e possamos assim seguir com fé e determinação, no caminho do Senhor. Que nenhuma tentação deste mundo nos afaste do objetivo maior de nossa vida, que é o Reino dos Céus.
Nossa Senhora da Candelária, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.



sábado, 12 de agosto de 2017

224º dia, Nossa Senhora da Alegria


Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora da Alegria tem sua origem no séc. XII com as cruzadas. Segundo a tradição, três irmãos cavaleiros franceses, alistaram-se nas cruzadas e viajaram para a Palestina, no intuito de ajudar os cristãos nos ataques sofridos pelos muçulmanos.
No entanto, não lograram êxito, foram derrotados pelos muçulmanos e capturados pelos egípcios. O sultão tentou de todas as maneiras persuadir seus prisioneiros a renegarem a fé católica, mas eles se mantiveram firmes. Vendo a firmeza daqueles homens em defenderem a fé, o sultão enviou Isméria, sua própria filha, para persuadi-los a se converterem ao islã.
Os três irmãos mostraram à Isméria o Evangelho de Jesus. E a moça quis conhecer quem era a Mãe do Salvador. Então, eles começaram a esculpir uma imagem da Virgem Maria. Findado o dia, deixaram a imagem inacabada, tencionando concluí-la no dia seguinte. No entanto, de forma milagrosa, quando acordaram no dia seguinte, a imagem já estava pronta.
Quando Isméria viu a imagem, ficou maravilhada com a beleza de Maria. E mais ainda com a mensagem de Jesus, passada pelos cavaleiros. Convertida, ela libertou os três irmãos e fugiu com eles. Após um dia de caminhada, adormeceram e ao despertarem, tinham sido levados milagrosamente para o bosque do castelo da mãe dos cavaleiros, na França. Após esse prodígio, construíram naquele bosque, a Igreja de Nossa Senhora da Alegria, que se tornou um centro de peregrinação mariana.
Nossa Senhora da Alegria tempos mais tarde, em 1993, apareceu a uma jovem americana, na cidade de Emmitsburg, nos EUA. Nas diversas aparições, Maria deixou a mensagem de conversão e humildade a seus filhos. Pedia ela insistentemente que seus filhos amassem uns aos outros.
A imagem da Virgem da Alegria apresenta Maria de pé, com seu Filho sentado em seu braço esquerdo com os braços abertos. As feições da Mãe de Deus revelam júbilo.
OREMOS:
Oh Mãe da Alegria, curai os nossos corações das feridas que nos causam tristeza de alma. Livrai-nos do flagelo da depressão e fazei com que saibamos ter um coração adorador, generoso e alegre. Que a gratidão preencha nossa vida e a nossa existência, pois somente por meio de um coração agradecido é que a verdadeira alegria que provêm de Deus, pode elevar a nossa vida.
Nossa Senhora da Alegria, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP, Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes – Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo, Ed. Paulus, 2014.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

223º dia, Nossa Senhora da Ajuda

Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora da Ajuda tem sua origem em Portugal, mais precisamente na praia do Restelo, em Lisboa. Na época das grandes navegações, os marujos recorriam à proteção da Virgem Maria e só navegavam com a imagem dela. Imagem essa que representa Maria em pé, com o Menino Jesus em seu braço esquerdo e a mão direita em um gesto de bênção.
Por meio dos jesuítas, a devoção chegou ao Brasil, no século XVI. Se instalaram em Porto Seguro e Salvador, na Bahia, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Em Porto Seguro, os jesuítas liderados pelo Padre Pires, quiseram construir um templo em honra a Nossa Senhora. No entanto, o local que escolheram para a construção era de difícil acesso e ninguém da comunidade quis ajudar na obra. Desse modo, o padre reunião seus colegas religiosos e eles próprios empreenderam o trabalho.
Porém nos arredores não havia rios, ou mesmo córregos, onde pudessem buscar água. Pediram a um colono da região para usar a água de um pequeno açude em seu terreno. Mas o colono se assustou com o volume de água que estavam usando e temendo prejudicar a irrigação de sua lavoura, proibiu o uso daquela água.
A proibição do uso da água desanimou os religiosos, que, motivados pelo padre Francisco Pires, celebraram uma missa, implorando Nossa Senhora que lhes fornecesse água para a construção do templo. Ao final da celebração, das raízes de uma árvore em frente as obras, começou a jorrar água. Em agradecimento, os padres começaram a cantar o Te Deum, e resolveram dar ao templo o nome de Nossa Senhora da Ajuda.
OREMOS: Ave Maria
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Nossa Senhora da Ajuda, ajudai-nos na caminhada. Não deixeis que esmoreçamos no meio do caminho, nem percamos a motivação, o ânimo. Que nunca nos falte determinação e perseverança pra fazermos a vontade de Deus.
Nossa Senhora da Ajuda, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

222º dia, Nossa Senhora Achiropita


Por Deiber Nunes Martins
Achiropita quer dizer “Não feita por mãos humanas”. Etimologicamente, os dois primeiros termos vem do grego: “A”, quer dizer “Não”; “Chiro”, quer dizer mãos. O terceiro termo, “Pitta”, vem do italiano e quer dizer pintada. É a história dessa antiga devoção e bastante singular.
Por volta do ano 580, Maurício, capitão do exército romano, desviado pelos ventos, chegou a uma aldeia da Calábria, na Itália. Lá, santo Efrém, um monge eremita, devoto fervoroso de Nossa Senhora foi ao seu encontro. Pediu a Maurício que construísse uma igreja para Maria, assim que ele se tornasse imperador.
E assim que Mauricio tornou-se imperador de Constantinopla, começaram as obras de construção do santuário mariano. Filipico, cunhado do imperador e governador calabrês, contratou os melhores artistas da região, para que pintassem o interior da igreja. Motivados, eles começaram o trabalho com êxito, mas ao cair da noite, a pintura desaparecia e no dia seguinte, eles tinham de recomeçar os trabalhos. O fato irritou o governador, que pensou se tratar de uma sabotagem feita por seus inimigos ou os inimigos do imperador. Como solução àquele “infortúnio”, mandou que colocassem vigia na frente da igreja.
O vigia ficou de plantão conforme lhe fora orientado. E na noite seguinte, uma belíssima senhora apareceu e pediu para adentrar o santuário. Receoso, porém sem coragem de barrar a entrada da distinta senhora, o sentinela permitiu. E ficou preocupado com a demora dela em se retirar do local. Tanto tempo lá dentro, fez com que o guarda entrasse pra ver o que estava acontecendo. Não havia mais nenhuma senhora dentro da igreja mas na parede do fundo estava pintada a belíssima imagem de Nossa Senhora. O fato se espalhou pela cidade e o povo se pôs a proclamar: “Achiropita! Achiropita!”
Com o passar do tempo, os imigrantes calabreses trouxeram a devoção para o Brasil. E somente na Calábria e em São Paulo, no bairro do Bixiga, é que existem santuários dedicados a Nossa Senhora Achiropita, cuja festa se celebra no dia 15 de agosto.
OREMOS:
Virgem Mãe, quisestes pintar vosso retrato nas paredes na gruta de Santo Efrém. Mostra-nos assim , quão belos são os planos de Nosso Senhor, desenhados à mão, não por mãos humanas, mas Mãos Divinas, e sob medida a cada um de vossos filhos. Mostrai-nos, oh Mãe, as maravilhas do Reino, para que, conhecendo, nos enchamos de amor e de zêlo, pelas coisas de Nosso Deus.
Nossa Senhora Achiropita, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

221º dia, Nossa Senhora da Misericórdia


Por Deiber Nunes Martins
Já no século VIII, na cidade de Nantes, na França, existia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Misericórdia, cujos devotos chamavam-na com esse título em ação de graças por terem sido livrados de um dragão. A pequena capela de Nantes deu lugar a um santuário em honra a Virgem da Misericórdia, no início do século XI.
No século XII, o bem-aventurado Eskil, muito doente que estava, teve a visão de estar caindo no abismo do inferno e ser resgatado pela Virgem Maria. Por conta da visão que teve, decidiu mudar de vida. Convertido, tornou-se sacerdote e bispo da Igreja.
Tempos mais tarde, no século XV, em Portugal, o confessor da Rainha Leonor, Frei Miguel de Contreiras pediu a ela que o ajudasse na fundação da irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia, que tinha como objetivo cuidar dos pobres, doentes e condenados. O passo dado por Frei Miguel foi seguido também por outras colônias portuguesas, inclusive o Brasil. É a origem das Santas Casas de Misericórdia, tendo sua primeira casa, sido construída em Santos, ao lado da capela de Nossa Senhora da Misericórdia.
A imagem da Virgem da Misericórdia representa Maria de pé com os braços abertos, tendo sob as dobras de seu manto, o Papa, alguns bispos, um frade, um rei, membros da fidalguia e alguns doentes pobres.
OREMOS:
Virgem da Misericórdia, ajudai-nos em nossa caminhada rumo a Deus. Favorecei nossos instintos e nossos sentimentos, para que sempre busquemos fazer a vontade do Senhor, pois esse é o caminho que nos livra de todo mal. Fazei com que tenhamos um coração manso e humilde como de Vosso Divino Filho e com este coração, pautemos nossas atitudes. Mãe do Céu, não nos deixei perecer sem o perdão e a misericórdia do Senhor.
Nossa Senhora da Misericórdia, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

220º dia, Nossa Senhora da Boa Viagem



Por Deiber Nunes Martins
Devoção fortemente relacionada aos navegantes, Nossa Senhora da Boa Viagem surgiu em Portugal na época da expansão ultramarina, as grandes navegações. A Virgem Maria protegia as naus portuguesas que partiam rumo às Índias e ao Brasil.
A primeira igreja dedicada a Virgem da Boa Viagem foi construída em 1618, em Lisboa, Portugal, pelos navegantes. Buscando a proteção em suas viagens marítimas, eles mandaram fazer uma imagem de Nossa Senhora. Esta imagem representa Maria de pé com o Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo, enquanto que sua mão direita segura uma nau. Sob os pés de Nossa Senhora, apoiados numa nuvem, vê-se o mar e seus veleiros.
No Brasil, a devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem surgiu logo após o descobrimento, e foi difundida inicialmente na Bahia e em Pernambuco. Uma imagem da Virgem da Boa Viagem chegou ao Brasil num dos primeiros navios vindos de Portugal, trazida por Francisco Del Rei. Tendo obtido êxito em sua viagem e encontrado grande quantidade de ouro, Francisco comprou as terras onde hoje é a cidade de Belo Horizonte. Nessas terras, Francisco construiu a primeira capela em honra a Virgem da Boa Viagem. Esta capela tornou-se catedral, onde hoje abriga a padroeira de Belo Horizonte, Nossa Senhora da Boa Viagem.
OREMOS:
Mãe da Boa Viagem, abençoai o povo belorizontino. Cuidai desta cidade tão aprazível e tão amada dos mineiros. Fazei com que nossos governantes tenham um olhar sensível aos principais problemas desta capital e por vosso intermédio, trabalhei para resolvê-los.
Protegei também, oh Mãe, todos os viajantes. Fazei com que tenham segurança em suas viagens e em seus deslocamentos. Olhai pelos nossos irmãos caminhoneiros, tão sofridos nas estradas deste Brasil. Fazei com que estejam sempre em segurança e assim retornei a vossos lares.
Nossa Senhora da Boa Viagem, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

219º dia, Nossa Senhora da Guia



Por Deiber Nunes Martins
O Filho de Deus em meio aos homens quis viver conforme a maneira humana. E assim, precisou ser conduzido por sua Mãe, Maria. Esta é a razão do título de Nossa Senhora da Guia, conhecida como Odigitria, que quer dizer “aquela que conduz”, nas igrejas orientais. Maria é representada sentada ou de pé, segurando o Menino Jesus, ou com a mão direita estendida, como que a guiar seus devotos.
Se Maria Santíssima conduz Seu Filho, ainda mais conduzirá o povo de Deus. Povo esse pecador, cheio de fraquezas e limitações. É por conta disso que os navegantes e os pescadores sempre buscaram Nossa Senhora da Guia, em suas orações. No Brasil, esta devoção é muito difundida como várias igrejas dedicadas a ela. A primeira delas, construída no século XVI, no porto de Cabedelo, na Paraíba. Na cidade de Loriga, no Pará, foi construída uma igreja em honra a Virgem da Guia, no ano de 1884. Lá, ela é invocada como a padroeira dos migrantes.
OREMOS:
Senhora Nossa, guiai-nos por vossos caminhos. Precisamos cada vez mais, oh Mãe, deixarmos  conduzir por vossos caminhos, pelo vosso amor. Ajuda-nos na caminhada e quando nos sentirmos perdidos, venha em nosso socorro, Mãe! Não nos deixai perecer diante de tantas incertezas neste mundo.
Ajudai-nos em nossas decisões, mesmo que, sejamos “cabeças-duras”. Mostrai-nos o caminho, para que saibamos sempre optar pelo Cristo, que sempre nos leva ao Amor.
Nossa Senhora da Guia, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

domingo, 6 de agosto de 2017

218º dia, Nossa Senhora de Copacabana



Por Deiber Nunes Martins
No período de colonização da América Latina, século XVI, o povoado de Copacabana, na Bolívia, foi um dos primeiros lugares a receber os ensinamentos cristãos, deixando assim o paganismo indígena. Nesta região viviam os índios da tribo Amansaya e os índios da tribo Urinsaya. Convertidos, os índios Amansayas iniciaram a construção de uma capela em honra a Nossa Senhora da Candelária. No entanto, receberam a oposição dos Urinsayas, que queriam dedicar a capela a São Sebastiao.
Desejando resolver o impasse, dom Francisco Tito Yupanqui, de origem indígena, decidiu esculpir uma imagem da Mãe de Jesus. No entanto, seu talento artístico era sofrível e a imagem por ele esculpida não foi aceita pelo bispo local. Numa segunda tentativa, o nobre decidiu pedir por meio de orações e jejuns, o auxílio de Nossa Senhora. Concluída a segunda imagem, ela ainda não representava a beleza da Mãe de Nosso Senhor. Todavia, espalhou-se pela região que Francisco Yupanqui estava esculpindo a imagem de Nossa Senhora.
Naquele mesmo tempo, um inverno rigoroso tomou conta da região de Copacabana, Potosi e arredores. Tamanha onda de frio colocou a colheita daquele ano em risco. Um cristão devoto, de nome Alfonso Viracocha lembrou das tentativas do amigo Francisco Yupanqui de esculpir uma imagem de Maria e rogou a ele que cedesse a imagem para a igreja de Nossa Senhora da Candelária. O argumento que Alfonso usou para convencer o amigo, fora de que a Mãe de Deus corrigiria os possíveis defeitos que a imagem apresentasse.
E assim foi feito. Ao apresentar a segunda versão da imagem que esculpira, Francisco descobriu que a imagem representava com perfeição os traços de Maria, Mãe de Jesus. Esta imagem foi entronizada na Igreja da Candelária e passou a ser conhecida como Nossa Senhora das Candeias de Copacabana.
OREMOS:
Maria Santíssima, ensina-nos o dom da perseverança, que moveu a vida de Francisco Yupanqui. Que nenhum revés em nossa vida, faça com que desistamos dos nossos sonhos e dos nossos projetos, quando eles estiverem centrados em Deus. Ajuda-nos a sempre perseverar e a sempre buscar vosso auxílio nas difíceis situações da vida.
Nossa Senhora de Copacabana, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


sábado, 5 de agosto de 2017

217º dia, Nossa Senhora das Neves


Por Deiber Nunes Martins
Na Roma do século IV, mais precisamente no ano de 352, havia um rico casal que não tinha filhos e desejava encontrar uma maneira de deixar sua fortuna para Deus. Desta forma, na noite do dia 4 de agosto, a Virgem Maria apareceu a este casal. Disse Nossa Senhora:
“Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã estiver coberta de neve”.
Era um contrassenso pensar em neve naquela época do ano em Roma, visto que o mês de agosto era marcado pelo calor intenso do verão europeu. No entanto, na manhã do dia 5 de agosto, o casal avistou o monte Esquilino coberto de neve. Avisaram então o Papa Libério, que também havia tido uma visão de Nossa Senhora na noite anterior, sobre aquele milagre da Mãe de Deus. E o Papa, junto de todo o clero, foram até o monte Esquilino, presenciar o milagre.
Com a ajuda do casal, foi construída no monte indicado por Maria, uma capela em sua honra. A esta igreja deram o nome de Igreja de Nossa Senhora das Neves, por conta dos feitos de Nossa Senhora naquela montanha. Também chamaram a igreja de basílica liberiana, em honra ao Papa Libério, que consagrou no ano seguinte aquela capela, que também ficou conhecida como Basílica de Santa Maria do Presépio e ainda Basílica de Santa Maria Maior, uma vez que representa a mais importante das igrejas romanas dedicadas a Mãe de Jesus.
No Brasil, a devoção a Nossa Senhora das Neves chegou ainda no período colonial e hoje é bem difundida pelo território nacional. Em Minas Gerais, a cidade de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, tem Nossa Senhora das Neves como padroeira.
OREMOS:
Santa Maria das Neves, abençoai vossos devotos. No Brasil, olhai sobretudo pela população de Ribeirão das Neves, uma das regiões mais pobres de nosso país. Fazei com que os governantes se sensibilizem com as dificuldades enfrentadas por aquele povo.
Cultivai também nos mais ricos, o sentimento que teve aquele casal, responsável pela construção da igreja dedicada em vossa honra, em Roma. Fazei com que as pessoas de mais posses sejam solícitas às necessidades vossas e do vosso povo.
Nossa Senhora das Neves, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ROMAN, Ernesto N. Aparições de Nossa Senhora: suas mensagens e seus milagres. São Paulo: Ed. Paulus, 2015.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

216º dia, Nossa Senhora de Begonha



Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora de Begonha surgiu na Espanha, na periferia da cidade de Bilbao, hoje território basco. A imagem de Maria foi encontrada junto a um carvalho em um lugar frondoso e de agradável paisagem. Ao ser encontrada, a imagem, segundo conta a tradição, teria dito a seus apanhadores em dialeto basco: “Bego ona”. A expressão foi o manifesto do desejo da Virgem Maria de permanecer ali, naquele local.
Atendendo ao pedido da Mãe de Jesus, foi construído ali naquele local, um santuário dedicado à Assunção de Nossa Senhora, festividade comemorada em 15 de agosto. No século XVI, o santuário, que se encontrava então em ruínas, foi reconstruído.
Inúmeras graças são obtidas pelos fiéis que peregrinam ao território basco durante a festa da Assunção de Maria. Diversos testemunhos de milagres são dados todos os anos no santuário de Nossa Senhora de Begonha, fortalecendo a fé de seus fiéis devotos.
OREMOS:
Nossa Senhora de Begonha, dai-nos o firme propósito de permanecer no caminho da santidade, assim como quisestes permanecer naquele lugar, junto ao carvalho onde fostes encontrada. Que por vossa intercessão, saibamos resistir às tentações do inimigo e assim nos mantermos afastados do pecado. Que em tudo rendamos graças a Deus Pai Todo Poderoso, que nos dá todo bem e que sempre cuida de nós.
Nossa Senhora de Begonha, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003. 

Página no Wikipédia sobre Nossa Senhora de Begonha, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Bego%C3%B1a, acessado em 14 de março de 2017 às 11h58min.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

215º dia, Nossa Senhora do Mosteiro


Por Deiber Nunes Martins
Desde o século XIV, na Diocese da Guarda, em Portugal se fala na devoção a Nossa Senhora do Mosteiro. E naquele tempo, Nossa Senhora do Mosteiro também era conhecida como Nossa Senhora do Souto ou Nossa Senhora das Neves. Sua festa era celebrada junto com a festa da Assunção de Nossa Senhora.
A razão do nome Nossa Senhora do Mosteiro se deve a um mosteiro que os templários mantinham na prefeitura de Almeida, onde situava a capela. Tempos depois, o título de Nossa Senhora do Mosteiro também surgiu em meio aos frades franciscanos, na arquidiocese de Braga.
OREMOS:
Nossa Senhora do Mosteiro, olhai pelos vocacionados e vocacionadas ao serviço do Senhor. Abençoai os jovens que decidem dedicar suas vidas a Deus. Dê a todos eles, ânimo e motivação. Olhai também, Virgem do Mosteiro pelos sacerdotes e pelas freiras que já se ocupam do serviço do Senhor, nos mosteiros e nas comunidades católicas. Olhai por aqueles que vivem enclausurados em vida orante e contemplativa. Que todo o vigor de suas obras espirituais não se perca diante do imediatismo e do secularismo deste mundo. Olhai também, Mãe, pelas Comunidades Missionárias Católicas e pelas Congregações Religiosas para que nenhuma delas perca seu sentido e seu valor missionário.
Nossa Senhora do Mosteiro, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular: São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

214º dia, Nossa Senhora dos Anjos


Por Deiber Nunes Martins
No início do século XIII, nas proximidades de Paris, alguns mercadores, resolveram mudar a rota de viagem, passando por uma floresta misteriosa. Embrenharam-se na mata e no meio do caminho foram surpreendidos por bandidos que os assaltaram e os prenderam em árvores, num lugar ermo e inabitável , para que ali morressem de frio ou de fome.
Os mercadores permaneceram ali por um dia e uma noite. Imaginavam que nunca seriam resgatados e imploraram a proteção da Virgem Maria, prometendo a ela, no caso de saírem vivos dali, construírem naquele local uma capela. Algumas horas depois, um jovem apareceu diante deles e os libertou, desaparecendo em seguida da vista deles. Os homens entenderam se tratar da intercessão de Nossa Senhora e se dispuseram a construir a capela que haviam prometido à Maria.
O milagre e outros feitos de Nossa Senhora se espalharam por toda a região e pessoas de todos os lugares acorriam até aquela capela, que em meados do século XVII foi ampliada, para pouco tempo depois ser destruída por conta da Revolução Francesa.
Há quem defenda a versão de que esta devoção começou no tempo de São Francisco de Assis, com os franciscanos, na Itália. São Francisco costumava rezar na Basílica de Santa Maria dos Anjos, que havia recebido este nome porque foi erguida por peregrinos oriundos da Terra Santa que veneravam uma relíquia do túmulo da Mãe de Deus e em épocas festivas, ouviam o cântico dos Anjos. Apesar do nome dado a Basílica e que depois seria chamada de Porciúncula, o que motivou à devoção seria a visão que São Francisco teve em uma noite na capela, de Jesus e Maria, sendo acompanhados por uma multidão de anjos.
Nossa Senhora dos Anjos é também a padroeira da Costa Rica. Em 1635, na região de Cartago, a senhora Juana Pereira, ao recolher lenha, viu sobre uma pedra a imagem de Maria carregando o Menino. Surpresa, pegou a imagem e a levou para casa. No entanto, Juana ficou mais surpresa ainda, quando viu a imagem no mesmo lugar, na mesma pedra, no dia seguinte. Aquele milagre ocorreria outras vezes até os costarriquenhos decidirem construir naquele local uma capela. Apegados àquela imagem mariana a qual chamam de La Negrita, tornaram de Nossa Senhora dos Anjos, sua protetora.
OREMOS:
Nossa Senhora dos Anjos, atendei aos pedidos de teus filhos. Curai os doentes nos hospitais e nas ruas. Ajudai os desabrigados, sobretudo nos tempos de grandes tempestades. Tirai do povo, oh mãe, a couraça do egoísmo e da ganância para que cheios de solidariedade e compaixão, vossos filhos revelem o Cristo ao mundo.
Nossa Senhora dos Anjos, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ROMAN, Ernesto N. Aparições de Nossa Senhora: suas mensagens e milagres. São Paulo: Ed. Paulus, 2015.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Portal A12 – Santuário Nacional de Aparecida. Disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/historia-de-nossa-senhora-dos-anjos