quinta-feira, 12 de junho de 2008

Colóquios...

Por Deiber Nunes Martins

O final da noite de terça-feira foi um alívio. Aquele foi um dia difícil. Mas vitorioso no Senhor. Como é bom dizer isso, dizer que a vitória em Deus foi possível. Mas o deitar na cama e conseguir dormir, não foi fácil. Afinal, após um dia repleto de emoções fortes era de se esperar que o sono não seria um companheiro amistoso...
O dia realmente foi daqueles. A começar, a tensão no início do trabalho. Aquela situação constrangedora que tive de enfrentar com as duas funcionárias. Meu chefe me apronta cada uma! Felizmente, o Senhor me deu uma luzinha e pude pegar as duas e colocar cada uma em um canto. O complicado foi que eu não sabia o que falar, o que dizer, afinal as duas haviam sido mandadas para a mesma tarefa. Tem algumas particularidades que penso a respeito, mas não direi em público, minhas impressões. O que importa é que foi possível ter uma dimensão do trabalho que precisa ser feito, de tudo o que precisa ser empreendido em meu trabalho.
Começou por aí, mas não parou. O dia foi seguindo devagar, depois veio a hora do almoço e com ela, aquele telefonema. Telefonema que quase me tira o chão. Já havia combinado com minha amada Bá, de ela me dar uns toquinhos de vez em quando, assim, uma chamada sem atendimento, só pra gente ir marcando presença no dia um do outro. Mas ela não usa muito este expediente, então aquele telefonema dela como sobremesa, me fez ficar preocupado. Lógico, eu precisava retornar. Mas cadê que eu achava o número dela na agenda? Nestas horas, tudo acontece pra nos impedir de fazer algo urgente, como que nos tentando a praguejar. Mas mantive firme meu propósito de não praguejar nada. Afastei-me um pouco mais, meu amigo Marcinho estava no caixa do restaurante pagando a conta, e então fui para um lugar mais afastado, onde pude fazer contato com Bárbara.
Minhas suspeitas carregadas de ansiedade se confirmaram. Bárbara, com uma voz abafada e em soluços, falou-me que tinha sofrido um acidente, mas logo se prontificou a dizer que estava tudo bem. Espírito Santo, és tão bom, que me conservei tranqüilo, sem ao menos demonstrar aos meus convivas naquela hora, o que se passava. Mas por dentro, só Tu sabes como eu estava. Estava quase que louco, não consegui mais pensar, raciocinar, pois eu sabia que algo tinha acontecido. Mas por vossa graça, o que tinha acontecido, tinha sido tão somente o susto do acidente.
Mais tarde, ainda pude partilhar com Bi (para cada ocasião chamo minha amada de um modo diferente, o leitor desconhece o fato, por isso se faz necessária à explicação) o que havia de fato acontecido. Quando ela me disse que o ônibus em que estava quase havia despencado no precipício, meu coração entrou como que em um choque. Eu entendi claramente que o ocorrido tinha de todo, a mão de Deus a nos socorrer.
Fiquei imaginando o restante do dia e demorei pra pegar no sono por conta disso. Fiquei a pensar em algo que não mais sai da minha cabeça e que não sei ao certo ainda, a causa: Como eu poderia viver sem Bárbara? O que seria da minha vida, sem ela? Estou pensando na falta que ela me faz... e na falta que me faria, se me deixasse assim tão de repente. É nessas horas que percebo o valor do meu amor por esta menina. E o Senhor é tão bom que nos permite viver o mistério da distância, para nos mostrar que a vida de um é ao lado do outro. Assim, todos os momentos são valorizados, todos os momentos são ansiados. O desejo de estar junto, de estar perto, faz com que valorizemos todos eles. E o medo de um perder o outro faz com que um ame ainda um pouco mais o outro.
Não sei, se concordas com meu ponto de vista. Mas tenho certeza de que ficas feliz com nosso namoro e com nosso noivado. Também tenho certeza, de que naquele momento do acidente, mandaste seus anjos, para guardar minha amada. E quando fizeste isso, quando nos deste esta graça, guardaste também o teu filho, que tanto te ama. E que tanto lhe é grato. Te amo, meu Deus! Louvado seja!

Belo Horizonte, 12 de Junho de 2008.

2 comentários:

Barbara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Barbara disse...

Por certo nosso amor é fruto do coração de Deus. Tambem não encontro explicações do porque Deus guardou a minha vida a não ser pelo amor...amor esse que passa pela intercessão do seu amor em meu favor.
Te amo,por todo sempre...e sei que o Altissimo abençoa a nossa união.
Sempre sua,Orquidea.