terça-feira, 3 de janeiro de 2017

3º dia, Nossa Senhora dos Remédios



Por Deiber Nunes Martins

A origem de Nossa Senhora dos Remédios vem da Ordem da Santíssima Trindade, cujos fundadores, São João da Mata e São Félix de Valois tinham como objetivo recuperar prisioneiros e escravos. Conhecidos como trinitários, os frades da Ordem da Santíssima Trindade, numa determinada ocasião quando precisavam de uma ajuda de Maria, resolveram adornar as imagens e altares em honra a Nossa Senhora dos Remédios.
A devoção da Nossa Senhora dos Remédios é muito popular em Portugal e na Espanha. E foi trazida ao continente americano pelos colonizadores. A primeira igreja em honra a Virgem dos Remédios na América foi erguida no México em 1575. No Brasil, as igrejas mais conhecidas em honra a Nossa Senhora dos Remédios ficam em Paraty, no Estado do Rio de Janeiro e na Ilha de Fernando de Noronha, onde a única igreja existente é a matriz de Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1737.
A imagem de Nossa Senhora dos Remédios retrata a Virgem Maria de pé, com o Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo e a mão direita estendida. Ela veste uma túnica, um manto e um véu curto a cobrir parte dos seus cabelos.

OREMOS:

Oh Virgem dos Remédios, vós que sois a padroeira da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, cujos frades trinitários difundiram vossa devoção pelo mundo, chegando ao Brasil, olhai pelas nossas instituições de saúde, sobretudo às públicas. Fazei com que aqueles que necessitem de cuidados e ajuda médica, a obtenham com dignidade. Olhai pelas pessoas que sofrem nos hospitais e postos de saúde a espera de atendimento, a espera de um leito. Oh Maria Santíssima, fazei com que os governantes dediquem tempo, esforços e os recursos públicos de forma eficiente na saúde, acabando assim com o caos na saúde pública.
Nossa Senhora dos Remédios, velai por nós!

REFERÊNCIAS:

BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Editora Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.
Site da Ordem da Santíssima Trindade. Disponível em http://www.trinitarios.com.br/2011/03/nossa-senhora-do-bom-remedio.html



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2º dia, Nossa Senhora La Nube



Por Deiber Nunes Martins

No ano de 1696, o bispo de Quito (Equador), dom Sancho de Andrade e Figueroa, estava muito doente. Desenganado pelos médicos, já recebia a Extrema Unção. O povo, compadecido, resolveu fazer uma procissão com a imagem de Nossa Senhora de Guapulo até a Catedral de Quito.
Quando a procissão chegou ao adro da Igreja de São Francisco, o Pe. José de Ulloa, avistou no céu, a Virgem Maria e entre gritos de “A Virgem! A Virgem!”, chamou a atenção de todos, que avistaram Nossa Senhora na Nuvem (La Nube, em espanhol), com o Menino Jesus nos braços. A partir daquele momento, milagrosamente o bispo ficou curado.
Em homenagem, dom Sancho autorizou o culto à Nossa Senhora da Nuvem e mandou erguer um altar à ela.

OREMOS: 
Oh Virgem da Nuvem, olhai pelos enfermos e pelos idosos, que por conta da doença e da senilidade, dependem dos outros para tudo. Ajudai-os a ter uma vida digna e saudável e abrandai o nosso egoísmo, para que possamos servir com qualidade à Igreja que sofre.
Nossa Senhora de La Nube, rogai por nós!

REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.
Portal A12 – Santuário Nacional de Aparecida. Disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-da-nuvem



domingo, 1 de janeiro de 2017

1º dia, Nossa Senhora Mãe de Deus





Por Deiber Nunes Martins

Um embate de ideias marca a história desta devoção mariana. De um lado, Nestório, presidente do Patriarcado de Constantinopla, pregava que Maria não era Mãe de Deus, era mãe somente do Cristo homem. De outro lado, São Cirilo, que afirmava que Jesus não possuía duas naturezas distintas, mas uma só, em que sua humanidade e sua divindade se formavam, e assim, Maria era sim, a Mãe de Deus.
Foi o magistério da Igreja, por meio do Concílio de Éfeso, convocado pelo Papa São Celestino, em 431, que afirmou ser legítima a denominação de Maria como Mãe de Deus (Theotókos). Tão logo o povo tomou conhecimento da resolução final do Concílio, proclamou em alta voz: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte.” Formava-se ali, proferida pelo povo, o complemento da oração do Anjo Gabriel, a Ave Maria.
No entanto, a devoção a Nossa Senhora Mãe de Deus é mais antiga que o Concílio, uma vez que as comunidades cristãs já celebravam Maria como a Mãe de Nosso Senhor. É a primeira festa mariana da Igreja do ocidente.
A festa da Mãe de Deus é comemorada no primeiro dia do ano. Este dia é Dia Santo de Guarda, dia de irmos à Igreja celebrar. E celebramos em homenagem à Virgem Maria que por meio de seu fiat (faça-se) tornou-se a Mãe de Nosso Deus.
Não crer nesta verdade é questionar a divindade de Jesus. Ele é Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. O Concílio Vaticano II, por meio da Constituição Dogmática Lumen Gentium, ratificou este dogma. A imagem da Mãe de Deus é representada pela figura de Maria em pé, segurando o Menino Jesus. Em outras imagens, Maria aparece ao lado de São José, ajoelhados, adorando o recém nascido.
Em Portugal, esta devoção teve sua origem no reinado de Dom João II, no século XV, por iniciativa de sua esposa, a rainha Leonor. No Brasil, a devoção a Theotókos chegou quando o país ainda era colônia de Portugal e logo se instalou nas igrejas e capelas construídas em Pernambuco e na Bahia.
OREMOS: Maria, Mãe do Nosso Deus, obrigado por teu sim. É por causa dele que chegou a nós a salvação. Obrigado Maria! Ajuda-nos a sermos fiéis ao projeto de Teu Filho em nossa vida. Abençoa este ano que se inicia, Mãe, e que em todos os dias desse ano, saibamos fazer a vontade de Deus acontecer em nossas vidas. Amém!
Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:
ALVES, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos – Um Mês com Nossa Senhora. São Paulo, Ed. Paulinas, 2013.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

sábado, 31 de dezembro de 2016

2017, o Ano de Nossa Senhora











Por Deiber Nunes Martins

Em 2016, Ano da Misericórdia, começamos este projeto dos títulos de Nossa Senhora. A intenção era ao longo do ano, trazer aqui no Blog, um nome dado a Maria em cada dia do ano. Infelizmente não foi possível concluir a tarefa, dada a grandeza da empreitada. Então, resolvemos continuar o projeto em 2017. Agora, com boa parte dos estudos concluídos. 
Tentaremos a cada dia trazer um título mariano em destaque, dando prioridade à santa do dia. Não é uma regra fixa, mas um objetivo, até mesmo porque em algumas datas do ano, a Virgem Maria é festejada até em 10 (dez) nomes diferentes! Com o passar do tempo, veremos que a devoção mariana é algo particular de cada região, mas com algo bem em comum: o amor pela Mãe de Jesus.
De certa forma, buscaremos contar esta história. Ressaltando as limitações de tempo e escopo, mas com fidelidade e perseverança. De modo a contribuir para que mais pessoas conheçam a fundo a Mãe de Jesus, a amem e a venerem, como ela merece ser amada e venerada. Se até nos lugares onde a fé em Cristo Jesus é muito pequena, Maria tem seu lugar de devoção e destaque, porque não nós cristãos, não iremos amar e exaltar nossa Mãe do Céu?

Um abraço e um ótimo 2017 a todos nós!

Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2016.

sábado, 9 de janeiro de 2016

9º Dia, Nossa Senhora da Ternura




Por Deiber Nunes Martins
O ícone que representa Nossa Senhora da Ternura é o mesmo de Nossa Senhora Glykofilusa. Pertence a escola cretense do século XVII. Nossa Senhora da Ternura tem como principal característica mostrar a singela e estreita relação entre Mãe e Filho. Mãe e filho num laço de ternura, nos ensinam que o amor é a única lei a ser seguida.
O ícone traz Maria carregando seu Filho, com as vestes daquele tempo, inclusive o mafórion, bem tradicional àquela época. Jesus menino, usa trajes de adulto mas apresenta as expressões delicadas de uma criança que sente na Mãe o carinho e a proteção necessários à sua vida.

OREMOS:
Oh Maria Santíssima, Virgem da Ternura, fortalecei em nós a amabilidade, o carinho com os nossos filhos. Que possamos suprir todas as suas carências afetivas para que eles se desenvolvam de forma saudável. Ensina-nos, oh Mãe, a valorizar a ternura em nossas relações interpessoais de modo a fazermos do mundo um lugar melhor para se viver.
Nossa Senhora da Ternura, rogai por nós!

REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.



Belo Horizonte, 09 de Janeiro de 2016 - Ano da Misericórdia.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

8º Dia, Nossa Senhora do Caminho




Por Deiber Nunes Martins
Devoção de origem portuguesa, a história de Nossa Senhora do Caminho é cercada de lendas. Uma das mais conhecidas é a de que num dia de primavera, algumas crianças tangiam umas cabrinhas quando se depararam com a Virgem Maria, belíssima e esplendorosa. Amedrontados, tentaram fugir mas a imagem de Nossa Senhora era tão encantadora que não conseguiam se afastar. Ainda mais ao ouvirem a doçura de sua voz a lhes dizer para não terem medo. Maria ainda lhes disse que a invocassem como Nossa Senhora do Caminho.
Tempos mais tarde, um frade dominicano encontrou uma imagem de Nossa Senhora do Caminho e a levou para o mosteiro. Por duas vezes, a imagem desapareceu do mosteiro, voltando a aparecer no mesmo lugar onde o frade a havia encontrado. Os frades então, decidiram construir ali uma capela em honra a Nossa Senhora do Caminho.
Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, sempre foi um fiel ardoroso de Nossa Senhora. E a primeira capela que os jesuítas construíram foi em honra a Nossa Senhora do Caminho, padroeira dos viajantes e peregrinos.
OREMOS:
Nossa Senhora do Caminho, abençoai nossos caminhos, sede em nosso favor, Virgem soberana. Livrai-nos das armadilhas do inimigo nas estradas por onde passarmos. Abençoai os caminhoneiros, aqueles que tiram da estrada o seu pão de cada dia.
Nossa Senhora do Caminho, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.

Belo Horizonte, 08 de Janeiro de 2016 - Ano da Misericórdia.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

6º Dia, Nossa Senhora Rainha do Amor




Por Deiber Nunes Martins

Trata-se de uma aparição da Virgem Maria em 1985, ao italiano Renato Baron. Ela se apresentou como Rainha do Amor. Em sua mensagem a Renato, disse:
“Tu não és o único que sofre. Os pecados são a origem de todos os males deste mundo...”
Maria pediu ao italiano que dissesse a todos os sofredores que eles deveriam sacrificar-se pela conversão dos pecadores. Maria apareceu outras vezes até 1991 e em suas aparições sempre pedia que os pecadores se convertessem e buscassem a santidade.
OREMOS:
Oh Maria, ajudai-nos no caminho de conversão. Que esta seja sempre a nossa estrada. Fazei com que tomemos asco pelo pecado e assim mudemos de vida.
Nossa Senhora Rainha do Amor, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.



Belo Horizonte, 06 de Janeiro de 2016 - Ano da Misericórdia.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

5º Dia, Nossa Senhora a Antiga




Por Deiber Nunes Martins

No Sec. XIV, após a reconstrução da Catedral de Sevilha, a imagem de Nossa Senhora do primeiro templo, foi preservada. Assim a chamaram de Santa Maria a Antiga. Naquele mesmo tempo, Vasco Nunes de Balboa e Martin Fernandez de Enciso levaram esta devoção ao Panamá.
Como tiveram de enfrentar os nativos em sangrenta batalha, prometeram a Nossa Senhora que dariam ao povoado onde chegaram, seu nome, caso saíssem da batalha com vida. Vitoriosos, cumpriram a promessa e nomearam o povoado de Cacique Cêmaco de Santa Maria, a Antiga. Em 1513, o Papa Leão X criou em Santa Maria a Antiga, a primeira diocese do Panamá e a capela da Virgem foi elevada a Catedral.
A partir de 1524, a diocese de Santa Maria a Antiga foi trasladada para a recém fundada cidade do Panamá e tornou-se a padroeira do Panamá.
OREMOS: 
O Maria a Antiga, intercedei pelo povo panamenho e por todos nós vossos devotos. Rogai por nós a fim de que saibamos vivenciar a alegria do Evangelho e assim transmitir ao mundo uma mensagem de amor, de paz e de esperança.
Nossa Senhora a Antiga, rogai por nós!

REFERÊNCIA:
Zanon, Fr. Darlei.  Nossa Senhora de Todos os Nomes - Orações e história de 260 Títulos Marianos. Ed. Paulus, São Paulo, 2013.



Belo Horizonte, 5 de Janeiro de 2016 – Ano da Misericórdia.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

4º Dia, Nossa Senhora de Vailankanni


Por Deiber Nunes Martins
A cidade de Vailankanni na Índia foi onde a Virgem Maria apareceu em 1550. Um jovem pobre da região, enquanto bebia água, avistou Nossa Senhora que lhe pediu água para beber. Ele serviu-lhe a água que havia enchido seu pote. Quando chegou em casa, percebeu que o pote estava cheio e a água havia se transformado em leite.
Semanas depois, Nossa Senhora Apareceu a um paralítico e seus movimentos lhe foram restituídos.
Impressionados com as aparições de Maria, os indianos construíram a basílica de Vailankanni que é hoje o maior santuário católico da Índia e centro de peregrinações.
OREMOS:
Nossa Senhora de Vailankanni, abençoa os católicos de todo o mundo, sobretudo nos lugares onde os cristãos são minoria, como na Índia. Olhai pelos cristãos que são perseguidos e pelos missionários que levam a Boa Nova de Cristo por todo o mundo.
Nossa Senhora de Vailankanni, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.










domingo, 3 de janeiro de 2016

3ºdia, Nossa Senhora dos Remédios




Por Deiber Nunes Martins

A origem de Nossa Senhora dos Remédios vem da Ordem da Santíssima Trindade, cujos fundadores, São João da Mata e São Félix de Valois tinham como objetivo recuperar prisioneiros e escravos. Conhecidos como trinitários, os frades da Ordem da Santíssima Trindade, numa determinada ocasião quando precisavam de uma ajuda de Maria, resolveram adornar as imagens e altares em honra a Nossa Senhora dos Remédios.
A devoção da Nossa Senhora dos Remédios é muito popular em Portugal e na Espanha. E foi trazida ao continente americano pelos colonizadores. A primeira igreja em honra a Virgem dos Remédios na América foi erguida no México em 1575. No Brasil, as igrejas mais conhecidas em honra a Nossa Senhora dos Remédios ficam em Paraty, no Estado do Rio de Janeiro e na Ilha de Fernando de Noronha, onde a única igreja existente é a matriz de Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1737.
A imagem de Nossa Senhora dos Remédios retrata a Virgem Maria de pé, com o Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo e a mão direita estendida. Ela veste uma túnica, um manto e um véu curto a cobrir parte dos seus cabelos.

OREMOS: 

Oh Virgem dos Remédios, vós que sois a padroeira da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, cujos frades trinitários difundiram vossa devoção pelo mundo, chegando ao Brasil, olhai pelas nossas instituições de saúde, sobretudo às públicas. Fazei com que aqueles que necessitem de cuidados e ajuda médica, a obtenham com dignidade. Olhai pelas pessoas que sofrem nos hospitais e postos de saúde a espera de atendimento, a espera de um leito. Oh Maria Santíssima, fazei com que os governantes dediquem tempo, esforços e os recursos públicos de forma eficiente na saúde, acabando assim com o caos na saúde pública.
Nossa Senhora dos Remédios, velai por nós!

REFERÊNCIAS:

BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Editora Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.
Site da Ordem da Santíssima Trindade. Disponível em http://www.trinitarios.com.br/2011/03/nossa-senhora-do-bom-remedio.html





Belo Horizonte, 3 de janeiro de 2016 – Ano da Misericórdia.


sábado, 2 de janeiro de 2016

2º Dia, Nossa Senhora La Nube




Por Deiber Nunes Martins

No ano de 1696, o bispo de Quito (Equador) estava muito doente. O povo, compadecido, resolveu fazer uma procissão com a imagem de Nossa Senhora de Guapulo até a Catedral de Quito.
Num dado momento da procissão, o Pe. José de Ulloa, avistou no céu, a Virgem Maria e entre gritos de “A Virgem! A Virgem!”, chamou a atenção de todos, que avistaram Nossa Senhora na Nuvem (La Nube, em espanhol), com o Menino Jesus nos braços. A partir daquele momento, milagrosamente o bispo ficou curado.
Em homenagem, foi erguido um altar a Nossa Senhora de La Nube.
OREMOS: 
Oh Virgem da Nuvem, olhai pelos enfermos e pelos idosos, que por conta da doença e da senilidade, dependem dos outros para tudo. Ajudai-os a ter uma vida digna e saudável e abrandai o nosso egoísmo, para que possamos servir com qualidade à Igreja que sofre.
Nossa Senhora de La Nube, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.

Belo Horizonte, 02 de Janeiro de 2016 - Ano da Misericórdia.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

1º dia, Nossa Senhora Mãe de Deus



Por Deiber Nunes Martins

O magistério da Igreja, por meio do Concílio de Éfeso em 431, afirma ser legítima a denominação de Maria como Mãe de Deus (Theotókos).

Comemoramos no dia 1 de janeiro esta solenidade. E este é um Dia Santo de Guarda que segundo o Catecismo da Igreja Católica é um dia de ir à Igreja celebrar a Santa Missa. E celebramos em homenagem à Virgem Maria que por meio de seu fiat (faça-se) tornou-se a Mãe de Nosso Deus.

Não crer nesta verdade é questionar a divindade de Jesus, a sua origem. Jesus é Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, nascido de uma Mãe, Maria, esposa de José que mesmo à guisa dos riscos de ser rejeitada na época por seu noivo, disse seu SIM e trouxe ao mundo, seu Salvador.

OREMOS: Maria, Mãe do Nosso Deus, obrigado por teu sim. É por causa dele que chegou a nós a salvação. Obrigado Maria, Mãe do Nosso Deus! Ajuda-nos a sermos fiéis ao projeto de Teu Filho em nossa vida. Amém.
Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!

Referência: Alves, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos - Um mês com Nossa Senhora. São Paulo: Ed. Paulinas, 2013.



Belo Horizonte, 01 de janeiro de 2016 - Ano da Misericórdia.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016, Ano da Misericórdia. Ano de Maria





Por Deiber Nunes Martins

Foi ao final de 2015 que percebi interiormente a necessidade de viver um ano de 2016 mais próximo de Nossa Senhora. Talvez seja porque o lema “Tudo por Jesus, nada sem Maria” esteja inerente a realidade de vida de todos nós. E mesmo quem não perceba, seja por desconhecimento ou por diferença de credo, caminha seus passos nesta terra sempre tendo de um lado Jesus e do outro Maria.
O desafio de uma vida só, onde somos inteiramente em essência de Deus, nos faz confrontar nossa caminhada espiritual com a caminhada da Mãe de Nosso Senhor. Maria viveu a nossa vida a exceção do pecado. E para cada situação, para cada passo, para cada mexida no tabuleiro de xadrez que são as nossas escolhas, Maria traz uma lição bem mais que importante: essencial.
Quem me acompanha neste blog, sabe que não tenho sido muito fiel tampouco constante em minhas postagens. Tenho escrito muito pouco. E quero mudar isso. Quero calejar minha mente e meus dedos de tanto escrever. É só um desejo. Mas um desejo que me manterá vivo neste ano. Contudo, na fantástica ilha da inspiração, só consigo ver ultimamente o branco da neve de um inverno rigoroso. Crise criativa? Sei lá, o que importa é buscar em algum canto por aqui as motivações das ideias, os fios de história. Quem sabe assim, não faz-se nova a minha vida?
Também por esta razão e aproveitando o ensejo, é que pensei 2016 como alguns meses em que passei com a Mãe de Jesus. Só que um mês foi pouco e um mês fica no esquecimento. Quem sabe um ano?! O desafio de viver um ano inteiro estudando, pesquisando, resenhando e escrevendo sobre Maria, pareceu-me bem interessante. E assim, que se faça!
Ancorando-me na literatura e no próprio “Sr. Google”, quero descobrir junto de vocês cada título da Mãe de Nosso Senhor. Já ouvi falar que se tem notícia da existência de mais de 2 mil títulos e contando! Então, temos muito a descobrir.
A cada dia, um nome da Mãe de Deus quero trazer pra vocês. Dos mais conhecidos, como Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, até os mais estranhos como Nossa Senhora das Febres e Nossa Senhora dos Trinta e Três. Em um post futuro, falarei das fontes de estudo que me orientarão neste trabalho e que me permitirão este extraordinário conhecimento mariano.
Portanto, que Deus nos abençoe na caminhada e que Maria caminhe à nossa frente desvendando sua história a todos nós. Que percebamos que em todo momento da vida humana na era cristã, sempre existiu alguém que não dispunha de vinho em sua vida e este lhe foi reposto, pelo Filho, graças a intercessão da Mãe.
Nossa Senhora de Todos os Nomes, de Todas as Gentes, rogai por nós!


Belo Horizonte, 02 de Fevereiro de 2016 – Ano da Misericórdia.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Bárbara




Bárbara

“A sua maneira de ser para mim
Já poda o que há de ruim...” (Maninho)


Por Deiber Nunes Martins

Em teus versos encontramos um sonho
Em minha melodia o desabrochar de uma flor
Em teu olhar ajuntamos nossos desejos
Em meu peito, recostamos nosso amor.

Do improvável da distância nasceu amizade
De impensável projeto, brotou a paixão
De melhor amiga à minha doce namorada
Do nosso namoro, um só coração.

E você e eu tornamos em Deus realidade
Nós dois em prosa e verso fizemos canção
O amor encontrou em nós sua morada
Em nossa caminhada rejubila a Criação.

Uma só chama a inflamar nossas vidas
Unindo todo o Céu a nosso favor
Unindo nós dois à mesma esperança
Acendendo na gente a chama do amor.

Amo-te.


Belo Horizonte, 04 de Dezembro de 2015.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Quem Pensa o Brasil?

Segunda Parte: Os Pecados da Esquerda Brasileira

Por Deiber Nunes Martins

Que ninguém pense que a onda de ódio contra o governo de esquerda brasileiro e mais especificamente o Partido dos Trabalhadores, tenha sido produzida sem nenhum motivo, porque não foi. A esquerda brasileira desde que alcançou o poder, é mais vilã que vítima. E seus pecados, os mais diversos, fazem cada vez mais com que a sociedade civil tome as dores de nossa fracassada oligarquia, destituída do poder.
O escândalo do mensalão, protagonizado pelo alto escalão do governo, suplantou os pequenos deslizes do início do mandato petista, como o mal explicado assassinato do prefeito de Santo André. A maneira como os generais petistas lidaram com a situação foi o primeiro dos grandes erros da esquerda no poder: colocar no presidente as vestes de “marido traído” ao invés de blindá-lo do escândalo, o enfraqueceu perante a opinião pública. E o tea party brasileiro aproveitou bem esse erro, quando das eleições de 2006. O candidato das oposições, Geraldo Alckmin deve sua ida ao segundo turno desse pleito a bem arquitetada operação de vincular a imagem de Lula ao mensalão. Inocente ou não, Lula demonstrou sua força ao vencer por mais de 60% dos votos ao seu rival do PSDB.
Ancorado no mote da “Privataria Tucana”, o governo petista deveria ter questionado duramente as privatizações empreendidas pelo governo FHC, assim como os demais erros deste governo. Ainda, como a cereja do bolo, questionar o retrógrado apoio do governo e da mídia ao coronelismo, tão incompatível com nossos tempos. Lula e seus blue caps, perderam a oportunidade de minar os esforços da enfraquecida direita brasileira, num momento onde seu governo tinha mais crédito, com quase 90% de popularidade. Em política, o jogo de informação e contra -informação não pode ser deixado em segundo plano. E acreditando no “bom-mocismo” das oposições, a esquerda cometeu esse pecado.
Outro grande pecado da esquerda no poder, foi à negligência às demandas nacionais por reformas tributária e política. Lula estava recém-promovido ao poder, deteve a opinião pública nas mãos por algum tempo. Era o momento de mexer na ferida putrefata que sustenta o poder legislativo e dilapida quem quer produzir neste país. Acabar com o financiamento empresarial de campanha, seria uma forma de acabar com o clientelismo, a corrupção e o tráfico de influência que tomaram conta do governo nos anos seguintes. E aquele momento era o mais propício: que deputa em sã consciência ousaria se opor a uma proposta o presidente tido como “O cara”, por Barack Obama?!
Por conta de sua popularidade, Lula conseguiria fazer qualquer um, seu sucessor. E para tal, escolheu a sisuda Dilma Rousseff para lhe suceder. E o primeiro mandato dela foi exitoso, a se descontar a escabrosa adoção do termo “presidenta”. Dilma começou tentando pôr freio na ganância grupos financeiros que não repassavam a redução das taxas de juros ao varejo. Parecia que Dilma venceria a queda de braço com os bancos, mas as medidas tomadas em seguida mostraram-se desastrosas. Um grande erro do primeiro mandato de Dilma foi amparar o crescimento da economia brasileira na ampliação do crédito para consumo. A redução do IPI para os veículos e a facilidade de acesso ao crédito fez com que a indústria automobilística lucrasse como nunca nesse país, mesmo sem garantias de liquidez para tal. O crescimento modesto do Brasil no período, em comparação com todos os seus colegas de BRICS já indicava que algo não acabaria bem.
Deste modo, quando Dilma retirou o incentivo ao consumo, a economia brasileira entrou em colapso. A crise econômica bateu à nossa porta, acompanhada de um novo escândalo: o chamado petrolão. Escândalo esse que por muito pouco, não custou o segundo mandato de Dilma. As provas contundentes de que a maior empresa estatal do país e uma das maiores petrolíferas do mundo vinha sendo roubada deu novo ânimo aos senhores do tea party que, seduzidos pelo projeto do mineiro Aécio Neves de chegar a presidência da república, como seu avô, trabalharam e muito para criar o clima de insurgência e ódio nacional.
Os protestos de junho de 2013 mostravam claramente que o povo queria mudanças profundas no país. Também mostravam que não era da oposição que se esperava que tais mudanças viriam. Tanto que a turma de Aécio não lucrou nada com os protestos. Dilma, por sua vez, levou a esquerda brasileira a mais um de seus pecados, ao tentar responder aos revoltosos, sem ao menos saber ao certo o motivo da revolta.
Dilma mostrou desconhecer não só aos desejos de seu povo como também os pensamentos de sua base no Congresso Nacional. Um assessor desavisado deve ter lhe dito que a pauta dos protestos passa pela agenda da reforma política que Lula havia negligenciado em seu governo. Em resposta, a presidente anunciou a agenda de um plebiscito de reforma política onde pontos de reforma como o financiamento privado, o voto distrital e outras questões seriam decididos pelo povo. No dia seguinte, após pronunciamento dos congressistas, Dilma teve de voltar atrás, demonstrando fraqueza. A oposição, obviamente, lucraria com isso. O erro de avaliação do governo e a demonstração de fraqueza, aliado aos escândalos recém surgidos tornou o segundo mandato de Dilma, algo incerto.
A partir das manifestações de 2013, o governo Dilma ficou à deriva no que tange à sua governança. A crise econômica cresceu e virou também crise política. Para angariar apoio político, Dilma teve que romper totalmente com seu discurso de resposta as manifestações. E com isso, perdeu o que restava de apoio popular que tinha. Entretanto, o descrédito do povo com o conservadorismo, fez com que a candidata petista chegasse às eleições de 2014 com chances reais de vitória. E o contexto das eleições mostraria claramente a animosidade popular com os partidos que não tinham cheiro de povo.
Mesmo assim, os escândalos de corrupção sangrariam e muito a combalida esquerda brasileira.
A falta de compromisso das lideranças petistas com os ideais da esquerda, a esdrúxula ambição de seus quadros e o flerte com as benfeitorias do poder a que as oligarquias sempre tiveram foram os principais pecados dessa primeira passagem da esquerda ao poder no Brasil. Ao romper com pequenos ideais de luta de sua militância, ao longo dos anos, fez com que os melhores nomes do partido acabassem rompendo com este ou perdendo o fôlego. Mesmo com os programas sociais, o PT perdeu sua identidade, construída após anos de ferrenha oposição à turma da rola cansada. Esse pecado mortal pode fazer com que nunca mais o partido recupere seu vigor.
Por conta disso, pode ser dada como mal sucedido o acesso da esquerda ao poder no Brasil.


Belo Horizonte, 27 de novembro de 2015.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Quem Pensa o Brasil?

Primeira Parte: A Turma da Rola Cansada, o Tea Party Tupiniquim

Por Deiber Nunes Martins

Impressiona quão incauto é o povo brasileiro! Em sua inocência, surpreende-se com a prisão de um senador da república, como se o feito não fosse um mero movimento de pedras no truncado jogo de xadrez de nossa política, onde capturam um bispo pra se chegar à rainha e ao rei. Num jogo em que nem o peão, este povo é! E a democracia está cada vez mais em xeque, mas isso sempre por debaixo dos panos. Não por conta de um golpe dos que perderam as últimas eleições, mas por conta de uma força maior e bem mais astuta do que parece: a retrógrada e oligárquica elite brasileira.
Elite que bem poderia ser a velha turma da rola cansada, o tea party tupiniquim. Senhoras e senhores que ou se acostumaram à senzala e agora não sabem conviver na casa grande, ou sempre viveram na casa grande e agora não conseguem se adaptar à etiqueta da senzala. Turma da rola cansada porque respiram o século dezenove em pleno século vinte e um. Não sabem ser os donos de seu próprio tempo mas querem viver encostados no sucesso alheio. Preguiçosos, elegem a esquerda brasileira como única culpada de todos os erros do país, inclusive os seus. Essa elite, de aristocrática não tem nada, nem o nome. São os que muitos chamam de “coxinhas”. Saudosistas do tempo da escravatura, lamentam ter de pagar salário mínimo e os encargos sociais da empregada doméstica. Ficam enojados ao ver um cidadão de bermuda e chinelão embarcando no aeroporto. É a mesma casta social que não consegue aceitar as conquistas dos mais pobres. Talvez seja por isso que a esquerda no poder lhes dói tanto na alma.
Em contragolpe ao êxito da esquerda no poder, recebemos toda sorte de informações truncadas, tendenciosas e cheias de segundas intenções. Ai de quem ao menos desfere seu olhar cético ao noticiário: é queimado vivo na fogueira da inquisição das redes sociais, ou marginalizado como blogueiro de esquerda, comedor de criancinha, ou simplesmente taxado como “advogado de bandido”. Esta inaugurada a temporada do ódio, temporada de caça a quem não pertence ao clã da rola cansada.
O problema é que o povo brasileiro (ah o povo brasileiro!!!) é uma massa sem sabor, temperada às expensas de quem dele se alimenta, os barões da mídia. Somos doces se a mídia nos adoça e somos salgados se esta mesma mídia nos tempera. Tudo depende de quem está à frente da informação neste país. Assim, uma plebe volúvel e sem desprovida de senso crítico, acaba aceitando tudo o que dita o mainstream brasileiro. O que os barões e baronesas decadentes decidirem, está decidido e pronto. É o certo, nada a discutir. Somos apenas povo e povo não pensa. Povo que escuta música ruim porque é povo, reles povo brasileiro. Essa mentalidade, aliada ao despreparo e insanidade de uma esquerda que nunca havia chegado ao poder, e está criado o cenário a que os senhores do tea party brasileiro podem nadar de braçada.
É por isso que Luis Inácio Lula da Silva foi de messias a inimigo público número um em tão pouco tempo. E Dilma Rousseff, a primeira mulher a chegar ao Palácio do Planalto chegou ao mais baixo índice de aprovação em menos de um ano de seu segundo mandato. A articulação poderosa do tea party brasileiro, que com seus tentáculos, manipula os meios de comunicação e pensamento nacional. São esses senhores e essas senhoras de nariz empinado e passado questionável que estão pensando o Brasil. São eles que temperam uma massa de iletrados e cada vez mais despreparados para o cargo de povo brasileiro. Tudo isso sem ferir a nossa falaciosa democracia. Pelo menos, é o que nos contam os jornais.


Belo Horizonte, 26 de novembro de 2015.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014. Por mim.



Por Deiber Nunes Martins

As pessoas estão postando em rede social que este foi um grande ano. E não há como negar que tenha sido um ano de intensas emoções. Esporte, política, emoções de sobra. Também tiveram as catástrofes econômicas, sociais... O mundo esteve em ebulição neste 2014. Não bastasse as crises climáticas e as epidemias, os homens resolveram acender velhos barris de pólvora encalhados nos porões de guerra. O certo é que 2014 foi atribulado. Mas pessoalmente, o balanço é positivo.

Positivo porque chego ao seu final motivado para 2015. Ciente que posso ser melhor, que aprendi muito e que mesmo nos momentos de fracasso, restaram forças para seguir em frente. Não foi um ano fácil. Mas o crescimento pessoal não se alcança em facilidades. Que sentido há em tudo o que se tem, ter sido obtido facilmente, sem esforço, sem trabalho? Fico observando pessoas providas de todo bem material, mas desprovidas de gana, de força de vontade. Quebram-se facilmente aos menores esforços. É pelo fogo que se prova o que é precioso. Então, de positivo levo esta certeza. Se cheguei até aqui, foi porque venci os maiores desafios do ano. Não consegui nada do que planejei a um ano atrás. Mas Deus me deu tudo o que precisava para estar aqui agora.

Aprendi com os revezes de 2014. E como foram bons! Incrível poder dizer quão bom foi um fracasso ou infortúnio. Tenho a certeza de que não entrei no "mal combate", mesmo que no bom eu tenha sido por vezes, negligente ou descuidado. Vejo a certeza de que a guerra não fica em 2014. Ela me acompanha em 2015. O inimigo não desiste facilmente. Talvez seja esta sua única qualidade: valorizar nossa vitória. Que ele, o inimigo, tenha uma certeza: não baixarei a guarda.

Meu pedido a Deus pra essa passagem de ano é paz. Paz para todos nós. Que 2014 fique na lembrança como um ano da virada. Virada de tudo o que nos fez mal e ponto de partida pra vitória que tanto almejamos.

Peço a Deus para o ano que se inicia apenas uma coisa: força de vontade. Persistência nos objetivos que tenho. Objetivos que são Dele também. E das pessoas que amo. Para o pleno alcance, força de vontade é fundamental. E não depende de ninguém além de mim. Mas posso e ouso pedir a Ti, meu Deus: dá-me força de vontade pra lutar as lutas que preciso lutar. Se deixei a desejar nesse 2014 no que tange a força de vontade, que isso não se repita em 2015.



Belo Horizonte, 31 de dezembro de 2015.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Regular a indústria cinematográfica no Brasil é antidemocrático?



Deiber Nunes Martins

O lançamento nos cinemas do aguardado “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte Um” fez a Agência Nacional de Cinema – Ancine, abrir um importante debate sobre a concentração dos filmes de grande apelo popular, os chamados “Blockbusters” nas salas, prática cada vez mais comum, realizada pelas grandes distribuidoras de filmes. No Brasil, o filme em questão ocupará cerca de 46% das salas de cinema.
Definida como prática predatória pela Ancine, a concentração de um lançamento do cinema num determinado contingente de salas de exibição impede a divulgação e comercialização de outros títulos, limitando o ingresso das pequenas produções, além de esvaziar o interesse do público pelo que está sendo exibido.
Por outro lado, limitar a quantidade de salas de exibição que um filme pode ocupar é restringir a estratégia de distribuição da indústria do cinema, interferindo diretamente na livre regulação da indústria cultural. Cercear a disseminação de uma produção artística é um duro golpe a democracia do país.
Na França, há uma limitação de salas de exibição para os grandes lançamentos do cinema da ordem de 30%. Se esta mesma legislação vigorasse no Brasil, o filme Jogos Vorazes não seria exibido em 455 das 1310 salas onde está sendo lançado. Se por um lado esta redução do número de salas de exibição, possibilitaria a disseminação de outros títulos com distribuição e estreias mais modestas, por outro, representaria uma censura velada ao filme em 455 salas do país.
Antidemocrática ou não, a limitação das salas de cinema aos títulos blockbusters representaria um avanço da indústria do cinema local, que em geral conta com parcos investimentos em suas produções e a grande maioria deles vêm de empresas públicas e grupos locais. É um fomento à atividade cultural no Brasil. Se por um lado, limita a penetração de um título de grande apelo popular, por outro, abre espaço a novas possibilidades da indústria cinematográfica.
A concentração das salas de exibição de cinema do país em um único título é nociva a diversidade de produções, muitas delas marginalizadas por serem lançadas em conjunto com filmes já consagrados, seja pela produção envolvida, seja pelo trabalho mercadológico feito pelas grandes distribuidoras. Em nada parece ter aqui uma limitação do alcance da democracia. É preciso observar que ampliar a oferta de títulos nas salas de cinema é abrir espaço para diferentes percepções e preferências e, portanto caminhar rumo a democratização deste espaço cultural. Ao contrário, se um filme, ocupa a metade das salas de cinema do país, o que se vê é a perda do interesse do público por uma diversão cada vez mais padronizada e “enlatada”. Não se avalia aqui a qualidade das produções, mas sim a diversidade do gosto nacional.
Portanto, a discussão aberta pela Ancine é de profunda importância para a indústria do cinema. Até que ponto uma produção, detentora de todo arcabouço de distribuição nacional e internacional pode penetrar de forma predatória nas salas de cinema por todo o país? Nada contra o filme Jogos Vorazes ou produção milionária que o cerca. Mas é preciso compreender que o cinema é uma atividade cujo esforço intelectual deve ser preservado, em detrimento do poder econômico que o cerca.
Desta forma, toda prática predatória contra a sétima arte deve ser barrada, independentemente do quão arbitrário isso possa parecer. A intervenção do governo, por meio da Ancine ou de qualquer outra instituição na indústria cinematográfica deve ter como objetivo ampliar os horizontes culturais do povo brasileiro, permitindo que produções mais simples, sem o aporte das grandes distribuidoras também encontrem espaço junto ao público.


Belo Horizonte, 19 de Novembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Impressionante Como


Deiber Nunes Martins

Impressionante como passa sem mexer com os sentidos
Dessa gente sem tamanho abatida
Degustada em porções diminutas
Por um sistema que ninguém vê,
A vida que ninguém sente.

Teus olhos marejam saudades do ontem
O dia que não viveu.
Fica ao entorno um cheiro novo
Do dia que não se apercebe.
Importa mais fazer o feijão
Do que o tempo que não temos.

Impressionante como a gente se esconde
Dos muros que nos juntam
Às lembranças que não temos
Das horas que não vivemos
Do constrangido momento do encontro.

O relativo vazio de nós mesmos
É o exato cheio dos outros.
Completa o que não tem
Falta o que sobra
Impressionante como...
Vazio e cheio se amam!


Belo Horizonte, 14 de novembro de 2014.