sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Sobre Pessoas e Lugares

Por Deiber Nunes Martins

Este texto é um pequeno ensaio sobre duas realidades que se encontram. No mundo globalizado de hoje, é tão comum pessoas de diferentes regiões travarem relacionamentos. De todo modo, há tanto ceticismo em torno deste tipo de romance que as pessoas acabam se fechando para as outras no tocante a distância.
Gosto da internet por esta proximidade que ela permite entre pessoas e coisas, realidades distintas que se unem pela fibra óptica. Acho isso uma maravilha de Deus para os homens e tenho pensado muito a este respeito. Todavia, ao adentrar em uma sala de bate-papo é comum encontrarmos pessoas que em seu primeiro contato conosco, querem saber de onde somos. Quando percebem que somos de outras cidades e regiões, encerram o papo ou se desculpam dizendo, "Desculpa, você está longe, não vai dar pra gente conversar." Tudo fruto da desconfiança em relação ao desconhecido, ao que está distante. E elas não estão erradas. O mundo caótico que vivemos macula o nosso relacionar-se com o outro, de modo que ficamos sempre com o famoso "Pé Atrás". Assim, acabamos por perder oportunidades pelo medo de arriscar. Porque se no real, um encontro já se faz perigoso, imagina quando ele nasce no virtual?
Mas não vou me ater neste texto, sobre o virtual. Sou o namorado de uma linda flor que mora bem longe de mim. Em outra cidade, em outro estado, em outro lugar. Centenas de quilômetros de distância nos separam fisicamente, mas o amor de Deus tem sido bem mais eficiente que a fibra óptica e encurtado esta distância de modo tão assustador, que sou capaz de sentir o suave perfume de minha amada, aqui do meu lado, enquanto digito este texto.
O grande dilema deste encontro de pessoas e lugares é a fusão de dois universos. Estamos acostumados a fixar raiz. A nossa cultura não prega o nomadismo, assim, as pessoas nascem, crescem e morrem num mesmo lugar. Num mesmo mundo. Quantos conterrâneos meus morrerão sem ao menos conhecer outro estado deste Brasil? Somos bem poucos os que têm o privilégio de viajar para outros lugares e outras realidades. Sou inteiramente grato a Deus pelas oportunidades que ele me deu e me dará.
Assim, o meu louvor é justificado porque nesta possibilidade de viver outra realidade, ao menos que por alguns dias, me é permitido por Deus Pai, conhecer a Mulher da minha vida. Fui a outro mundo, buscar minha amada. E por ela, iria a qualquer lugar.
As pessoas não são as mesmas e nem os lugares. Mas o amor é o mesmo amor em qualquer esquina deste mundo. O amor é um só, é um sentimento bom, único que nos faz melhores em qualquer lugar. Portanto, onde quer que as nossas realidades se encontrem, amada minha, seremos um só. E seremos felizes, porque Deus quer assim. E distância nenhuma no mundo é capaz de desafiar o amor, quando Ele é de Deus.
Em minha fé, deposito os nossos sonhos. E em meu Deus, toda minha fé. Assim como uma caixa de sonhos que coloco no baú de minha fé, que entrego nas mãos do nosso Deus. Pessoas e lugares podem ser diferentes mas se unem pelo amor. Um só amor.

Belo Horizonte, 15 de fevereiro de 2008.

Um comentário:

Barbara disse...

Mon cher,

A capacidade que o ser humano tem de confiar no outro pode abrir portas para o desconhecido e acmia de tudo para o novo que Deus oferece,um bocadinho de prudencia é necessario,no entanto,fechar as portas para o desconhecido e para o novo,é perder a oprtunidade de ser feliz!
Sou grata por vc ir alem,por vc não ter fechado as portas para mim e para a distancia que nos separava,porque hoje a distancia é so uma desculpa para aumentar nossa saudades...
Estamos juntos,sempre...
Quem ama não perde tempo!
Amo vc!
Orquidea