segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nossa Senhora de Montligeon


Por Deiber Nunes Martins

Fonte Kátia Bizan, no blog "Mãe Amada"

Muitos dos nossos irmãos protestantes, separados, não entendem o porquê das orações aos mortos. Não há no meio doutrinal deles tal preocupação. No entanto, muito das nossas orações, muito das nossas intercessões deve ser direcionado para os fiéis defuntos. No ritual da Santa Missa, temos o momento das orações aos mortos. E também nós na rotina diária, sempre que possível, devemos elevar nossos corações aos céus e clamar pelas almas no purgatório. Clamar pela misericórdia divina. A idéia é simples: se rezamos pelos mortos, Deus reza pela gente. E Nossa Mãezinha do Céu também nos ensina esta intercessão.
Muitos acreditam que não faz sentido rezar pra quem já morreu. Entretanto, também os mortos carecem da nossa oração. Na oração do Santo Terço vemos a seguinte jaculatória: “Oh, Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Oh, meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as nossas almas para o Céu e socorrei aquelas que mais precisarem da Vossa Misericórdia.” Tomando a Sagrada Escritura, no livro dos Macabeus, também percebemos esta necessidade de orar por quem já morreu.
Nossa Senhora de Montligeon vai nos ensinar um pouco mais sobre esta necessidade.
O lugar deslumbra. Imagine você passeando pelos campos da Normandia, na França. E ao fazer uma curva na estrada você se depara com uma basílica imponente. Assim é o Santuário de, onde todos os dias desde o século XIX, reza-se pelos fiéis defuntos. E onde as pessoas podem ouvir uma palavra de reconforto pela perda de um ente querido.

O nascimento do Santuário está ligado à história de um padre, O Père Paul Buguet . Dois anos antes de ser nomeado pároco dessa pequena cidade. O Padre Buguet, ainda jovem sacerdote estava profundamente aflito por três falecimentos que tinham ocorrido em sua família.

No dia 1 de novembro de 1876, seu irmão Augusto foi esmagado pela queda de um sino da Igreja de Nossa Senhora de Mortagne. “E sua alma?” pensava então o jovem padre. Esse acidente trágico foi seguido pela morte de duas sobrinhas, de 12 e 16 anos. “A necessidade de aliviar as almas do purgatório .... É preciso que eu trabalhe por libertar essas almas”, anotou ele em seu diário.

A idéia de criar uma ordem para esse fim, germina então em seu espírito. E ela vai se tornar realidade em La Chapelle-Montligeon. Uma das preocupações do Padre era a de rezar e fazer rezar por todos os defuntos, sobretudo por aqueles que não têm quem reza por eles .

Depois de varias providências, obteve a aprovação do Bispo de sua diocese para os estatutos de sua associação. Tornou-se como ele mesmo dizia o emissário das almas do purgatório, indo de diocese em diocese para construir sua obra..

Em 1887, ele se lança a uma nova aventura: “Procuro conciliar essa dupla finalidade: propagar a oração pelas almas do purgatório e por outro lado, obter por meio delas um meio de fazer viver o operário. Com eleito, tendo chegado a Montligeon, ele ficou tocado pela pobreza material e humana dos habitantes da cidade. Ele fundou então uma gráfica para publicar boletins da obra e dar empregos dessa forma.

Em 1887, após a primeira peregrinação organizada ao local , o fluxo de peregrinos começou a crescer de toda a Franca e do exterior. O renome de Nossa Senhora de Montligeon estendeu-se pouco a pouco pelo mundo. Em sua obra o Pe. Buguet foi encorajado pelo Papa Leão XIII.

Dia 4 de junho de 1896, a primeira pedra da futura basílica foi benta.

Em maio de 1905, o coro e a nave principal foram terminadas.

A primeira missa foi celebrada em 1 de junho de 1911.

A 14 de junho de 1918 faleceu o Pe. Buguet.

Belo Horizonte, 24 de maio de 2010.

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