sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Amor, Sofrimento e Rosas

Por Deiber Nunes Martins

Uma das primícias do amor, um de seus maiores trunfos, é nos fazer melhores a cada momento. O amor tem esta capacidade em si mesmo, de transformar, mudar uma estrutura. Quando amamos, o amor que está em nós toma conta de todo o nosso ser, nos curando de todo mal. Sim, o amor é fonte de cura. E quanto mais eu amo, mais livre eu sou e mais eu posso amar.
É por essas e outras que eu fico a pensar em minha amada. E nas coisas que ela me diz. Coisas singelas, pedaços de idéias que ficam suspensas na mente, até encontrarem repouso em alguma área de minha vida. Uma das coisas que ela tem me dito com freqüência é que tem sentido em meus textos, uma angústia, uma tristeza que ela não consegue definir. Outra coisa que ela tem me dito é que eu torno o dia dela mais feliz. Duas idéias que estão prestes a encontrar repouso em minha vida, por meio deste texto.
A primeira delas é a angústia. Realmente, alguns de meus textos transmitem angústia, tristeza, um desejo sublimado de felicidade. Uma felicidade que por vezes parece distante de mim. Mas esta angústia, esta tristeza em sua maior parte é o meu estilo de expor minhas idéias. De todo modo, estar longe de minha amada me deixa mais sensível, um pouco mais acabrunhado. Sinto-me que passei muito tempo longe dela e não quero mais ficar longe nem um minuto. O engraçado é que a saudade quando aperta no peito não me deixa perceber o quão perto estamos um do outro. A saudade encobre o estar perto (So close) mesmo estando longe. Porque a necessidade da presença física é inerente as nossas limitações como ser humano. É o homem velho marcando presença...
Todavia, nenhum sofrimento é maior do que o sofrimento da pessoa que amamos. A dor da mulher amada é maior que a nossa. E é muito simples o porquê. Quando amamos, tornamos parte do outro mas não temos idéia da dimensão desta dor. Não ter esta idéia faz doer mais.
De todo modo, o sofrimento é inerente ao Cristão. Somos discípulos de Jesus se tomamos a nossa Cruz e o seguimos. Talvez, a amada de minha vida esteja neste momento passando por uma situação de sofrimento. E se assim o for, eu não tenho dúvidas de que ela está segurando a sua Cruz. Mas não está sozinha, Jesus está com ela e eu também. Ajudando a carregar a cruz de cada dia.
O amor é isso. É uma decisão. A decisão de ajudar o outro a carregar a cruz de cada dia. A cruz é pesada mas estamos juntos! Todo o sempre!
Nós somos como as rosas. O sofrimento é como a chuva que cai. Uma chuva gelada que molha a rosa, machuca suas pétalas. A faz sofrer. Mas esta chuva é necessária! Sem ela, como a rosa se mantém bonita? A chuva é importante, o sofrimento é importante. Tente escutar Jesus te dizendo: “Coragem! Eu venci o mundo! E por meio do sofrimento minha presença passa a ser realidade em sua vida, porque você percebe a sua cruz de cada dia. Mas além disso, você tem a possibilidade de encontrar um Simão Cirineu pelo caminho...”Jesus nos ensina a ser melhores porque nos ama. Ele não é um mágico, que nos faz acreditar que com um estalar de dedos todas as dores cessam. Jesus nos mostra que o sofrimento é a água de chuva que precisamos para florescer e dar frutos. Muitos frutos.
Também assim é o meu amor. Volto as duas idéias que ela lançou em minha mente. A primeira delas, a do sofrimento. Todo ele me fará florescer e dar frutos. Assim como o sofrimento dela fará o mesmo. Além disso, estamos juntos! A segunda idéia, a de que eu torno o seu dia mais feliz. Esta verdade é recíproca. O meu dia é mais feliz, graças a amada de minha vida. E por ela existir, eu posso ser melhor a cada dia. O meu caminho para o céu, para a santidade, só é possível, por ela existir.
Assim, amor, sofrimento e rosas é parte de nossas essências. Desta forma, da próxima vez que sentires o sofrimento à flor da pele, pense nas rosas e no bem que a chuva lhes faz, mesmo que a faça sofrer com suas gotas.
Para concluir, faço minhas as palavras da amada minha vida, Bi, a minha minina, única:
“Viver é bem melhor quando se ama de verdade.”

Belo Horizonte, 29 de Fevereiro de 2008.

Um comentário:

Barbara disse...

Minino,

Na vida o sofrimento é necessario,para o amadurecimento em muitas circunstância..No entanto,nessa via crucis,ter sempre um cirineu é o que torna o caminho menos doloroso e nos traz a certeza de que não estamos sozinhos!
Amo vc...Pra sempre!
bj,Orquidea