quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Reconciliação

Por Deiber Nunes Martins
O final do ano se aproxima e em questão de dias será o Natal. É um tempo de alegria, onde se comemora a vinda de Jesus. Um tempo onde o que é imperfeito precisa dar lugar a perfeição de Deus. E por ser um tempo de alegria e paz entre os homens, é um tempo de reconciliação também. Reconciliação do homem consigo mesmo e com o irmão.
O fim de ano nos permite fazer um balanço da nova vida, sob o prisma do ano que termina e recarregar as baterias para o ano que começa. Sempre começamos do zero, mas também sempre levamos para o ano que começa alguma coisa do ano que passou. Muita coisa boa vem na lembrança, como reminiscências de uma vida. Mas também muita coisa ruim vai no pacote.
Neste mês, às vésperas do natal, foi acometido de um desapontamento tal por uma pessoa que cometi o erro de odiar a mim mesmo pela chance que dei a ela de se aproximar de mim. Neste sentimento, matei-a dentro de mim mesmo, querendo me livrar de todo e qualquer resquício de vida que esta pessoa me transmitia. A mágoa foi muito grande e talvez o seja porque quanto mais confiamos, mas esperamos a certeza da fidelidade. E quando esta certeza não vem, sofremos muito, pois a quem julgamos diferente de tudo e todos, não passa de mais do mesmo.
Hoje, passados alguns dias do ocorrido, com o sangue mais frio, vejo a possibilidade de voltar atrás. Não vou receber esta pessoa de braços abertos em minha vida, uma vez que partiu dela a iniciativa de refutar toda e qualquer aproximação de minha parte. De mais a mais, os sentimentos não voltam e a gente muda a todo o tempo. Não sinto por ela, mais que a gratidão por ela ter me dado a oportunidade de ver que todos nós somos humanos. Até mesmo aqueles a quem no inconscientes colocamos acima do bem e do mal. O meu voltar atrás entretanto, me permite reconciliar comigo mesmo.
Nesta reconciliação, eu decido por ressuscitar esta pessoa em minha vida. Decido por apagar toda possibilidade de vendetta que possa haver entre ela e eu. Decido por deixar que Deus abrande meu coração, fazendo com que se eu a encontre numa destas vielas da vida, eu não a trate como morta. E se ela, arrependida, me pedir o perdão, eu decido por perdoá-la.
Faço isso por ela, por mim e por um Deus que me alimenta. Um Deus que se mostra Senhor da minha vida, Senhor dos meus dias. Um Deus que me ama tão incondicionalmente que o mínimo que eu posso fazer por Ele é retribuir a este amor. Sei o quanto me custa fazer isso, ressuscitar em meu coração, uma pessoa que não considerou, meu coração. O preço é alto, mas Ele, o aniversariante do mês, pagou com a Cruz pelas vezes que eu não considero o coração Dele.
Que neste Natal, as pessoas voltem-se para a realidade que nos move: Jesus Cristo. Que Ele não seja o coadjuvante nos festejos, mas o ator central de uma trama que nos leva a alegria e a felicidade, sem perder a santidade, amém.

2 comentários:

Barbara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Barbara disse...

My dear,Creio que vc está compreendendo o espirito cristão!
todos tem uma segunda terceira,quarta chance...em nossas vidas.
Porque se os maus ainda não se tornaram bons,é porque no fundo a gente ainda não é melhor!
Parabens por sua iniciativa pessoa!
Deus lhe abençoe!
bj,Orquidea