segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nossa Senhora de Guadalupe


Nossa Senhora de Guadalupe
Por Deiber Nunes Martins

“Um olhar sereno sobre mim está,
Uma voz suave a me ensinar,
O rumo a seguir, pra onde ir...

Ó Imaculada, és a mãe de Deus,
Eu que tão pequeno, peço intercessão
Mãe vem me ajudar, quero mudar!

Quando não tenho aonde ir...
O próprio Deus me faz lembrar!

Que o lugar do meu refúgio é o teu colo
Onde eu posso me deitar e ser amado
Com ternura me abraças e me acolhes
E mesmo que eu tenha andado longe
Ó Mãe eu volto a ti!”

(Um Olhar Sereno – música de Carlos Tocco, CD Deus vai Além, Márcio Todeschini)

No ano de 1531, no México, a Virgem Maria apareceu a um índio, que estava a caminho de sua catequese, na Cidade do México. O lugar era a colina de Tepeyac. O índio, chamado Juan Diego, foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002.
Nossa Senhora disse ao índio para procurar o bispo e dizer que naquela colina deveria ser construído um santuário para honra e glória de Deus. O bispo entretanto, pediu um sinal da Virgem que foi dado ao terceiro encontro. E que sinal! A Virgem havia dito a Juan Diego que ele seria o seu embaixador e que ela cuidaria dele e dos seus. Como o fez. Então, no terceiro encontro, pediu a Juan que fosse ao bispo e mostrasse sua tilma, uma espécie de manto. E contasse ao bispo tudo o que tivesse ouvido. Juan assim o fez. E para sua surpresa e do bispo, o manto trazia pintado uma imagem da Virgem. Uma belíssima imagem, pintada num manto feito de cacto, que não dura mais que 20 anos. No entanto, já se passam quase quatro séculos e o manto continua intacto. Nem mesmo a desatenção de alguns peritos que deixaram cair sobre a pintura, grande quantidade de ácido nítrico, altamente corrosivo, fez com que a mesma sequer se manchasse.
Em 1754, o Papa Bento XIV, disse à respeito da Virgem de Guadalupe: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação". 
Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada padroeira de toda a América em 12 de outubro de 1945 pelo Papa Pio XII.

Fonte: Blog Canção Nova


Oração:
Ó Virgem de Guadalupe, olhai por toda a América. Especialmente pela América Latina, onde a miséria e a corrupção tiram a dignidade de vossos filhos. Olhai pelas comunidades indígenas que ainda resistem à exploração do homem branco. Estendei vossas mãos pelos pobres, olhai pelas crianças das Américas. Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós. Amém.

Belo Horizonte, 13 de Maio de 2013.


domingo, 12 de maio de 2013

Nossa Senhora do Bom Parto - Dia das Mães




Nossa Senhora do Bom Parto
Por Deiber Nunes Martins

“ ‘Sim, mãe, quero que saibas tudo. Na próxima quinta-feira à noite me prenderão os asseclas dos sacerdotes e me entregarão aos romanos para que me matem. (...) Quero que saibas também que vou ressuscitar. (...) Quer dizer, querida mãe, que ressuscitarei embora esta ressurreição seja diferente da de Lázaro. Tens que estar, portanto, tranqüila. (...) Quero somente que saibas que mesmo que todos me abandonem e que ainda que pareça que o céu consinta que os homens decidam, tudo está previsto. Depois de três dias, quer dizer, no primeiro dia da semana, ressuscitarei e voltarei a te ver. Não corras de um lado para outro, como farão os demais. Eu virei a ti. Deves permanecer aqui, onde estás segura e logo irei te mostrando o que deves fazer. Por enquanto, fica inteirada de tudo e não deixes de rezar para que as coisas se cumpram segundo a vontade do Pai. (...) Assim, não sofras além da conta, embora imagino que te pedir isso seja pedir o impossível. Conformo-me com que não percas a fé e com que, aconteça o que acontecer, nunca duvides de que o Pai está comigo e que tudo está sendo feito segunda sua vontade. Preciso de tua fé. Preciso mais do que imaginas.’
Não disse mais nada. Deixou de olhar-me e virou o rosto. O sol beijava-lhe a face filtrando-se por entre as folhas das oliveiras que nos protegiam. Meu filho estava lindo. Estava lindo, naquela hora de plenitude, naquela penúltima hora. Vi que uma lágrima aparecia em seus olhos e desviava o rosto para que eu não percebesse. Levantei-me e, com um lenço que sempre levo comigo, enxuguei-a.”
(Trecho do livro “O Evangelho Secreto da Virgem Maria, Santiago Martín, Ed. Paulus)



Quão sublime é a missão de ser mãe! Maria viveu em plenitude esta missão, desde o seu SIM até enxugar as lágrimas de seu Filho. Mãe é aquela que está sempre de prontidão, para enxugar as lágrimas de seus filhos. Maria nos ensina este carinho tão sublime. A essência do amor, muitas vezes é melhor saboreada na dor. Dizem ser o parto, o momento da dor mais atroz que uma mulher pode sentir. Entretanto, aquela dor vem com o significado de alegria, pela vinda do filho. E depois da chegada deste rebento, a vida da mulher não mais é a mesma. Ela não mais é a mesma. Agora é mãe.
O parto antecede a maternidade, mostrando que a humanidade quando sofre retém as suas forças para a Glória que há de vir. E na dor do parto, esta Glória vem com o chorinho do bebê. A Virgem do Bom Parto, além de ensinar o ofício materno às mulheres, intercede a todas as mães para o aguardado momento da chegada do filho ou filha. A nossa devoção a Maria deve ser completa. Mesmo nós homens, que não somos contemplados com o doloroso brotar da vida, devemos rezar a Nossa Senhora do Bom Parto pelas nossas mulheres, para que o parto seja iluminado pela presença do Senhor, que é Luz, que é vida.
A Mãe do Céu reconheceu as dores de seu Filho. Dores bem mais atrozes que a humanidade pudesse compreender. Mas Deus deu à mãe a capacidade de compreender seus filhos com tamanha sintonia, que a ela é possível crer com facilidade naquilo que ninguém pode ver. Se no parto acontece o nascimento de uma vida, também acontece o nascimento de uma Mãe. Que neste dia das mães, o Senhor Jesus e a Virgem Maria possam abençoar a todas as mães e preenchê-las com todo o Humano Amor de Deus que se deu por nós.

Oração:
Senhora do Bom Parto, abençoa a hora do parto de todas as mães. Interceda por aquelas que tiveram uma gestação atribulada do mesmo modo que intercedes por aquelas que tiveram uma gravidez tranqüila. Que o momento da chegada de um filho, ou filha, seja o momento sublime na vida das mulheres e também dos homens. Que a família se componha com a Força do Alto a cada chegada de um bebê. Nossa Senhora do Bom Parto, olhai por todas as mamães!
Amém.

Belo Horizonte, 12 de Maio de 2013, Feliz dia das Mães!

sábado, 11 de maio de 2013

Nossa Senhora da Glória



Nossa Senhora da Glória
Por Deiber Nunes Martins

“Antes que nascida
Fostes, Virgem Santa,
No ventre ditoso
De Ana concebida.

Sois Mãe Criadora
Dos mortais viventes.
Sois dos santos porta,
Dos anjos, Senhora.

Sois forte esquadrão
Contra o inimigo.
Estrela de Jacó
Refúgio do cristão.

A Virgem criou
Deus, no Espírito Santo,
E todas as Suas obras,
Com elas as ornou.”

(Fonte: Ofício da Imaculada Conceição – Com. Canção Nova, Ed. Canção Nova)

A devoção a Nossa Senhora da Glória é a mesma devoção a Nossa Senhora assunta o Céu, pois a festa é a mesma. Tal devoção chegou ao Brasil logo no descobrimento, com os portugueses, que em 1503 construíram em Porto Seguro a primeira Igreja a ela dedicada.
A Glória ou Assunção de Maria consiste no fato de que Maria não ter precisado aguardar como as outras criaturas o final dos tempos para ter sua ressurreição corpórea. Em dogma de fé, proclamado pelo Papa Pio XII, a pureza de Maria justifica sua assunção ao Céu. É preciso compreender que a assunção ao Céu difere de ascender ao Céu. Jesus ascendeu ao Céu, ou seja subiu sozinho à Glória Celeste por ser Deus. Maria é assunta ao Céu, ou seja, levada à Glória Celestial, por ter sido concebida sem pecado.
Está na hora de nós devotos, aprendermos com a Virgem que em nada experimentou pecado. Maria nos ensina o caminho da santidade e nos mostra como é possível uma vida plena, cheia de Deus. Entretanto, ainda carregamos muita desconfiança em relação aos dogmas marianos, inclusive sua assunção. Devemos, todavia, perceber que o mistério divino envolve a quem Dele se aproxima e foi assim com a Virgem. Assim como concebeu ao Filho de Deus, pela obra do Espírito Santo, mantendo sua virgindade, feito impossível à humanidade, Maria é assunta ao Céu, fato também impossível à conquista exclusivamente humana.

Oração:
Ó Doce Mãe de Jesus, Virgem da Glória! Vós que fostes Assunta ao Céu por Teu Filho Jesus Cristo, olhai por nós pecadores, que somos frágeis e passíveis de quedas a todo o tempo. Nossa Senhora da Glória, olhai por teus filhos encarcerados, nos hospitais, nos asilos. Olhai por teus filhos doentes. Olhai por teus filhos sem esperança. Não nos deixei perder a fé na Salvação. Não nos deixei perder a fé na humanidade; visto que este é o caminho que Jesus nos ensina, o da evangelização. E se perdermos a fé na salvação das pessoas, como poderemos lutar pela nossa? Nossa Senhora da Glória, rogai por nós.
Amém.

Belo Horizonte, 11 de Maio de 2013.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento




Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento
Por Deiber Nunes Martins

“Estávamos quase no final das bodas do filho de Manassés e Lia, (...) Para aquela família, com tanto prestígio e tantas relações, era muito importante que não faltasse nada, que não acontecesse nenhum imprevisto que desse aos invejosos o que falar. E esse detalhe ocorreu. Eliú, um dos criados principais e o qual eu conhecia fazia muito tempo, pois estava na casa desde que eu estive lá pela primeira vez, contou-me, com certa preocupação, que havia acabado o vinho. (...) Se o caso não fosse resolvido, a festa viria abaixo e seria um grande desgosto para meus dois amigos. Eu lhes devia muito, e principalmente os amava muito. (...) Assim, dirigi-me a meu filho. Eu não sabia o que ele iria fazer, mas sabia que era capaz de resolver qualquer problema.”
(O Evangelho Secreto da Virgem Maria, de Santiago Martín, Ed. Paulus)


Maria é a mediadora por excelência. O episódio sintetizado acima, mostra a sua intervenção, quando das bodas de Caná. Maria sempre se coloca a disposição dos seus amigos, de quem ama. O Santíssimo Sacramento, a Eucaristia, é a expressão sublime do amor de Deus para conosco. Por isso, a Virgem do Santíssimo Sacramento é a denominação mariana que mais nos diz sobre o amor e sobre o serviço.
Como faltava vinho e este era um problema de impossível solução para Maria, ela recorreu a quem sabia que nada lhe seria impossível: seu filho Jesus. É importante ter o discernimento sobre o possível e o impossível, sobre onde e quando podemos seguir e onde e quando devemos parar. Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento nos ensina este discernimento, na humildade de acolher ao que o Senhor te diz no coração. É a humildade da serva do Senhor, que vai permitir o início da obra do Senhor.
Recorrer a Maria, como Medianeira é privilégio que somente os seus devotos possuem. E ter a nosso lado esta medianeira é ter a possibilidade de compreender a essência do amor de Deus por nós, no pedacinho de pão que é seu corpo, a Santa Eucaristia. É pela intercessão de Maria que podemos contemplar e adorar ao Senhor Vivo e Vencedor, na Eucaristia.

Oração:
Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, interceda por nós. Interceda por seus filhos para que compreendam o chamado do Senhor às vocações sacerdotais e religiosas. Interceda junto a teu Filho Jesus, para que o milagre aconteça também em nossas vidas. Que a água transformada em vinho seja o nosso coração de pedra transformado em coração adorador. Amém.

Belo Horizonte, 10 de Maio de 2013.







quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nossa Senhora de Luján



Nossa Senhora de Luján
Por Deiber Nunes Martins
“O anjo respondeu (a Maria): ‘O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus.” (Lc 1,35)

Também nossos irmãos argentinos sempre tiveram muita devoção a Nossa Senhora. Ainda no tempo das guerras pela independência, os soldados não partiam para o combate sem pedirem a proteção à Mãe de Deus.
A história de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, começa quando um rico fazendeiro, da região de Sumampa, encomendou a um amigo do Brasil, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Sua intenção era construir em sua fazenda, uma capela para a Virgem. Chegada de navio a Buenos Aires, a imagem partiu rumo a seu destino, junto com outras mercadorias em carros de bois. As margens do rio Luján, os mercadores fizeram uma parada. No dia seguinte, na hora de seguir viagem os bois empacaram e nada os fazia sair do lugar. Resolveram aliviar a carga e nada. Só depois que o último caixote, justamente o que guardava a imagem foi retirado é que os bois se moveram. Então todos entenderam que era ali que a Virgem deveria ficar. Estando próximo a uma fazenda, os mercadores se dirigiram até lá em procissão e improvisaram um altar para a imagem. Assim que foi possível, construíram uma capelinha para ela, onde hoje é o belíssimo Santuário de Luján.
O lugar onde os bois empacaram ficou conhecido como o lugar da detenção da carreta, ou o lugar do milagre de Luján. A festa da padroeira argentina é comemorada todo dia 8 de maio.

Oração:
Nossa Senhora de Luján, vós que sois a padroeira do povo argentino, conduzi o filho de vossa terra, o Santo Padre o Papa Francisco, para que ele conduza pela força do alto a nossa Igreja. Conduzi também, ó Mãe de Jesus, aos povos argentino e brasileiro, para que estes se unam como irmãos, deixando as rivalidades somente para os esportes. Também conduza, ó Virgem àqueles que sofrem o flagelo do desemprego ou do subemprego. Interceda também pelos trabalhadores. Venha em nosso socorro, ó Mãe. Nossa Senhora de Luján, rogai por nós!

Belo Horizonte, 09 de Maio de 2013.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Nossa Senhora do Líbano



Nossa Senhora do Líbano
Por Deiber Nunes Martins

“Quem é essa que avança como aurora?
Temível como um exército em ordem de batalha
Brilhante como o sol e como a lua
Mostrando os caminhos aos filhos teus
Ah, ah, ah, minha alma glorifica ao Senhor,
Meu espírito, exulta, em Deus meu Salvador.”

Em comemoração ao jubileu de ouro do dogma da Imaculada Conceição, O Patriarca Maronita e o Núncio Apostólico no Líbano e Síria inspiraram os libaneses a homenagearem a Virgem Maria. Tiveram a idéia de erguer um monumento que lembrasse a confirmação do dogma da Imaculada Conceição, destacando o amor do povo libanês por Maria.
Consultaram Bispos, Padres e leigos e chegaram a conclusão de chamar o monumento de Nossa Senhora do Líbano. Quisera a Providência Divina que fosse escolhido um lugar chamado Rochedo, uma belíssima colina com vista para o mar e Beirute, onde fosse erigido o monumento. Nascia ali a devoção a Nossa Senhora do Líbano. Tão logo foi inaugurado, milhares e milhares de fiéis visitaram o Rochedo, demonstrando um amor imenso à Mãe de Jesus. É o carinho do povo libanês, com a Virgem Maria.
De fato, não há como não amar Maria. Diz em seu evangelho secreto que ao partir rumo a Ain Karem, onde sua prima Isabel morava, em uma caravana de Manassés, o filho deste, o pequeno Levi, começara a passar mal, com manchas pelo corpo e febre. Tendo sido acolhida de modo tão agradável pelo casal Lia e Manassés, a pequena Maria queria poder fazer alguma coisa pelos dois, embora não houvesse nada a fazer, visto que não sabia nada de medicina, nem de ervas medicinais. Mas Maria sabia rezar e assim chamou Lia, com o pequeno Levi em seu colo e puseram a rezar ao Senhor, pelo menino. Maria não sabia proferir grandes preces mas em sua simplicidade de coração, pediu a Deus que curasse o pequeno Levi, que chorava no colo de sua mãe. E então, o Senhor lhe ouviu. De repente, o pequeno Levi acalmou-se e as manchas pelo corpo desapareceram naquele mesmo instante. Maria, desde que recebeu do Espírito Santo a dádiva de ter o Filho de Deus em seu ventre, já se colocava na condição de intercessora por todos nós.

Oração:
Nossa Senhora do Líbano, intercedei por nós, teus filhos, para que encontremos nosso caminho. Muitas são as dores, muitos os dissabores da vida. Mas com tua calma e serenidade, cada coisa se coloca em seu devido lugar. Na certeza de que Teu Filho Jesus atende a cada pedido teu, nós hoje lhe rogamos, venha em nosso socorro, rogai por nós!
Amém.

Belo Horizonte, 08 de Maio de 2013.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nossa Senhora da Saúde




Nossa Senhora da Saúde
Por Deiber Nunes Martins
Oh, minha Senhora e também minha mãe,
Eu me ofereço inteiramente todo a vós
E em prova, da minha devoção
Eu hoje vos dou meu coração.

Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos minha boca
Tudo o que sou, desejo que a vós pertença
Incomparável Mãe, guardai-me, defendei-me
Como filho e propriedade vossa, amém.

Vem de Portugal a devoção a Nossa Senhora da Saúde. No tempo da grande peste, no século XVI, muitas pessoas morreram por conta da doença. Sem ter a quem recorrer, muitos devotos, passaram seus dias louvando e agradecendo a Deus, rezando e fazendo procissões à Nossa Senhora.
Tendo diminuído o número de mortes, foi escolhido o dia 20 de abril como dia a agradecer à Virgem pelos benefícios de cura da peste e libertação de Portugal desta epidemia. A bela imagem da Virgem levada em procissão a partir de então, passou a ser chamada de Nossa Senhora da Saúde, cuja devoção chegou ao Brasil e foi levada para a Bahia, Minas e Rio de Janeiro.

Oração:
Ó Virgem da Saúde, vós que restabelecestes a saúde do povo português nos tempos da grande peste, interceda por nós teus filhos para que nenhuma enfermidade nos acometa e que estejamos incólumes de toda e qualquer epidemia. Nossa Senhora da Saúde, ensina-nos a desviar do caminho das doenças, desviando-nos de todo pecado e de toda tendência maligna. Vós bem sabeis que os males da alma costumam ser mais severos que os do corpo, livrai-nos destes males também, ó Mãe. Amém.
Nossa Senhora da Saúde, rogai por nós!


Belo Horizonte, 07 de Maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Nossa Senhora do Equilíbrio



Nossa Senhora do Equilíbrio
Por Deiber Nunes Martins

“O anjo, então disse: ‘Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.’” (Lc 1, 30-31)

Certo dia, em 1967, um monge da Abadia de Fattochie, em Roma, tentava se concentrar em suas orações, sendo a todo tempo distraído pela palavra “Equilíbrio”. Saindo da Capela rumo ao sótão do mosteiro, assustou-se com uma tábua que caiu em suas mãos com a imagem de uma mulher em posição de oração. Seus braços estavam erguidos verticalmente como que advertisse para a oração, o equilíbrio. Foi quando o monge, inspiradamente exclamou: “Santa Maria do Equilíbrio!” Entregou ele a tábua ao monge Armando Paniello que reproduziu a imagem numa estampa e um ano depois, solicitou uma audiência com o Santo Padre, o Papa Paulo VI. Tão logo viu a estampa, o Papa exclamou radiante: “Santa Maria do Equilíbrio! É justamente dela que se precisa!” Entusiasmado, Dom Armando perguntou ao Pontífice: “Qual deve ser o dia de sua festa?” No que o Papa lhe responde: “Dela não existe uma festa, porque ela deve ser invocada de manhã à noite.”
Em tempos como o de hoje, a intercessão da Virgem do Equilíbrio é tudo o que precisamos! Quantas vezes por dia somos acometidos de situações que nos tiram a paz, o equilíbrio! Em tempos de imediatismo, de intolerância e de uma pressa frenética, o equilíbrio necessário em todas as horas é o que precisamos para sobreviver sem perder a calma e sem machucar ninguém. Podemos clamar pela intercessão da Virgem do Equilíbrio em todos os momentos e lugares, no trabalho, em casa, no trânsito. Onde quer que estejamos, é de equilíbrio e sensatez o que mais precisamos.
Oração:
Senhora do Equilíbrio, venha sempre em meu socorro. Os dias passam em velocidade assustadora, as situações estressantes se amontoam minuto a minuto. São todas as horas em que preciso de equilíbrio para não perder a paz, para não ofender a meu Senhor, com meus gestos intempestivos e inesperados e também ofender a meu irmão, minha irmã. Virgem do Equilíbrio, rogai por mim para que Deus me dê a Graça da mansidão, da pureza e do equilíbrio. Nossa Senhora do Equilíbrio, equilibrai o mundo! Equilibrai a nós, filhos de Deus!
Amém!

Belo Horizonte, 06 de Maio de 2013.

domingo, 5 de maio de 2013

Nossa Senhora Mãe da Igreja




Nossa Senhora Mãe da Igreja
Por Deiber Nunes Martins

“... As festas, como era costume em nosso povo, duraram uma semana e para custeá-las foi-se parte do dinheiro que tínhamos, ainda que meus pais e outros familiares nos ajudassem muito. Dava-me pena este gasto, porque estava privando de algo a criança que ia nascer e a quem eu queria oferecer o melhor do mundo. Sem dúvida, se não o fizéssemos, chamaríamos atenção e daríamos o que falar, e isso, querido João, teria sido muito pior. Desde então comecei a educar meu filho e lhe dizia, sentindo-o mover-se em meu interior, que para amar é necessário às vezes ceder, embora em outras ocasiões o melhor se torna inimigo do bom. (...)”
Trecho do livro “O Evangelho Secreto da Virgem Maria”, de Santiago Martín, Ed. Paulus.


O título Nossa Senhora Mãe da Igreja foi proclamado pelo Papa Paulo VI durante do Concílio Vaticano II. Disse o Santo Padre: “Para glória da Virgem e para nosso conforto, proclamamos Maria MÃE DA IGREJA, isto é, de todo o povo de Deus tanto dos fiéis quanto dos pastores que lhe chamam de Mãe Amorosíssima; e queremos que com este título suavíssimo seja a Virgem doravante honrada e invocada por todo o povo cristão.”
O título só vem ratificar tudo o que a Virgem nos ensina sobre ser cristão. Ela é mãe e modelo de ser Igreja. Esteve ao lado de Cristo durante todo o calvário e depois da ascensão do Senhor esteve com as mulheres e os apóstolos em oração até a vinda do Espírito Santo. Maria nos ensina a sermos santos, a compadecermos do irmão. Quem vive a essência da Igreja, vive Maria.
Ela é a Mãe que intercede pelo crescimento espiritual de seus filhos. Maria nos quer ver cheios da Graça de Deus que ela experimentou. Maria também nos ensina a rezar. Na meditação do Santo Terço, podemos contemplar todos os passos de Jesus e na verdade, grande oração é aquela que nos leva a contemplar o Cristo. Por isso e por muito mais, Maria é a Mãe da Igreja e Mãe nossa.

Oração:

Nossa Senhora Mãe da Igreja, ensina-nos a ser Igreja. Ensina-nos a compartilhar o que temos com quem necessita, como tantas vezes o fizeste. Ensina-nos a nos colocar à disposição sempre que necessário, pois o “Ser Igreja” só se completa quando entendemos sobre amar e servir. Que por intermédio vosso, amemos cada vez mais a nossa Santa Igreja Católica. Tudo isso pedimos ao Pai, em nome de Teu Filho Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Belo Horizonte, 05 de Maio de 2013.

sábado, 4 de maio de 2013

Nossa Senhora Rainha dos Anjos





Nossa Senhora Rainha dos Anjos
Por Deiber Nunes Martins


“Agora, lábios meus,
Dizei e anunciai
Os grandes louvores
Da Virgem Mãe de Deus,

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
Livrai-me do inimigo
Com vosso valor.

(...)

Deus vos salve,
Virgem, Senhora do mundo,
Rainha dos Céus
E das virgens, Virgem.

(...)

Deus vos nomeou
Desde a eternidade
Para Mãe do Verbo
Com o qual criou

(...)

Ouvi, Mãe de Deus,
Minha oração
Toquem em vosso peito
Os clamores meus.

 (Trecho do Ofício da Imaculada Conceição – Ed. Canção Nova)


Importante nos é dar valor a intercessão de Nossa Senhora e seu Exército de Anjos. Esta devoção, comemorada pela Igreja todo dia 02 de Agosto, nasceu de uma visão, onde Nossa Senhora pede a cada um de nós que rezemos e a invoquemos, a fim de combater com seu exército de anjos os demônios que andam pelo mundo causando desgraças e tentando as pessoas.
A todo tempo vivemos intensos combates espirituais. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais o tentador tenta desviar nossa rota. E nessas horas somos tentados pelo orgulho de achar que sozinhos podemos vencer esses combates contra o demônio, talvez por não acreditar na influência maléfica que o inimigo pode ter em nossas vidas. Além disso, pelo pecado, vamos nos enfraquecendo e abrindo brechas para as intervenções demoníacas.
Somente por meio da intensa oração e do reconhecimento de que sozinhos não podemos enfrentar o diabo, é que podemos contar com a ajuda de Nossa Senhora e toda milícia celeste neste combate. Que saibamos pedir sempre a Nossa Senhora dos Anjos a sua intervenção com todo o exército celeste nas batalhas espirituais que estivermos enfrentando. Sempre que você se perceber em dificuldade, em crise no trabalho, na família, no namoro ou casamento, é provável que você esteja sendo tentado pelo demônio a desviar os rumos de sua rota para Deus. E nesta hora, meu irmão, minha irmã, é o momento! Conte com o auxílio da Rainha dos Anjos. E deixa toda milícia celeste combater por você.

Oração:
Augusta Rainha dos Céus e soberana Senhora dos Anjos, aqui venho depositar minhas angústias e sofrimentos. Não sei o que se passa em minha vida e os porquês de meus infortúnios. Sei que saber isso não importa e o que importa mesmo é saber que na caminhada para o Céu, intensos combates espirituais teremos de enfrentar. Por isso, me coloco sob a vossa proteção e de toda milícia dos anjos. Venha em meu socorro, Rainha dos Anjos e nossa! Combate comigo e por mim às insídias do inimigo, para que eu não me desvie dos propósitos de Deus para a minha vida.
Nossa Senhora dos Anjos, rogai por nós!
Amém!

Belo Horizonte, 04 de Maio de 2013.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nossa Senhora de La Salette



Nossa Senhora da Salete

Por Deiber Nunes Martins

“Senhora gloriosa,
Bem mais que o sol brilhais.
O Deus que vos criou
Ao seio amamentais.

O que Eva destruiu,
No Filho recriais;
Do céu abris a porta
E os tristes abrigais.

Da luz brilhante porta,
Sois pórtico do Rei.
Da Virgem veio a vida.
Remidos, bendizei!

Ao Pai e ao Espírito,
Poder, louvor, vitória,
E ao Filho que gerastes
E vos vestiu de glória.”

(Liturgia das Horas)

Em 19 de Setembro de 1846, na Montanha La Salette, nos Alpes, dois jovens pastorinhos, Maximino e Melânia, avistam uma claridade e resolvem aproximar-se. Logo conseguem ver uma bela mulher sentada com os cotovelos sobre os joelhos, em sinal de profunda tristeza. As crianças se assustam mas a mulher diz: “Não tenham medo. Vou anunciar uma grande novidade.” A Mulher então pede que as crianças rezem muito pela humanidade, pois somente a conversão dos homens poderia evitar as inúmeras desgraças que estavam por vir. Ela pede ainda que eles comuniquem o fato a todo o povo da região. Eles o fazem, mas sofrem com o descrédito das pessoas influentes e das autoridades eclesiásticas locais. Entretanto, dias depois, o povo toma conhecimento da aparição de Nossa Senhora e inicia a peregrinação ao local. Muitos milagres ali acontecem.
Quase seis anos depois, Dom Felisberto de Bruillard anuncia a construção do santuário na montanha de La Salette e a criação de um grupo de missionários com o nome “Missionários de Nossa Senhora de La Salette”. E a devoção à Virgem de La Salette, a partir daí, só tende a aumentar.
Oração:
Nossa Senhora de La Salette, vosso pedido é para que os homens se convertam. Eu vos peço, ajudai-nos em nossas conversões. Aproxima-nos do Bom Jesus, de modo que possamos reconhecer Nele, a resposta às nossas angústias e aflições. Cuida de nós, Virgem de Salette, para que possamos ser fiéis ao mandamento de Cristo de amar uns aos outros. Que aprendamos contigo, ó Mãe.
Amém.

Belo Horizonte, 03 de Maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nossa Senhora da Cabeça




Nossa Senhora da Cabeça

Por Deiber Nunes Martins

“(...)
Tens que entender isto tudo, João, porque do contrário, nunca poderás compreender o que significou a minha aceitação da vontade de Deus. É muito fácil dizer “sim” ao Senhor, porém não é tão fácil levá-lo à prática, sobretudo em momentos como este. Depois, quando as coisas se acertaram, principalmente quando meu filho Jesus fazia milagres e todos o aplaudiam, algumas mulheres invejavam e louvavam a minha sorte por ser mãe do Messias. É verdade que todas as jovens de Israel sonhavam com ele, porém não daquele modo, não àquele preço. Eu estava consciente de que minha vida e a vida de meu filho estavam correndo risco. Estava consciente de que havia posto nas mãos de Deus minha própria honra, minha reputação, meu futuro e o futuro dos meus. E não sabia como se poderia encontrar uma saída honrosa para aquele conturbado caso.
Eu não sabia, mas veio em auxílio de minha debilidade a graça do Altíssimo. (...)”
(Trecho extraído do livro “O Evangelho Secreto da Virgem Maria”, de Santiago Martín, Ed. Paulus, 2007)

A história de Nossa Senhora da Cabeça remonta os anos de 1227 na cidade espanhola de Andujar e a fé do jovem João Rivas. Este jovem acabou por perder um braço, em sua fuga contra a opressão dos mouros. Passou então a pastorear ovelhas na região de Andaluzia, nas cercanias de Andujar, onde se situa o Monte Cabeça. Certa noite, neste monte, o jovem João viu uma forte luz e um som de sino, vindo de lá e sem temor algum resolveu seguir em direção àquela luz. Chegou então a uma caverna no alto do monte, onde encontrou-se com a imagem de Nossa Senhora e uma campainha presa a um galho. Percebeu ele que sem intervenção alguma o galho mexia e fazia tilintar a campainha e acreditando no que via, se colocou à disposição da Virgem, que com voz suave e doce lhe disse: Vá para Andujar, e diga ao povo que é chegada a hora de neste lugar construírem um templo onde milagres e prodígios ocorrerão. E para que não te chamem de louco e dêem crédito às suas palavras, seu testemunho será o teu braço perdido, que agora lhe será restituído.
Diante das palavras e do testemunho de João, aquele povo creu e construiu o templo dedicado a Virgem da Cabeça. E os milagres e prodígios a partir dali se multiplicaram. Um desses milagres aconteceu com um devoto da Virgem que condenado à morte na guilhotina, prometeu que se liberto desta condenação depositaria aos pés da imagem, uma cabeça feita de cera. Momentos antes da execução de sua morte, veio um comunicado da Coroa, libertando o devoto, com o seguinte dizer: “A Virgem o libertou.” Este devoto, então, cumpriu sua promessa.


Oração:
Virgem da Cabeça, vós que intercedes por seus filhos, eis aqui mais um(a) filho(a) seu, que agraciado, vem lhe pedir que não se esqueças de mim. Interceda a Deus Pai, para que eu me afaste do caminho do pecado e siga em fiel devoção os vossos caminhos, ó Mãe. Que minha cabeça e meu coração andem lado a lado no caminho do amor de Cristo. Tudo isto vos peço, Nossa Senhora da Cabeça. Amém.

Belo Horizonte, 02 de Maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013



Nossa Senhora Auxiliadora

Por  Deiber Nunes Martins

“Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lc 1, 39-41)

Maria foi às pressas para as montanhas com o intuito de ajudar Isabel, que mesmo na velhice, seria a mãe do precursor, João Batista. O anjo Gabriel havia dito à Maria o milagre ocorrido a Isabel e Maria quis se colocar à disposição de sua prima, para ajudar-lhe no que fosse necessário.
Deus em sua sabedoria sabia muito bem que Mulher estava escolhendo pra ser Mãe de Jesus. Uma Mulher que não se deixava atingir pela vaidade, mas que se dispunha ao serviço, mesmo que soubesse momentos antes da Graça que por seu intermédio estava por vir. Ao contrário de qualquer outra pessoa, Maria se pôs a servir e não o contrário. Maria, a Auxiliadora.
Mas não é por conta desta bela passagem do Evangelho de São Lucas que a invocamos assim. Esta invocação, Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, remonta o ano de 1571, quando o Papa Pio V precisou organizar um exército para impedir que os muçulmanos, liderados por Selim I, rei dos Turcos, escravizasse os povos cristãos. Bem sucedido na luta, o Papa acrescentou às ladainhas esta invocação: Maria, Auxiliadora dos Cristãos.
Mas foi por intermédio do Papa Pio VII que a festa de Nossa Senhora Auxiliadora ganhou forma. Seqüestrado por Napoleão I, o Sumo Pontífice prometera a Virgem, coroá-la, tão logo fosse liberto. E isso aconteceu. Pressionado pela opinião pública, Napoleão I liberta o Papa cativo e este em agradecimento, cria a festa a Nossa Senhora Auxiliadora, no dia que marca sua chegada a Roma.
Nossa Senhora Auxiliadora, também é conhecida como a Virgem de Dom Bosco, uma vez que o apóstolo da juventude, devoto fervoroso, adotou esta invocação para a Congregação Salesiana, visto que esta passava por vários infortúnios. Nossa Senhora Auxiliadora foi colocada a frente da Congregação de Dom Bosco para defendê-la de todos os ataques. A partir das aparições de Nossa Senhora Auxiliadora na cidade de Spoleto, Dom Bosco cosntruiu o Santuário dedicado a ela, em Turim e fundou junto a Santa Maria Domingas Mazarello a Ordem das Filhas de Maria Auxiliadora.
Nossa Senhora Auxiliadora também é conhecida como a protetora dos lares.
Por tudo isso, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora difundiu-se, mediante tamanho auxílio que ela prestou e presta a Igreja e a seus fiéis desde séculos passados. E diante desta devoção e do amor à Nossa Mãe Auxiliadora, rezemos:

Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar
Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso. Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz. Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada. Amém.

Fontes:
Bíblia Sagrada, 30ªEdição, Ed. Ave Maria
Site Canção Nova: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=232472


Maio, mês de Maria

Por Deiber Nunes Martins

Estamos no mês de maio. Mês dedicado à Mãe de Deus. Percebo que muito pouco sei a respeito da Mulher que o Senhor escolheu para ser Mãe de Seu Filho Jesus. E quanto mais percebo-me distante dela, mais compreendo que preciso estar perto. É pela Graça de estar junto à Virgem Maria, que podemos ser mais santos.
Maria é por excelência nossa intercessora junto ao Pai. É por ela, que Jesus foi concebido; foi por sua intercessão que o milagre de Caná, pode acontecer. E foi por estar junto de seu Filho no caminho do Calvário, que ambos tiveram força para suportar a dor e o sofrimento da Cruz.
Maria, ensina-nos a caminhar com Jesus! Interceda por nós! E que ao final deste Maio, possamos conhecer-te mais e assim venerá-la com toda fé e amor.
Amém.

Belo Horizonte, 01 de Maio de 2013

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Harmonia da Alma e do Corpo



Por Deiber Nunes Martins

Nossa alma tem sede de Deus mas o nosso corpo, sede do alívio. Corpo e alma muitas vezes possuem interesses conflitantes porque um quer o menor esforço e o outro, precisa da porta estreita. Um homem ou uma mulher que comete o adultério, talvez o faça porque nutre de forma inadequada a alma em seu matrimônio e assim desequilibra sua alma do corpo. Vive-se dentro de casa às agruras da vida a dois, sem que possam de fato compreender que tais agruras são necessárias ao crescimento espiritual também. Afinal, ninguém diz que vai ser tudo fácil, um mar de rosas. Então esta pessoa encontra dentro de casa sofrimentos e provações e fora dela, uma maneira de se livrar de tudo isso, o alívio.
Nem tudo o que posso, me convém. É preciso ter em mente que o mundo abre todas as portas mas nem todas elas nos convém adentrar. Nossas vontades e desejos são norteadores das nossas ações mas é à luz do Espírito Santo que nossas escolhas devem se pautar, para que possamos nutrir nossas almas. Alma e corpo não convivem separados, alheios, como o mundo nos quer ensinar. É preciso saber que nossas atitudes têm de estar coerentes no corpo e na alma. Daí a batalha entre nossas virtudes e vícios. Muito do que fere nosso corpo está enraizado em nossa alma, por meio de traumas e sentimentos ruins. Enquanto os vícios aliviam o corpo, as virtudes alimentam a alma.
Uma forma de alívio do corpo é o imediatismo. Pessoas se perdem no consumismo desenfreado, como forma de aliviar o corpo. Compulsões e outros vícios nos levam ao pecado ferindo a nossa alma, mas são mecanismos de alívio do corpo. O imediatismo nos faz querer passar por cima do tempo celestial e nos leva ao erro em nossas atitudes. Muitas pessoas mudam de religião por conta do imediatismo. Queremos as pessoas prontas ao nosso modo em nossos relacionamentos. E quando não encontramos, as enchemos de defeitos. Elas tornam-se imaturas e incapacitadas para o nosso crivo. Como não possuem o que precisamos naquele momento, às descartamos. Assim são construídas nossas amizades estragadas: no imediatismo. E assim também se constrói a inconstância de nossas ações.
Da mesma forma vemos a vaidade, as compulsões em geral, os vícios nas drogas, álcool, fumo e todos mais como formas estragadas de proporcionar alívio para o corpo, fruto de um desequilíbrio arraigado em nós mesmos. São os traumas. Muitos deles oriundos a partir da nossa concepção, adquiridos no ventre materno. Desequilíbrios que necessitam de um processo de cura interior.
O importante desta história é que corpo e alma precisam conviver de maneira harmônica. O que sacia o corpo precisa nutrir também a alma. Uma alma equilibrada se reflete em um corpo sadio e vice-versa. É preciso saber que a alma vai padecer para remodelar o corpo e este vai sofrer, no processo de construção da alma. Muitas vezes, um perde para o outro ganhar e tudo se compensa, logo a seguir. Corpo não precisa de alívio, precisa de alimento. A si mesmo e para a alma.


Belo Horizonte, 21 de Agosto de 2012.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Evolução Religiosa no Brasil: O Arrefecimento do Catolicismo



Por Deiber Nunes Martins

O texto anterior abordou o avanço das religiões sob a ótica delas mesmas. Cada um procura abordar seu posicionamento perante o Censo 2010 de acordo com suas convicções. Este texto que se segue talvez vise tratar a redução do povo católico com o mesmo estratagema, sob a ótica católica.
Nos últimos 30 anos, a Igreja Católica perdeu seu maior número de fiéis. Ao olhar o gráfico da evolução religiosa no Brasil, percebe-se claramente como o catolicismo foi sangrado neste período. Observando o contexto, pode se dizer que as novas denominações religiosas passaram a angariar como devotos os filhos de seus recém-convertidos. É uma explicação.
Mais razoável ainda são as políticas evangelizadoras adotadas por católicos e evangélicos. No primeiro caso a cisão entre católico praticante e católico não praticante é algo praticamente impensável no meio crente. Daí, a sublime diferença entre a abordagem proselitista do cristão católico para o evangélico. Enquanto o segundo se esforça para difundir sua nova crença, o primeiro se escusa desta responsabilidade agindo até com receio de proferir sua fé na sociedade.
O católico praticante, a cada dia que passa tem seu número reduzido, como pode se comprovar durante as Missas. Cresceu entre os católicos o mito de que a fé se define dentro de casa e não na Igreja. Daí o fato de muitas pessoas se dizerem católicas mas não freqüentarem suas paróquias, não celebrarem as missas. A falta de conhecimento acerca da fé, da vida em comunhão, em comunidade amplia o horizonte do católico não praticante.
A falta da vida em comunidade, a falta do encontro com os irmãos, a falta do banquete eucarístico pode não retirar do católico o conhecimento dele acerca da fé. Mas certamente o afasta do pensamento da Igreja. A vivência de uma fé individualizada contribui para que o católico não praticante fique à mercê de vícios e modismos da sociedade moderna. Como exemplo desse fenômeno tem-se a formação de grupos divergentes da doutrina católica, mas católicos, como a ONG “Católicas pelo direito de decidir”. Ainda exemplificando, tem-se o chamado “católico light”, ou aquele(a) que se diz católico mas enche seu mural no Facebook e sua timeline no Twitter de posts espíritas (vide Chico Xavier e suas frases) e outras doutrinas, horóscopo, etc.
É possível considerar o “católico-light” o próximo recém-convertido a uma seita evangélica, a um grupo espírita ou ao grupo dos “sem religião”. E a razão para isso está no fato deste católico estar totalmente alheio à sua fé e ao seu batismo. Longe das missas, da mesa da palavra, o católico pouco ou nada pode discernir acerca de seu papel na estrutura social e na modernidade. Torna-se uma pessoa facilmente alienável e embarca na primeira canoa furada que lhe oferecerem. O exercício da fé acontece em comunidade. E isto vale para todas as religiões. E como comunidade, entenda-se aqui a sua paróquia, a região onde você pratica a sua fé, ou não.
Diante dessa problemática se insere o arrefecimento da Igreja Católica na sociedade brasileira. No entanto, a migração do povo católico para as denominações evangélicas ou demais religiões não é algo que se possa concluir como definitivo. O “novo convertido” não é uma personalidade passageira até mesmo porque o católico afastado de sua fé, na grande maioria das vezes parte em busca de respostas existenciais para os seus problemas. Seria muita presunção da parte de qualquer religião, proclamar-se dona da verdade e detentora de todas as respostas para os problemas da vida. Aliado a isso está o fato de que a suposta teologia da prosperidade não mais funciona como válvula de escape à problemática social. Além disso, a degradação familiar é fator constante de desgaste da estrutura humana e não encontra remédio em nenhum meio religioso. Com isso, converter-se a uma nova fé não significa necessariamente permanecer nesta nova fé pelo restante da vida.
Portanto, o êxodo dos fiéis católicos, mesmo que comemorado pelas outras igrejas e seitas, não deve ser tratado como a queda da Igreja Católica, tampouco avanço da religião A ou B. O que se pode concluir diante deste fenômeno é o profundo esfriamento da fé em todas as suas formas. Comprovando tal situação tem-se o alto índice de católicos não praticantes ou católicos light e o aumento do grupo dos “sem religião”. O esfriamento da fé deve ser o cerne das discussões acerca da religião no Brasil e no mundo. E esta deve ser feita de forma ecumênica.

Belo Horizonte, 26 de julho de 2012.

A Evolução Religiosa no Brasil: as “Meias Verdades”



Por Deiber Nunes Martins

Se observarmos atentamente os dados do Censo 2010, perceberemos que de 1980 aos nossos dias, a Igreja Católica teve sua maior queda em relação ao número de fiéis. E a partir de 1990 aos nossos dias, os evangélicos tiveram seu maior avanço. Analisar a evolução das religiões no Brasil deve ser um trabalho desafiador, visto que os dados estatísticos refletem apenas uma parcela do comportamento social ao longo do tempo. Sobre esta temática, cabem algumas reflexões.
Em uma reunião paroquial, um dos participantes comentou que a religião que mais avançava no Brasil era a espírita. Esta informação, de fato é verdadeira, mas só em parte. Algumas semanas atrás um conceituado jornalista em seu programa de rádio afirmou que a religião evangélica ainda é a que mais avança no Brasil. Esta informação, de fato também é verdadeira, mas só em parte. Aqui vai o primeiro comentário: segundo as estatísticas, o contingente que mais avançou no Brasil, em percentuais, é o dos sem religião. Informação verdadeira, mas também só em parte.
Ao contrário do que se possa pensar, não se trata aqui do relato de “meias verdades” sobre a evolução das religiões. Todas as informações acima são verdadeiras retiradas do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. O que transforma cada uma das informações em verdade parcial são o contexto, o período da análise e o mais importante, o volume do contingente analisado.
A nível de contexto, a tendência de crescimento dos evangélicos. É muito interessante falar que a religião evangélica avançou mais no Brasil, sendo que por evangélico conhecemos diversas religiões e seitas. Por exemplo existe a Igreja Batista, os Adventistas, a Igreja Universal do Reino de Deus. Sob o rótulo de evangélicos tem-se diversas denominações religiosas que não se misturam e muitas vezes nem se toleram. Então, agrupá-los sobre uma mesma variável, a evangélica é uma falácia. Se desmembrá-los, cada um em sua religião ou seitas será possível ver percentuais irrelevantes de crescimento e até mesmo retrocessos. Então, como se pode explicar o avanço expressivo dos evangélicos no Brasil? Aí vai uma hipótese. A cada dia que passa, aparecem novas seitas evangélicas, principalmente nos bairros mais pobres das grandes cidades. Quanto maior o número de seitas evangélicas, maior será o crescimento desta população se for considerado que boa parte de seus integrantes são compostos por recém-convertidos, oriundos do catolicismo.
Os espíritas são os que mais crescem no Brasil de 2000 a 2010 e aqui tem-se a problemática do período de análise. Se for considerada a última década, então os espíritas foram os que mais avançaram: de 1 para 2%, ou seja 100%. Considerando ainda a última década, nenhuma outra crença religiosa cresceu mais que isso. Todavia é um curto período de analise, em um contingente pouco expressivo.
Em nível de contingente de análise, tem-se o crescimento dos sem religião. Aqui se incluem inclusive os ateus, mas não somente eles. Nos últimos trinta anos, estes saíram de 1 para 8% da população. É o maior crescimento em um espaço de 30 anos. E isto impressiona, se considerarmos os avanços da sociedade neste período. Hipóteses, várias.
Percebe-se que as verdades tratadas são apenas “meias verdades”. E aqui está o perigoso cenário das religiões. Cada um discute o assunto sobre a sua ótica. E cada um analisa os dados do censo conforme lhe convém. Uma análise científica dos dados talvez se aproxime do avanço dos “sem religião” no Brasil. A possibilidade aqui é maior em virtude do período avaliado, do contingente e do contexto. E no tocante aos “sem religião” ainda há um agravante: o contexto lhes permite serem agregados em um só número porque não defendem nenhuma denominação religiosa, apenas a falta de fé. Portanto, falar de religião é algo espinhoso mas também essencial para o entendimento da sociedade moderna. Analisar a evolução religiosa de um país ou de uma região, pode ser o ponto de fusão entre a ciência e a fé.

Belo Horizonte, 26 de Julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Escusa do Guma


Por Deiber Nunes Martins

Grande Guma, peça rara. Gumercindo Rodrigues, o Guma, é daquelas pessoas que na simplicidade genuína de ser nos ensinam mais que os “dotores da vida” arranjados por aí.  É a prova viva de que o saber não se resume a academia, ao conhecimento teórico, mas a experiência de vida que muitos não possuem. Mas se julgam no direito de prestar atestado moral a qualquer um.
Certa vez dizia o Guma entre uma e outra cerveja gelada, num boteco copo sujo qualquer, que os amigos lhe chamavam direto e reto pra farrear. A toda hora lhe aparecia um, com o convite pronto, de bate - pronto. Às vezes, Guma se escusava, não com freqüência, mas tinha hora que se cansava da vida.
Normal pra qualquer um.
E num desses arroubos de vontade, Guma respondeu aos amigos que lhe convidavam pra gandaiar:
“O mundo está se acabando, as pessoas sofrendo por todos os cantos do planeta e vocês me chamam pra festejar, festejar o quê?”
Mais do que o discurso daquele momento valia o jeito de Guma falar. E ficou claro para os amigos tudo aquilo que ele quis dizer no desabafo. Tanto que não insistiram.


Às vezes é preciso parar de curtir tudo e pensar um pouco. Refletir sobre os rumos que estamos dando às nossas vidas. Será que há algum sentido. Será preciso eu me molhar sempre na chuva? Será preciso eu compartilhar sempre o sorriso com os outros? Tem horas que o recolhimento é a melhor das diversões, o melhor dos prazeres. Nem sempre a vida deve ser oba-oba. Só de vem em quando...
A palavra de ordem hoje é correria. Tudo é corrido e superficial. Pra não ficarmos no vazio é preciso calma. Diversão é bom e eu gosto! Mas tem horas que o momento requer um passo mais lento, cadenciado, um planejamento, uma reflexão. Se não estamos em allegro nossos amigos não precisam sair deste estado pra nos agradar. É preciso entender. E a recíproca é verdadeira.
Grande Guma! Qualquer hora conto mais sobre ele e sobre sua mulher. Outra peça rara...

Belo Horizonte, 13 de Julho de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Descriminalização do Aborto de Anencéfalos Parte 2: Tristes Conclusões

Por Deiber Nunes Martins

O período pascal tem servido ao propósito de infindáveis reflexões. Dissensões pessoais que não couberam na quaresma e vieram parar no tempo da alegria. Por algumas razões. Impressionou-me o fato da aprovação do aborto pela Suprema Corte, ter acontecido justamente nas oitavas da Páscoa. Terrível. Estranheza também me causou o apelo midiático a aprovação do primeiro passo a cultura da morte em nosso país. E o que veio a seguir, discussões bioéticas, teológicas, omissão dos legisladores... náusea.
Tenho percebido com sincera tristeza a degradação humana e moral no Brasil. País abençoado por Deus, onde a Graça habita, um país santo e de muita fé. Mas que vem sendo vilipendiado por verdadeiras aves de rapina, travestidas de autoridades e posses. Discute-se o aborto no país onde o adulto já não tem direito à vida garantido pela lei. E pouca gente pensa nisso. Mas aventure-se sair num fim de semana a noite pelas ruas das cidades, de carro. Um bêbado ao volante pode te achar como alvo. Cadê o seu direito à vida?
O argumento dos abortistas é a infame retórica do direito de escolha da mulher. Mas mulher, que escolhas você tem? Você escolhe o salário que vai ganhar, a aposentadoria que vai ter? Você escolhe, para os filhos que escolher ter, o futuro que terão? Você pode escolher o melhor para os seus? Mesmo se você, for "abençoada" pelo sistema, você pode escolher seu amanhã? Mulher, você mulher que pensa em ter o direito de decidir pelo aborto ou não, você pode escolher viver sem o remorso? Você pode escolher não ter sangue correndo em suas veias, nem coração, somente razão? Você pode escolher viver sem alma? Abortistas, fora com a falácia de vocês!
A quem interessa a cultura de morte no Brasil?
Aos mesmos que se locupletam no sistema. Aqueles que vivem às custas das benesses dos poderosos, puxa-sacos e bajuladores. Covardes que não têm receio em esconder debaixo do tapete os pecados dos seus protegidos. Idiotas que defendem a morte sem ao menos pensar que a morte um dia atravessa a vida. E custa caro, muito caro! Um preço maior que as posses de vocês! Fora com vocês covardes!
Tento imaginar a perplexidade do Bom Senhor em sempre dar o melhor para esse povo e em troca sempre receber o pior. Como é triste perceber que não aprendemos nada! Como é triste saber que mesmo na Igreja, não aprendemos nada! Somos tolos a ponto de aceitar que os falsos pastores nos conduzam. E aqui cabe um fato: o homem que se diz mais poderoso deste Estado, prepara-se para apoiar um católico da Renovação Carismática de um lado e um neopentecostal de outro, na luta pela prefeitura de Belo Horizonte.  E tudo por que? Porque é mais conveniente a seus projetos rumo ao Palácio do Planalto... Como é triste ver que os caras que decidem nossas vidas, as decidem mediante suas próprias conveniências.
Outro fato: casal processa padre por recusar-se a batizar o filho. A notícia correu Belo Horizonte neste final de semana. A Igreja considera inadequada a postura do padre. Mas antes de dizê-lo, porque a Igreja não acolhe esta família, que desconhece o real sentido do Batismo, desejando-o somente por conta da tradição de ter seus familiares sempre batizados naquela Paróquia? Porque ninguém aparece para orientar o casal a respeito da fé e da necessidade de se viver o matrimônio cristão, de se viver conforme Deus nos ensinou, conforme nos ensina o catecismo, a doutrina de nossa fé? Por maior que possa ser o erro do padre em recusar-se a batizar (e em minha ignorante posição seu erro é mínimo), o mesmo deveria, juntamente com a família ser acolhido pela Igreja.
E pra terminar só mais um fato: reconhecida personalidade do meio católico, um sacerdote, admirado por milhões de brasileiros, cobra mais de cem reais em um show. Será esta a evangelização que este povo precisa? Será que o povo de Deus pode pagar por ela?
Pensar nestes fatos e situações, me faz refletir no quanto a humanidade está distante de Deus. Pensar na cultura da morte, nos efeitos do aborto e da eutanásia para a sociedade brasileira é ver apenas a ponta do iceberg na qual nossa embarcação está para colidir. Vejo com tristeza que a falta do diálogo, da informação, da evangelização, está fazendo com que o jovem consuma cada vez mais o álcool e deste às drogas se faz um pulo. A falta desse diálogo cristão, faz com que os casais cogitem não aceitar o(a) filho(a) que o Senhor lhes deu. Uma vida é uma vida. A partir da concepção. Mas a falta deste diálogo é algo que assombra, entristece. O que estamos fazendo em favor da vida? É o mesmo que estamos fazendo em favor do diálogo cristão, da evangelização. É o mesmo que estamos fazendo em relação ao papel de aproximarmos nosso próximo de Deus.
Pensemos nisso.

Belo Horizonte, 08 de maio de 2012.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Descriminalização do Aborto de Anencéfalos Parte 1: Transferimos o Poder a Eles

Por Deiber Nunes Martins

Acompanhei com sincera expectativa a decisão da Suprema Corte brasileira sobre um tema polêmico: o aborto. No caso em questão, o de crianças anencéfalas. No primeiro dia de julgamento, goleada dos abortistas, 5 votos contra 1 em favor da vida. Mas este voto único do primeiro dia, pertencente ao ministro Ricardo Lewandovski, foi muito bem argumentado. O que gerou certa esperança de que os demais ministros fossem acompanhá-lo. Dolorosa ilusão, para aqueles que ainda esperavam da justiça uma palavra em favor da vida. Dos 4 votos que faltavam, apenas o último, do ministro César Peluso foi categórico a favor da vida. Os 3 primeiros, defenderam o aborto, de forma até surreal, com o ministro Ayres Brito chegando ao cúmulo de dizer que o embrião não é um ser humano e que seria um ato de amor, abortar.

Causa estranheza entretanto, não o fato dos ministros decidirem a questão mas o precedente. Sim, porque no Estado democrático que vivemos cabe ao Poder Legislativo o mérito de definir a vida e seus limites. Cabe ao Poder Legislativo, as decisões sobre todas as demandas da sociedade. E neste caso, latente omissão por parte dos parlamentares foi verificada. E a Poder Judiciário, de forma até anti-democrática, coube a incumbência de decidir sobre a questão. E este o fez, sem rodeios.

O aborto antes de mais nada é um atentado contra vida de um indefeso. Isto é fato. Independente de religião, de crença, é um ato que gera traumas para a mãe pois interfere na lei natural dos seres humanos. De modo que para uma mãe de verdade, não é preciso ser católica ou de qualquer outra religião para entender que abortar seu filho, gerará dor e sofrimento pelo resto da vida. Mesmo assim, os abortistas, de forma capciosa utilizaram-se do argumento do sofrimento, da tortura, para defenderem o aborto nos casos de anencefalia. Esqueceram de argumentar sobre a lei natural da vida. Lei a qual os doutores da lei não podem dominar.

Entrando no âmbito da Igreja, vejo que a Igreja Católica, assim como as demais denominações cristãs que lutam em favor da vida, contra o aborto, o têm feito de forma desastrada, desorganizada. Não percebem o quão manipuladas têm sido por uma minoria que detém o controle do sistema. Minoria esta disposta a fazer de tudo, para permanecer no poder. Há que se lembrar que o segundo turno da última eleição presidencial resumiu-se na frívola discussão sobre o aborto, com os dois candidatos disputando quem era menos abortista que o outro, para então abarcar os votos dos fiéis.

Neste ambiente político, deputados e senadores elegeram-se dentro das Igrejas e seitas com votos de fiéis preocupados com o avanço da cultura da morte no país. Agora, que um sindicato de profissionais de saúde inicia o debate sobre o aborto de anencéfalos, estes políticos se calam, evitando chamar pra si a responsabilidade de levar a discussão para o plenário e assim, legislarem contra ou a favor da matéria. Mas o medo da opinião pública, ilustrado não só na pressão popular, mas acima disso até, de setores da mídia e da minoria que chefia o sistema, fez com que transferissem esta decisão para os ministros do Supremo. O objeto da discussão é mascarado e passa a ser uma demanda judicial. Tudo para a manutenção do poder. Tudo para alimentar o sistema.

Como exemplo disso, temos a participação de um deputado federal aqui de Minas, militante da Igreja Católica, em um programa de rádio, manifestando-se de forma lacônica e pouco convincente contra o aborto. Ora, se este deputado, eleito por fiéis de sua Igreja para defender os princípios que a norteiam, gagueja na hora de fazê-lo publicamente, é sinal que algo anda errado. É sinal de que os representantes eleitos não estão de fato comungando dos mesmos interesses de seus eleitores. E então se escondem atrás do Judiciário, para não se comprometerem.

O povo brasileiro, independente de sua crença, está nas mãos de salteadores que, a serviço de uma minoria que prega a cultura da morte traem os ideais daqueles que os elegeram. Estes deputados, senadores, salteadores, fingem-se servos do Senhor, mas são na verdade, servos do sistema. O sistema que defende a cultura da morte de forma lenta, gradual e politicamente correta, para não assustar os incautos. Sistema este que oprime o povo brasileiro, obrigando-o a aceitar senhores de quinta categoria, cingidos em togas e vestimentas reais a decidirem sobre questões que caberiam a nós, pela prerrogativa do voto. Mas o sistema é esperto. E sabe que precisa agir também no voto de cada um, para se perpetuar sistema. Por isso, é preciso que a sociedade se manifeste, escolhendo melhor seus representantes. E aqui, falo para minha Igreja Católica, é preciso uma participação mais incisiva do clero, evangelizando, e orientando os fiéis na escolha do voto. Não como tem feito hoje em dia, lançando leigos engajados e até sacerdotes como candidatos políticos. Mas como fonte de saber e formadora de opinião.

Hoje, aprovaram o aborto de anencéfalos, sob a égide de uma falsa liberdade de escolha da mulher. Talvez mais tarde, aprovem a eutanásia, como Holanda e Bélgica o fizeram, obrigando os idosos a morrerem em casa, visto que nos hospitais se faz dever dos médicos matá-los, para reduzir os custos para o Estado. Hoje, são as crianças que têm seu direito a vida questionado. Quem será amanhã?

Belo Horizonte, 13 de abril de 2012.