sexta-feira, 21 de julho de 2017

202º dia, Nossa Senhora da Claridade


Por Deiber Nunes Martins
No século XVI, foi construída em Perros-Guirec, uma pequena cidade costeira no norte da França, uma capela em honra a Nossa Senhora, a quem chamam de Notre Dame de la Clarté, que quer dizer, Nossa Senhora da Claridade.
Conta a tradição que em certa noite, um grupo de pescadores lançava suas redes  em alto-mar quando uma forte tempestade se levantou e ameaçando tragar o barco, fez com que aqueles homens pedissem socorro a Maria Santíssima. Se fossem atendidos, prometeram construir uma capela à beira mar, para fazer conhecer ao povo, o socorro da Virgem. Não demorou muito e um forte clarão iluminou o porto, de onde tinham zarpado, no mar da Mancha. Guiados por aquela claridade, os pescadores se dirigiram para o porto, chegando sãos e salvos. Daí o título, Nossa Senhora da Claridade.
Atendidos, não demoraram a cumprir a promessa.
Por conta da Assunção de Maria, a festa de Notre Dame de la Clarté é celebrada no dia 15 de agosto, por conta de sua entrada triunfal na Glória Celeste, iluminada por uma luz que não se apaga. As pessoas invocam Nossa Senhora da Claridade pedindo a cura dos problemas de visão, doenças dos olhos e outras enfermidades.
OREMOS:
Nossa Senhora da Claridade, clareie nossos olhares diante das coisas deste mundo. Não deixe que nossas intenções, nossos desejos, nossas atitudes, sejam trevas na vida dos outros. Mas que em tudo o que empreendermos nesta vida carnal seja um luzeiro para as pessoas. Iluminai nossos caminhos, assim como iluminastes o mar para aqueles pescadores.
Nossa Senhora da Claridade, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

201º dia, Nossa Senhora do Japão

Por Deiber Nunes Martins
Apesar de ser um país com minoria cristã, o Japão se difere dos demais países orientais, por não perseguir os seguidores de Cristo.
Com liberdade de culto, surgiu lá a devoção a Nossa Senhora do Japão. Esta devoção aumentou consideravelmente após 1973, com o milagre das lágrimas de Nossa Senhora de Akita.
OREMOS:
Oh Senhora do Japão, rogai pelos povos do oriente. Abençoa o povo japonês. Mesmo em uma cultura diferente da ocidental, vossos devotos japoneses crescem em número e na fé. Ajudai-os a perseverar no trabalho missionário e na convivência fraterna com aqueles que professam uma religião diferente da sua.
Nossa Senhora do Japão, velai por nós!
REFERÊNCIA:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

200º dia, Nossa Senhora da Guarda


Por Deiber Nunes Martins
Os cristãos sempre se apegaram a Mãe de Jesus para fugir dos perigos. Buscam em Maria proteção. Daí o nome Nossa Senhora da Guarda. E foi por meio de um jovem sacerdote, com a aprovação do abade de São Vitor, é foi construída em Marselha, na França, um santuário em honra a Nossa Senhora da Guarda, em 1214. Foi o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Guarda. E logo a devoção se espalhou por toda a Europa.
Os navegantes deixavam na igreja miniaturas de barcos com pedidos de proteção para suas viagens. Até o século XVIII tão logo chegavam ao porto de Marselha, os viajantes saudavam Nossa Senhora com um tiro de canhão, ajoelhavam e rezavam à Virgem.
Ao longo do tempo, o santuário de Nossa Senhora da Guarda sofreu perseguições, guerras e toda espécie de infortúnios. Mesmo assim, a devoção manteve-se incólume por todos esses anos e atrai de 600 a 700 mil peregrinos todos os anos. Por todo esse tempo, milhares de ex-votos, placas de mármore e naviozinhos são depositados no Santuário, diante da imagem milagrosa de Nossa Senhora da Guarda. Imagem essa que ao longo dos anos, nem sempre foi a mesma.
A imagem mais antiga que se tem notícia da Virgem da Guarda era chamada de Notre Dame la Brune, que quer dizer Nossa Senhora Morena. Esta imagem acabou desaparecendo durante a Revolução Francesa, tendo tomado seu lugar a imagem da Virgem do Ostensório, uma imagem de Nossa Senhora que trazia nas mãos ao invés do Menino Jesus, um ostensório.
OREMOS:
Nossa Senhora da Guarda, guardai vossos devotos, ajuda-nos a fugir das tentações. Guardai nossas boas intenções e o desejo de evitar o pecado. Fazei com que sejamos perseverantes diante das adversidades e nunca desistamos de buscar os caminhos do Senhor.
Nossa Senhora da Guarda, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


terça-feira, 18 de julho de 2017

199° dia, Nossa Senhora da Orada Albufeira


Por Deiber Nunes Martins

A cidade portuguesa de Albufeira, há mais de 500 anos presta homenagens a Nossa Senhora da Orada. A devoção a Nossa Senhora da Orada é muito antiga e surgiu quando dois pescadores acharam sobre uma rocha uma belíssima imagem de Maria. Os homens levaram a imagem para a Igreja Matriz, mas no dia seguinte a imagem havia desaparecido, para aparecer novamente na mesma rocha onde havia sido encontrada um dia antes.
O fato voltou a acontecer repetidas vezes até que a comunidade compreendeu que deveria ser ali junto àquela rocha, que uma capela deveria ser construída em honra a Nossa Senhora. Acreditam os estudiosos que o nome “Orada” venha do latim “Domus Aurea”, que quer dizer “casa ourada”.
A festa em honra a Nossa Senhora da Orada Albufeira acontece entre os dias 11 e 13 de agosto e sempre reúne milhares de fiéis. A imagem da Virgem da Orada traz Maria carregando o Menino Jesus em seu braço esquerdo. Tanto a Mãe quanto o Filho trazem coroas na cabeça e escapulário nas mãos.
Nossa Senhora da Orada Albufeira é padroeira dos navegantes e pescadores.

OREMOS:
Oh Senhora da Orada Albufeira, olhai por vossos fiéis que buscam nos mares e nos rios o sustento de cada dia. Abençoai os trabalhadores que com o próprio suor sustentam suas famílias e o país. Fazei com que teu povo tenha prosperidade, saúde e paz.
Nossa Senhora da Orada Albufeira, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
Site oficial do município de Albufeira, Portugal, disponível em http://www.cm-albufeira.pt/content/albufeira-presta-homenagem-nossa-senhora-da-orada
Site “Católicos Via Lumina”, disponível em http://catolicos.vialumina.com.br/index.php/curiosidades/historias-de-nossa-senhora/nossa-senhora-da-orada/ 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

198º dia, Nossa Senhora do Carmo de Maipu



Por Deiber Nunes Martins
Em 1785, a imagem de Nossa Senhora do Carmo chegou ao Chile, pelas mãos de Dom Martin de Lecuna. Maipu é uma cidade ligada a Santiago e abriga o santuário em honra à Nossa Senhora do Carmo.
Durante as guerras pela independência chilena, Nossa Senhora do Carmo de Maipu foi declarada padroeira do exército e do povo chileno. Era sempre invocada antes das batalhas. A independência do Chile só fez aumentar a devoção à Nossa Senhora, que tempos depois foi declarada Padroeira do Chile.
Nossa Senhora do Carmo de Maipu é um símbolo da luta pela liberdade e pelos direitos. Na bandeira chilena uma estrela branca no céu azul representa A Virgem do Carmo. Venerada em todo o Chile, sua imagem foi esculpida em Quito, Equador e levada para o Chile, estando no Santuário de Maipu desde 1892.
OREMOS:
Nossa Senhora do Carmo de Maipu, vós fostes invocada durante as árduas e sangrentas batalhas pela independência do povo chileno. Abençoai não só a nossos irmãos do Chile, mas também a todos os povos da América, para que unidos em torno de Teu Filho Jesus, saibamos compreender o plano de amor do Pai a todos nós.
Nossa Senhora do Carmo de Maipu, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

domingo, 16 de julho de 2017

197º dia, Nossa Senhora do Carmo

Por Deiber Nunes Martins
A palavra “Carmo” é uma abreviatura de “Carmelo”, que vem do hebraico “karmel” e significa pomar. O Monte Carmelo é uma aprazível montanha na Palestina, que desde o tempo do profeta Elias, era morada deste e de outros eremitas. Estes moradores do Carmelo, foram os primeiros carmelitas, que antes do começo da Era Cristã, cerca de 8 ou 9 séculos antes de Cristo, já veneravam a futura Mãe do Salvador. Eram judeus que criaram por volta do ano 895 antes de Cristo, a ordem Carmelita, de cunho contemplativo e que desde o começo do cristianismo, recebeu o patrocínio da Virgem Maria.
Estes religiosos viveram no Monte Carmelo até o ano 639, quando começaram a ser perseguidos pelos sarracenos. Os carmelitas, em fuga, perambularam por toda a Europa até que em 1155, sua ordem religiosa foi organizada nos moldes atuais, passando a se chamar Ordem da Virgem Maria.
Por volta do ano de 1241, o eremita Simão Stock, em suas preces clamava por um novo vigor da ordem, com o surgimento de novas vocações. Em resposta, a Virgem Maria apareceu a ele, em 16 de julho de 1241 e lhe entregou o escapulário. Muito mais que um objeto devocional, o escapulário é sinal de pertença a Virgem Maria e a promessa de salvação a todos que o usassem.
A própria Mãe de Jesus, disse a São Simão Stock, ao entregar-lhe o Escapulário:
“Querido filho, recebe este escupulário como sinal da minha confraria e prova do privilégio que obtive para ti e para todos os carmelitas. É um sinal de salvação, um escudo nos perigos, um penhor de paz e aliança eterna. Quem morrer revestido deste escapulário será preservado do fogo eterno”.
E a partir de então, a ordem do Carmelo desenvolveu-se, recebeu novo vigor e ardor missionário. Em 1322, o Papa João XXII autorizou o uso do escapulário como sinal de proteção. Pediu o Sumo Pontífice, que todos os que usassem o Escapulário rezassem todos os dias três Ave Marias e três Glórias em honra a Mãe de Jesus.
A quem não conhece o Escapulário, ele é um sacramental e por isso muito mais que um objeto de devoção. São dois quadradinhos de tecido marrom, ligados por um cordão, tendo de um lado a imagem de Nossa Senhora do Carmo e de outro o Sagrado Coração de Jesus. Infelizmente, muitos não dão o devido valor ao Escapulário e o usam como amuleto. Mas a quem conhece o valor e a importância deste Sacramental, Maria não os falta. Prova viva disso é a Ordem Carmelita, nascida bem antes do Cristianismo e vigorosa ainda nos dias de hoje, tempos de sombrio relativismo e tibieza.
A festa em honra a Nossa Senhora do Carmo é comemorada todo dia 16 de julho e reúne fiéis do mundo todo nas Capelas e Igrejas dedicadas à Virgem do Carmo.
OREMOS:
Oh Senhora do Carmelo, olhai por todos nós vossos devotos. Fazei com que perseveremos na fé, na esperança e na caridade. Que saibamos disseminar os valores carmelitas e propagar esta devoção que vem bem antes da vossa existência. Abençoai os portadores fiéis do Escapulário, para que, conhecendo o valor deste sacramental, o incentivem não como amuleto da sorte mas como sinal de pertença a ti, Santíssima Mãe. E que pela proteção do Escapulário, alcancemos a Graça da Santificação e da Salvação.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ALVES, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos: Um mês com Nossa Senhora. São Paulo: Ed. Paulinas, 2013.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça dos Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ROMAN, Ernesto N. Aparições de Nossa Senhora: Suas Mensagens e Milagres. São Paulo: Ed. Paulus, 2015.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Formação Canção Nova. Disponível no site http://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/devocao-nossa-senhora/qual-o-verdadeiro-significado-do-escapulario/, último acesso em 18 de julho de 2017 às 11h45min.

sábado, 15 de julho de 2017

196º dia, Nossa Senhora do Doce Beijo


Por Deiber Nunes Martins
O título “Nossa Senhora do Doce Beijo” é uma variação do termo Glykofilusa, que é um ícone da Igreja oriental, do século XVII. Também é conhecida como Nossa Senhora da Ternura. Esta devoção começou com os russos que ao verem o ícone de Nossa Senhora do Doce Beijo, admiraram o semblante da Mãe de Jesus e a delicadeza dos gestos entre Mãe e Filho. Impressiona o carinho entre os dois, um traço marcante do artista que retratou a imagem de Nossa Senhora do Doce Beijo. A imagem traz Jesus em posição de total abandono no colo de sua Mãe, que o sustenta com a mão direita. O Filho com a mão direita acaricia o rosto da Mãe e com a esquerda segura um pergaminho, com as Leis de Deus.
Em estilo bizantino, a imagem de Nossa Senhora do Doce Beijo é muito popular na região dos Balcãs.
OREMOS:
Nossa Senhora do Doce Beijo, com ternura nos ensinas a amar Nosso Senhor. Ajuda-nos a levar este amor também aos nossos familiares. Quão belos são os gestos de carinho entre Mãe e Filho, que precisam ser replicados em nossas famílias! Fazei com que tenhamos um coração manso e humilde, capaz de amar sem medidas e viver a vida com muita ternura, para que todos os que se acheguem até nós, sintam como se estivessem contemplando, vivenciando a vossa imagem do Doce Beijo.
Nossa Senhora do Doce Beijo, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Site da Rádio Aliança FM, disponível em http://www.alianca.fm.br/aliancacrianca/2089, último acesso em 18 de julho de 2017 às 11h11min.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

195º dia, Nossa Senhora da Floresta


Por Deiber Nunes Martins
No século XI, na pequena cidade de Ensiedeln, na Suiça, surgiu uma imagem de Nossa Senhora negra. Nesta região, de floresta, hoje existe um grande santuário e uma abadia beneditina.
Foi também em Ensiedeln que viveu o monge eremita Meinrado e com ele, todo o inicio da devoção a Nossa Senhora de Ensiedeln, cujo santuário foi consagrado pelo próprio Jesus Cristo.
OREMOS:
Santa Maria da Floresta, rogai por nós vossos filhos e filhas para que, saibamos preservar a natureza, cuidar bem dos nossos rios, das nossas matas, nossos biomas, nossa natureza. Que saibamos compreender que não vivemos sozinhos e sim em intensa relação de interdependência com o meio ambiente.
Ensina-nos a superar toda ganância e a promover a vida e a mensagem do Evangelho, na natureza. Que saibamos, nas pequenas coisas do dia a dia, como fechar bem uma torneira ou não jogar lixo na rua, cuidar do nosso ambiente e assim permitir às próximas gerações, um futuro mais digno e saudável.
Nossa Senhora da Floresta, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

194º dia, Nossa Senhora da Rosa Mística


Por Deiber Nunes Martins
A Mãe de Jesus é conhecida como a Rosa Mística já nos primeiros séculos. As igrejas do Oriente, já veneravam Maria como a Rosa Mística no Hino Acatista, que dizia: “Maria, Rosa Mística, da qual veio Cristo como milagroso perfume”. Mais tarde, no século XVI, as ladainhas Lauretanas invocavam Maria como a Rosa Mística.
Ao longo do tempo, várias devoções surgiram em honra a Nossa Senhora da Rosa Mística. A mais antiga delas na Itália. E também na Itália, já no século XX, em 1946, surgiu a devoção mais conhecida da Rosa Mística. Na região da Lombardia, em Montechieri e Fontanelle, a Virgem Maria apareceu a uma enfermeira chamada Pierina Gilli. Uma pessoa muito simples e piedosa, Pierina avistou Nossa Senhora com uma túnica púrpura e véu branco. Maria trazia as feições tristes e trazia no peito três rosas: uma branca, significando o poder da oração; uma vermelha, indicando sacrifício e uma amarela, que significa penitência.
Maria pediu para ser chamada Rosa Mística e escolheu o dia 13 de julho como o dia dedicado a ela. Em suas aparições a Pierina, a Mãe de Deus pedia que o povo fizesse orações, penitências e sacrifícios pela conversão dos pecadores. Ao longo desse tempo, aconteceram muitas curas, milagres e conversões na região.
OREMOS:
Rosa Mística, fazei de nosso coração, vossa morada, junto a morada de Vosso Filho Jesus. Abençoai nossos passos e ajudai-nos no caminho de conversão. Sabemos que nunca é fácil largar velhos hábitos, mas precisamos ficar livres, sobretudo do pecado. Ajudai-nos nessa empreitada, para que possamos dedicar inteiramente nossas vidas, a serviço de Nosso Senhor.
Nossa Senhora da Rosa Mística, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

193º dia, Nossa Senhora da Oração (La Prière)


Por Deiber Nunes Martins
A França vivia momentos bem difíceis, no final do ano de 1947. Nesta época, mais precisamente no dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, três meninas – Jaqueline e Jeanette Aubry, e a prima delas, Nicole Robin, rezavam o rosário em uma capela quando a Virgem Maria apareceu a elas. A Mãe de Jesus está em posição orante, de mãos postas e sorrindo. O anjo Gabriel estava a seu lado, segurando um lírio.
Em suas aparições, Maria pediu às meninas que rezassem muito pelo futuro da França, no pós-guerra. Maria apareceu às meninas seis vezes e realizou muitos milagres. Foi construído na capela de Bouchard, sul da França, onde Nossa Senhora apareceu.
OREMOS:
Nossa Senhora da Oração, fazei com que aprendamos que a oração é o caminho que nos leva para Deus. Como negligenciamos isso! Precisamos Mãe, experienciar na oração, o poder do amor de Deus em nossas vidas! Precisamos Mãe, entregarmos de corpo e alma à uma vida orante, que nos torne íntimos do Senhor. Ajuda-nos a fazermos a diferença na vida das pessoas, levando-as a rezar.
Que nossa vida seja uma oração de louvor a Deus Pai. E vivendo esta vida de oração, sejamos exemplos aos irmãos. Ajuda-nos, por meio da oração, a obter uma sincera conversão.
Nossa Senhora de La Prière, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

terça-feira, 11 de julho de 2017

192º dia, Nossa Senhora da Partilha


Por Deiber Nunes Martins
A história de Maria nos ensina a importância da partilha. Como é necessário ter um coração desprendido, que sabe se doar, que sabe acolher o outro e sua necessidade! Aprendemos estes valores com Maria. E por isso o título de Nossa Senhora da Partilha.
OREMOS:
Maria, Mãe da Partilha, ensina-nos a partilhar. Ensina-nos o valor de ajudar o outro, de acolher ao próximo e suas necessidades. Ensina-nos a não pensarmos somente em nosso próprio umbigo, mas nos voltarmos às realidades do mundo à nossa volta. Que por vosso intermédio, compreendamos que um coração desprendido, desapegado a tudo que é material, tem mais espaço para o amor.
Somente o dom da partilha é capaz de nos preencher de amor. E, cheios do Amor de Deus, somos capazes de amar ao próximo, como nos ensina o Evangelho. Nossa Senhora da Partilha, ensina-nos a viver como o Bom Samaritano. Ensina-nos a acolher o outro, independentemente do outro, mas sim por que o outro é nosso irmão. É filho ou filha do mesmo Pai Celestial que possuímos.
Ajuda-nos a compartilhar não só o pão nosso de cada dia, mas também a compartilhar a vida. As experiências, as emoções. Ajuda-nos a fazer na vida de cada um a diferença que complete, que santifique, que faça o outro ir além. Cada gesto de caridade que é feito ao irmão, o próprio Jesus Cristo, Vosso Filho, nos agradece. Portanto, que tenhamos essa consciência do amor que se doa, do amor que partilha.
Nossa Senhora da Partilha, velai por nós!

REFERÊNCIA:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

191º dia, Nossa Senhora de Casaluce


Por Deiber Nunes Martins
Casaluce é uma cidade italiana, cujo nome quer dizer “Casa de Luz”. Segundo a tradição, em uma noite de intenso temporal, uma mulher, de cor negra, bateu à porta de um seminário, na cidade de Aversa, pedindo abrigo. Como era proibido aos padres, receberem mulheres no seminário, a moça foi aconselhada a procurar abrigo num convento em Casaluce, cidade vizinha à Aversa.
A moça assim o fez e chegando em Casaluce, foi recebida pelas freiras que a acolheram por aquela noite. No dia seguinte, logo pela manhã, a madre foi ao quarto onde a mulher havia sido instalada e surpreendeu-se: a jovem tinha desaparecido e deixado em cima da cama, um quadro com sua imagem, segurando um menino.
Foi quando as freiras descobriram se tratar da própria Virgem Maria.
Os padres em Aversa, descobrindo a história, pediram o quadro pra si, pois entendiam que a Virgem Maria tinha passado por ali primeiro. Junto ao fato acontecido em Casaluce, inúmeros milagres aconteceram na região, fazendo com que o povo tanto de Casaluce, quanto de Aversa, se enchesse de fé e devoção à Mãe de Nosso Senhor. Tanto fervor, aliado ao protesto dos padres de Aversa que reclamaram a imagem, fez com que as duas cidades entrassem em disputa pra saber com quem deveria ficar o quadro de Nossa Senhora. Como o impasse perdurava e perdura até hoje, ficou decidido que a imagem de Nossa Senhora de Casaluce deve ficar quatro meses no ano em Aversa e os outros oito meses em Casaluce.
OREMOS:
Virgem Maria, que o vosso amor de Mãe pela humanidade não seja motivo de disputas e rivalidades, mas sim motivo de comunhão e concórdia entre os povos. Hoje em dia, Mãe, as disputas envolvendo vosso nome, não são entre povos devotos, mas entre seus filhos que te amam e os filhos que não te amam. Estes últimos talvez, por desconhecimento, não são ainda capazes de te amar, de te venerar. Que este infortúnio não vos cause nenhum agravo, nenhuma ofensa e nem seja rechaçado por teus filhos devotos. Fazei com que os cristãos, católicos ou não, busquem o diálogo, a compreensão e o entendimento, diante o mistério de Cristo Jesus e que assim, unidos e em comunhão, formemos a Civilização do Amor de Deus.
Nossa Senhora de Casaluce, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Site da Paróquia de Nossa Senhora de Casaluce em São Paulo/SP. Disponível em http://www.casaluce.com.br/, último acesso em 12 de julho de 2017 às 12h05min.

domingo, 9 de julho de 2017

190º dia, Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Cabo Frio


Por Deiber Nunes Martins
No início do século XVIII, o pescador Domingos André Ribeiro, pescava num lugar chamado Taboleiro, quando encontrou numa grota junto ao mar, uma imagem de Nossa Senhora com a lua sob os pés e as mãos postas, em sinal de oração. A imagem era de madeira e apesar da violência da correnteza do mar sobre ela, tinha se mantido intacta. Alguns dias depois, com uma procissão, transladaram a imagem para a igreja matriz de Cabo Frio, onde a depositaram no lado direito do altar.
O povo da região enviou uma carta a Dom João, rei de Portugal, para que os auxiliasse com recursos para a construção de uma Igreja em honra a Nossa Senhora da Conceição. Os portugueses responderam à carta solicitando justificativas para a construção do templo. Em 1724 foi enviado à Lisboa um documento contendo uma série de milagres e prodígios feitos pela intercessão da Mãe de Jesus. Em 1731, os portugueses finalmente decidiram ajudar na construção de uma capela dentro da Igreja Matriz.
Por conta da imagem ter sido encontrada em Cabo Frio, foi lhe dado o título de Nossa Senhora da Aparecida de Cabo Frio.
OREMOS:
Senhora de Cabo Frio, olhai pelo Brasil. Abençoai o povo brasileiro, que tanto tem sofrido na mão de governantes corruptos. Fazei com que este povo crie consciência política e possa ser protagonista de seu futuro, de seu destino. Fazei com que aprendamos a votar, buscando no poder do voto, o verdadeiro caminho para a mudança e para deste país.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Cabo Frio, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.
Academia Marial de Aparecida, no site do Portal A12, disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-aparecida-de-cabo-frio, último acesso em 11 de julho de 2017 às 16h55min.




sábado, 8 de julho de 2017

189º dia, Nossa Senhora das Graças

Por Deiber Nunes Martins
Cabe aqui uma explicação acerca do título de Nossa Senhora das Graças. São encontradas na literatura pelo menos três denominações relativas a Nossa Senhora das Graças. A mais conhecida delas é Nossa Senhora das Graças e Medalha Milagrosa, cuja festa é celebrada no dia 27 de novembro. Há também o título Nossa Senhora da Graça, um título brasileiro, que vem do tempo da Colônia, no final do século XVII. No dia 8 de julho, celebramos a festa de Nossa Senhora das Graças, cuja aparição aconteceu na cidade de Bolonha, na Itália. E é desta devoção que tratamos a seguir.
No dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho, do ano de 1480, duas crianças, Donato Nutini e Cornélia Vangelistei, pastoreavam seu gado na confluência de dois rios, num lugar chamado Boccadirio. Como era um dia mariano, as duas crianças pararam a beira do rio para fazer suas preces à Virgem Maria. Neste momento, Nossa Senhora apareceu a eles do outro lado do rio. Maria trazia o Menino Jesus nos braços.
Naquela aparição, a Mãe de Deus pediu a Donato que se tornasse um sacerdote e Cornélia, uma religiosa. Também pediu que os moradores de Boccadirio fizessem uma igreja naquele lugar, em sua honra.
Nossa Senhora voltou a aparecer mais uma única vez e o povo todo do lugar não só acreditou na veracidade dos fatos como fez cumprir os pedidos da Mãe. A Igreja foi construída em sua honra, numa das margens do rio e as duas crianças se consagraram a Deus: Donato tornou-se um sacerdote e viveu uma vida santa até 1548. E Cornélia entrou para um convento, tornando-se a Irmã Brígida. No convento, ela mandou fazer uma imagem de Nossa Senhora e doou-a para a igreja em Boccadirio.
Entretanto, a imagem doada a Igreja, frequentemente era encontrada na outra margem do rio. Até que as pessoas compreenderam a vontade da Mãe de Jesus e fizeram no lugar um capitel, onde depositaram a imagem. Tempos depois, o santuário de Boccadirio passou a abraçar as duas margens do rio, como entenderam ser a vontade de Maria.
OREMOS:
Nossa Senhora das Graças, olhai pelas crianças. Afastai do meio delas todo tipo de perversidade e devassidão dos adultos. Dai as crianças, boas e santas influências que as conduzam e as ajudem na formação humana. Fazei com que nossas crianças compreendam o vazio que nossa humanidade sente quando se afasta de Deus. As crianças são o futuro da humanidade e por isso, Mãe, permita que as próximas gerações experimentem o sabor de Deus que esta geração não se permitiu experimentar, tão refém do secularismo e do racionalismo em que se encontra. Virgem Mãe, abençoai nossas crianças!
Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ROMAN, Ernesto N. Aparições de Nossa Senhora: Suas Mensagens e Milagres. São Paulo: Ed. Paulus, 2015.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

188º dia, Nossa Senhora da Boa Morte



Por Deiber Nunes Martins
A Mãe de Jesus foi assunta ao Céu em corpo e alma, vencendo a morte, assim como seu Filho, pelos merecimentos Dele. Este é o dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII, em 1950. Este dogma está relacionado a devoção a Nossa Senhora da Boa Morte, culto que chegou ao Brasil trazido pelos portugueses.
A imagem de Nossa Senhora da Boa Morte mostra Maria de pé, com as mãos cruzadas sobre o peito. É o desfecho da vida da Mãe de Cristo aqui na Terra. Diz a tradição que por volta do ano 42, quando tinha então 60 anos, Maria morreu e foi sepultada no Getsêmani, sendo sepultada em um sepulcro novo. Três dias depois, os apóstolos foram visitar o túmulo e o encontraram vazio, assim como estava o de Jesus quando da ressurreição. Podia-se sentir um perfume de rosas exalando do local onde estivera a Virgem Maria.
Por conta disso, A Virgem da Boa Morte é invocada pelos agonizantes, que suplicam a salvação e uma morte tranquila.
OREMOS:
Oração do Terço, Mistérios da Esperança – Pe. Joãozinho e Walmir Alencar
“No primeiro mistério, a esperança voltou:
Aleluia, o Senhor ressuscitou!

No segundo mistério na sua ascensão
Volta ao Pai o manso e humilde coração.

No terceiro mistério, a promessa chegou,
O Espírito de Deus, Jesus mandou.

No quarto mistério, assunção de Maria
Mãe e filho num encontro de alegria

No quinto mistério, coroada é Maria
Que foi serva e por isso é rainha.

Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.”
REFERÊNCIAS:
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

187º dia, Nossa Senhora dos Eremitas (Nossa Senhora de Ensiedeln)


Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora dos Eremitas deve-se muito por conta de São Meinrado, monge beneditino, que escolheu viver como um eremita. Os eremitas são pessoas que resolvem viver solitárias, em lugares ermos, distantes da população para se dedicar com maior afinco à vida de oração. Foi o caso deste santo, por volta do ano 800, contemporâneo de Carlos Magno, imperador do Ocidente.
De família abastada, Meinrado estudou com os monges beneditinos e assim que recebeu o hábito de São Bento, refugiou-se no monte Etzel, na Suíça, tendo como companhia uma imagem de Nossa Senhora que havia ganhado. Mesmo o lugar onde havia escolhido para se instalar, sendo um local de difícil acerto e deserto, o monge recebia inúmeras pessoas em busca de seus conselhos.
Passados sete anos, o monge eremita resolve se afastar ainda mais da civilização, em busca de aprimorar sua vida orante. Embrenha-se ele por uma densa floresta na região que depois ficaria conhecida como Ensiedeln, aos pés do monte Etzel. No entanto, também naquele lugar, peregrinos o procuravam, em busca de auxílio espiritual.
A procura pelo eremita, acabou despertando a atenção de dois salteadores, que passaram a observar à certa distância o movimento de visitantes à cela do monge, onde ele havia feito um oratório, para abrigar a imagem da Mãe de Jesus. Impiedosos, os ladrões invadiram a cela do monge e o mataram, em busca de algum tesouro que o monge poderia ter, uma vez que era muito visitado.
Apesar da morte de Meinrado, sua cela não ficou abandonada: as pessoas continuavam a visitar o lugar. Visitavam o oratório de Nossa Senhora, onde depositavam suas súplicas e tinham inúmeras graças alcançadas. A fama de Nossa Senhora, alcançou toda a região e inúmeros sacerdotes passaram a visitar o local, para ali depois erguerem uma belíssima igreja e ao lado um mosteiro beneditino.
Em 948, São Conrado, bispo de Constança, foi chamado para consagrar o santuário de Ensiedeln. No dia da cerimônia, eis que o Próprio Cristo Jesus aparece e consagra a igreja. O acontecimento aumenta ainda mais o número de peregrinos e devotos marianos no local.
Ao longo da história, o santuário sofreu ataques dos inimigos dos cristãos, chegou a ser destruído, mas ainda assim a veneração a Nossa Senhora dos Eremitas persistiu e existe ainda hoje. A imagem de Nossa Senhora venerada pelos peregrinos é a mesma que São Meirado carregava consigo àquele tempo.
OREMOS:
Santa Mãe de Deus, aumentai a nossa fé, nossa esperança e o nosso amor. Fazei com que perseveremos na caminhada para Deus e que ajudemos nossos irmãos a conservar a fé. Ajuda-nos, oh Mãe a buscar a pureza de coração e a fazer com que os outros sempre sintam em nós a presença de Teu Filho Jesus.
Nossa Senhora dos Eremitas, rogai por nós!
Nossa Senhora de Ensiedeln, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

186º dia, Nossa Senhora das Rosas

Por Deiber Nunes Martins
Esse título mariano surgiu na cidade de Bérgamo, na Itália. Dois ricos comerciantes se dirigiam a Bérgamo a trabalho. Já bem avançados rumo a cidade, foram surpreendidos por uma forte tempestade e uma assustadora escuridão. O mau tempo fez com que os homens se perdessem do caminho, indo parar num bosque muito espesso e perigoso, repleto de animais ferozes e ladrões.
Com muita fé e devoção, aqueles homens, diante de tão assombrosa situação, puseram os joelhos no chão e pediram o auxílio de Nossa Senhora. Se fossem atendidos, construiriam em Bérgamo, uma capela em honra à Mãe de Jesus. Naquele mesmo momento, uma luz suave surgiu, iluminando toda aquela escuridão e guiando os comerciantes até a estrada.
Os dois homens prosseguiram viagem até a cidade de Bérgamo. Quando lá chegaram, era já hora avançada e não encontraram lugar para pousada. Assim, encontraram numa torre abandonada, a única opção para passarem a noite. Tão logo adentraram, a luz que os tinha guiado no bosque, reapareceu diante deles e no meio dela, tiveram a visão de Maria com o Menino Jesus em seus braços, oferecendo-lhe um ramalhete de rosas.
No dia seguinte os dois homens procuraram o bispo de Bérgamo e contaram-lhe o acontecido. Deram ao bispo a quantia para a construção da igreja e ainda um valor para a construção de uma capela, no lugar onde a luz havia aparecido.
O Papa Martinho V dedicou o santuário à Nossa Senhora das Rosas. Sua festa foi fixada no terceiro domingo depois de Pentecostes, pelo Papa Leão XIII.
OREMOS:
Senhora das Rosas, vós iluminastes os caminhos dos comerciantes rumo à cidade de Bérgamo. Hoje, muito precisamos de vossa luz no nosso caminho. Estamos perdidos diante das urgências desse mundo e de tantas coisas que nos afastam do caminho de Deus. Quantas tempestades da vida nos atormentam e nos tiram da estrada, Mãe! Precisamos da tua luz, para que assim encontremos o caminho de Cristo, renunciemos ao pecado e às más inclinações, próprias de quem está perdido. Ajuda-nos na caminhada.
Nossa Senhora das Rosas, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.