quinta-feira, 6 de março de 2008

O Ateu e a Laranja

Extraído do Livro "Ancorando sua vida em Deus", do Frei Elias Vella

Em Londres há um jardim público chamado Hyde Park. Todos os domingos você pode encontrar lá representantes de diferentes religiões ou filosofias que dão as suas mensagens de forma espontânea para aqueles que vão descansar no jardim. De fato, esta parte do jardim é chamada de Esquina Hyde Park. Fala-se a respeito de tudo. Todos são livres para expressar suas idéias e outros são livres para discutir com eles ou contradizê-los.
Um ateu costumava ir todos os domingos até a Esquina Hyde Park para falar a respeito da não-existência de Deus. Habitualmente ele costumava desafiar as pessoas que viessem a dar-lhe ouvidos para debaterem com ele. Mas ninguém parecia interessado ou capaz de fazê-lo, tendo em vista que ele se comunicava muito bem.
Mas certa vez apareceu um senhor idos que ousou subir no pódio em que o ateu falava. O ateu ficou contente que finalmente alguém quisesse confrontá-lo. Mas aquele ancião parecia estranho: ele simplesmente pegou uma laranja de sua sacola e começou a descascá-la perante todos. E todos de olhos fixos nele sorriam. Alguns estavam mesmo soltando gargalhadas mas muitos outros estavam de fato curiosos, não entendendo o porquê daquele ancião se comportar daquela maneira.
O ateu olhava para ele de forma desdenhosa, sem saber o saber o que o ancião tinha em mente. Mas o velho, muito pacientemente, continuava a descascar a laranja. E após descascá-la, começou a comê-la. E todos estavam observando o homem comer a laranja!
Finalmente ele virou-se para o ateu e lhe perguntou: “Qual é o sabor da laranja?”. O ateu estava nervoso e respondeu: “Como posso saber? É você que está comendo a laranja e não eu.”.
“É a mesma coisa quando você tenta falar sobre Deus”, respondeu o ancião. “Você não tem o direito de fazer isso, porque você nunca experimentou Deus. Eu já O experimentei, e portanto sou eu que tenho o direito de falar a respeito dEle”.

Devemos experimentar Deus para depois darmos um testemunho, negativo ou positivo Dele. Assim, não seremos levianos em qualquer das posições que venhamos a defender. E com isso, Deus nos propõe um desafio: conhecê-lo, prová-lo, experimentá-lo, para depois falar Dele. E depois fica a pergunta: Será que depois de experimentar a Deus, prová-lo em sua essência, ainda terá alguém a dar um testemunho negativo Dele?