terça-feira, 8 de abril de 2008

Considerações

Por Deiber Nunes Martins

"Não precisava me questionar daquele jeito na frente dos meus amigos", questionou Mateus, um tanto irritado
"Sim, mas você quis agradar um pouquinho além da conta. Tava quase se jogando pra cima daquela velha!", respondeu Lílian, fazendo o tipo enciumada
"Você tá ficando louca?"
"Louca por que? Por achar que você estava dando em cima dela?"
"Não, por chamar a Irene de velha."
"Seu cachorro! E ainda tem a cara de pau de me questionar. Ela é velha sim!"
"Você só pode estar com inveja. Ela é uma mulher muito bem cuidada..."
"Então fica com ela!"


Mateus e Lilian são um casal como qualquer outro por aí. Mateus era dado a ser conquistador e sempre jgoava seu charme em cima das mulheres. Lílian, por sua vez estava tendo mais um de seus ataques de ciúme. Era comum as brigas entre os dois. E por um motivo muito simples. O ponto forte de um era o ponto fraco do outro. Então, um ataca o outro com suas maiores armas, onde o outro é mais fraco. O que é muito comum entre os casais. Mas não deveria ser.
O que é fraqueza em um, deveria ser o ponto onde o outro mais se esforçaria para ajudá-lo e não atacá-lo, como fazem. Por se conhecer tanto, usam das imperfeições para o ataque. E assim, acabam agredindo-se mutuamente. O que não leva a nada...
O diálogo descrito acima é só mais um dos muitos entre tantos casais no dia de hoje. Entretanto, minha proposta é que ao invés de começar uma briga, uma batalha onde os dois lados saem vencidos, que comecem o entendimento, o diálogo, o olhar nos olhos, o flerte, o namoro. Porque nada melhor do que a emoção do reencontro, do amor em suas pequeninas coisas, para a vida de um casal.
O amor é possível quando um carrega o outro. Quando um completa o outro, começando por onde ele é limitado. As limitações de um devem ser o começo do amor do outro. E isto porque o amor de verdade não é só nas virtudes, mas principalmente nos defeitos. Na oportunidade de ajudar o outro a superar suas fraquezas, ou simplesmente, conviver melhor com elas.
Bom, essas são minhas considerações. Talvez elas devam ter mais da teoria que da prática, afinal vivo minha vida de solteiro, ainda não conheço todas as nuances de uma vida a dois. Mas desejo viver. Desejo viver o amor em sua plenitude. E desejo amar de mais, sem impor limites a este amor.

Belo Horizonte, 07 de Abril de 2008.

Um comentário:

Barbara disse...

Deiber,confesso que tenho cada dia me orgulhado mais de vc.Cada texto postado no seu blog,alguns são mais do que declarações de amor,são formações para mim e seus leitores. Vc tem se esmeirado em cda detalhe para se fazer compreender e percebo ainda,que cada experiencia vivida é tb uma tranformação na sua vida que mais tarde viram palavras.Então,cada texto,não são palavras lançadas ao acaso,mais são frutos de experincias alegres,outras sofridas,mais que te formam um homem melhor!
Parabens!
Bj,Orquidea