sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

41º dia, Nossa Senhora Libertadora



Por Deiber Nunes Martins
No século XVI, a cidade francesa de Salins era atacada pelos huguenotes. Os huguenotes eram os seguidores da religião protestante na França, representados pelos calvinistas e pela igreja reformada. Buscando proteger a Igreja Católica dos males causados pelos huguenotes, Pedro Marmet construiu uma capela em honra à Virgem Maria.
Logo após a construção da capela, em um dos ataques dos protestantes à cidade de Salins, a Virgem Maria apareceu a alguns moradores e aos invasores, expulsando-os. Os moradores de Salins declararam: “A Virgem, nossa libertadora, está pondo em fuga os inimigos”. Por conta disso, Maria passou a ser venerada como Nossa Senhora Libertadora. E a capela em sua honra, construída por Pedro Marmet, tornou-se um santuário mariano.
OREMOS:
Oh Maria Concebida Sem Pecado, rogai por nós que a recorremos a vós. Afastai de nós, as insídias de satanás e os embustes do maligno, que entre tantos objetivos nefastos, visam nos afastar da fé, atacando a doutrina católica, por meio de falsas doutrinas. Intercedei por nós, oh Virgem Libertadora, para que livres do pecado, possamos caminhar firmes na fé em Cristo Jesus. Propiciai a seus devotos a vinda do Espirito Santo para que assim, saibamos reconhecer onde quer que estejamos os sinais de Jesus.
Nossa Senhora Libertadora, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

40º dia, Nossa Senhora Porta do Céu


Por Deiber Nunes Martins
Nossa Senhora é conhecida como Porta do Céu porque é um exemplo aos cristãos. Ela nos ensina a viver de acordo com a vontade de Deus. Ela é o nosso caminho de santidade. Não podemos chegar ao Filho sem passar pela Mãe. E o Filho é o mediador entre Deus e os homens, conforme nos diz Paulo em sua Primeira Carta a Timóteo (1Tm 2,5). Por isso, ela é a Porta do Céu.
O ícone de Nossa Senhora Porta do Céu traz as silhuetas da Mãe e do Filho, é também conhecido como Portaitissa e foi objeto de perseguição durante a crise iconoclasta, no século oitavo da era cristã. Então, uma piedosa viúva, temendo as profanações que poderiam acontecer ao ícone de Nossa Senhora, jogou o ícone ao mar. Sua motivação seria de que os ataques das ondas do mar seriam melhores que os ataques dos iconoclastas.
O ícone não afundou no mar e foi encontrado pelos monges que o levaram ao monastério em Iviron, no Monte Athos. Emocionados com a beleza da imagem, colocaram-na na igreja do monastério. No dia seguinte, tiveram a surpresa de o encontrarem não no lugar que o haviam colocado, mas sim na porta da igreja. Isso aconteceu por diversas vezes, até os monges compreenderem que a vontade de Nossa Senhora era estar ali na porta, como guardiã.
Como Porta do Céu.
OREMOS:

“Se a dor te toma por demais
Se o mundo não te crê jamais
Sabe, pois, que há alguém por ti
Orando, intercedendo, há sim!
Puro esplendor e amor de Mãe,
Sacrário vivo de Deus Pai
Em ti Maria, eu encontrei
A vida que pra mim eu quis.

Imaginei como seria o paraíso de Jesus
Com paz e harmonia em nossos corações
Pra sempre então seria eterno em louvor
Aquele que um dia veio e nos salvou.

Ó Mãe Santíssima, me leva a Deus
E para sempre exultarei com cantos
Hinos de Louvor, buscando a salvação
E nessa hora em que eu te rogo aqui
Dentro em meu peito está vontade
De te conhecer, Maria tu que és Porta do Céu.”

Nossa Senhora, Porta do Céu, rogai por nós!

REFERÊNCIAS:

ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. São Paulo. Ed. Paulus 2005
Oração:
Música “Porta do Céu”, composta por Helano Silva Eugênio de Souza, interpretada pelo Pe. Fábio de Melo.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

39º dia, Nossa Senhora de Vagos


Por Deiber Nunes Martins
No século XII, um navio francês naufragou nos mar, próximo a vila de Vagos, em Portugal. Do naufrágio, os portugueses resgataram uma imagem de Nossa Senhora. Esta imagem, porém, desapareceu no dia seguinte ao seu resgate.
Após aparecer em sonho a um morador daquela vila e indicar-lhe em sonho o local onde deveria ser construída uma ermida, a Virgem reapareceu. A partir de então, diversos milagres começaram a acontecer e foram atribuídos a ela, que passou a ser chamada de Nossa Senhora de Vagos. Em decorrência dos milagres e prodígios, multiplicou-se esta devoção mariana.
Algum tempo depois, uma terrível seca assolou a região. O povo, devoto, fez então uma procissão a Nossa Senhora de Vagos e a promessa de dar alimentos aos pobres e famintos. Nossa Senhora intercedeu e veio a chuva na vila. Por causa disso, ainda é muito viva a tradição de distribuir o pão na praça onde foi construído o Santuário a Nossa Senhora de Vagos.
OREMOS:
Óh Mãe, com o vosso carinho maternal, abençoa as nossas vidas. Livrai-nos das insídias dos inimigos e protegei-nos de todo mal. Ajuda-nos a conseguir com nossos esforços e suor, o nosso pão de cada dia, sobretudo nos tempos de crise. Afastai do nosso meio o terrorismo, as guerras e a fome. Intercedei por nós junto a Teu Filho Jesus, para que Ele nos dê força e capacidade de renunciarmos ao pecado. E assim, convertidos, possamos dizer sim à vida.
Nossa Senhora de Vagos, velai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

38º dia, Nossa Senhora das Boas Novas


Por Deiber Nunes Martins
O termo “evangelho” tem sua origem no grego que quer dizer “boa nova”. Maria recebe o título de Senhora da Boa Nova ou das Boas Novas, porque antes do próprio Cristo, ela é a portadora da boa nova que é o Filho de Deus, o sacrário vivo de Cristo.
O título de Nossa Senhora das Boas Novas relaciona-se com a vitória do exército francês liderado por Joana D’Arc. Por meio desta boa nova, o rei da França prometeu a construção de algumas igrejas onde se rezaria pela salvação dos soldados feridos de morte em batalha, fossem eles franceses ou ingleses.
Na França, dois santuários dedicados a Virgem da Boa Nova merecem destaque: em Frouville e em Chateau-l’Evéque. No primeiro, em 1560, um jovem pastor de ovelhas lamentava não ter podido ir à missa, por conta de seu trabalho. Em suas orações, a Virgem Maria lhe apareceu e disse: “Dentro de três dias estarás comigo no céu”. O jovem contou o fato à sua família que três dias depois comprovou a veracidade do fato. Fato esse que repercutiu por toda a região e motivou a construção do santuário de Frouville, em honra a Virgem Maria. O segundo santuário, em Chateau-l’Evéque é o que teve o anúncio de Joana D’Arc com vencedora na guerra de libertação da França.
OREMOS: 
Oh Senhora das Boas Novas, que sempre possamos colher de vossos lábios a boa nova. Ajuda-nos oh Mãe, a sermos mais íntimos de Cristo e que também sejamos portadores do Evangelho, da Boa Nova do Filho de Deus, onde quer que estejamos.
Nossa Senhora das Boas Novas, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2005.
Site do Santuário Nacional de Aparecida. Disponível em http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-da-boa-nova 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

37º dia, Nossa Senhora de Aracélis


Por Deiber Nunes Martins
O termo Aracélis é a forma popular de Ara Coeli, que quer dizer “Altar do Céu”. É assim que os devotos marianos da região entre os Concelhos de Castro Verde e Mértola conhecem a Mãe do Salvador. Acredita-se que esta devoção teve início no século XVI, num momento em que o culto mariano era bem difundido.
Por conta da difusão do culto a Nossa Senhora, seus devotos resolveram àquela época construir no alto da serra que dividia os dois povoados – Castro Verde e Mértola uma capela a Nossa Senhora. Como era uma região alta, sentiram os fiéis no coração o desejo de chamar àquele lugar de Altar do Céu, Ara Coeli, ou Aracéli. Assim surgia Nossa Senhora de Aracélis.
Diferente das inúmeras capelas e ermidas marianas construídas neste tempo e destruídas pelos inimigos da fé cristã, a ermida de Nossa Senhora de Aracélis existe até hoje e atrai inúmeros devotos todos os anos.
OREMOS:
Oh Virgem de Aracélis, abençoa vossos filhos e filhas que estão nos hospitais e que lutam pela vida. Reestabeleça a saúde dessas pessoas que hoje sofrem a tristeza do leito de um hospital. Olhai pelos que sofrem nos hospitais, nos asilos, ajuda-os a se manterem perseverantes na fé, tendo a certeza de que Deus não os esqueceu.
Nossa Senhora de Aracélis, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
Site do Concelho de Castro Verde. Disponível em http://cm-castroverde.pt/pt/menu/424/patrimonio-edificado.aspx#ermida-de-nossa-senhora-de-aracelis---sao-marcos-da-atabueira,  acessado em 05 de dezembro de 2016 às 16:27.
Site “Terras Pulo do Lobo. Disponível em http://www.terraspulodolobo.com/regiao/ermida-de-nossa-senhora-de-aracelis-alcaria-ruiva_r106 , acessado em 05 de dezembro de 2016 às 16:28.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

36º dia, Nossa Senhora das Candeias


Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora das Candeias vem da Festa da Purificação de Nossa Senhora, que ocorre no dia 2 de fevereiro, 40 dias após o Natal. 
O nome "candeia" vem de velas, objeto litúrgico presente na Festa da Purificação.
Segundo o costume judaico, as parturientes ficavam impedidas de frequentar o templo até quarenta dias após darem a luz. Após esse período, deveriam apresentar-se ao sacerdote com o sacrifício de um cordeiro e duas pombas para assim se purificar.
Cumpridores do preceito mosaico, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão e receberam dele a profecia de que o filho que traziam, Jesus, seria a luz que iluminaria as nações e a glória de Israel.
Nossa Senhora das Candeias ou da Candelária apareceu a primeira vez por volta do ano 1400 nas Ilhas Canárias. Ao avistarem-na, os nativos ficaram com muito medo e tentaram atacá-la e suas mãos ficaram paralisadas. A imagem de Maria então foi guardada em uma caverna e tempos mais tarde, foi erigido um templo chamado Basílica Real da Candelária.
OREMOS:
Oh Virgem das Candeias, Nossa Senhora da Purificação, Mãe da Candelária, para cumprir o preceito da época, purificastes no templo perante ao sacerdote, como se impura fostes. Oh Mãe cada gesto teu ensina a nós como fazer da nossa vida uma completa e constante oração e devoção ao Senhor Todo Poderoso. Ajuda-nos a sermos mais humildes e cumpridores dos nossos deveres.
Nossa Senhora das Candeias, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ALVES, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos – Um mês com Nossa Senhora. Ed. Paulinas, 2013.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

35º dia, Nossa Senhora Estrela do Mar


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 636, na cidade francesa de Boulogne, os pescadores olhavam com perplexidade um barco vazio e sem leme que atracava à praia. Neste barco de médio a grande porte havia uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus.
Mais surpresos ainda, os pescadores ficaram, quando de repente, a Virgem Maria lhes apareceu e disse que havia escolhido Boulogne para derramar suas graças.
Daí então, uma igreja foi construída e as peregrinações logo começaram, sendo um pouco estancadas na Revolução Francesa quando a imagem de Nossa Senhora foi destruída, restando somente uma mão que é exposta para veneração dos fiéis, junto com uma réplica da antiga imagem.
Esta imagem de Maria é conhecida como Nossa Senhora Estrela do Mar, pois milagrosamente veio do mar em um barco sem tripulação.
OREMOS:
Oh Senhora dos Mares, Estrela do Mar, sabemos que tu indicas a rota que nos leva ao Vosso Filho Jesus Cristo. Ajuda-nos a enfrentarmos o mar revolto dos nossos problemas. Ajuda-nos a sermos mais fiéis aos propósitos de Deus para nossas vidas.
Nossa Senhora Estrela do Mar, velai por nós!
REFERÊNCIAS:
ROMAN, Ernesto N. Aparições de Nossa Senhora suas mensagens e milagres. São Paulo: Ed. Paulus, 2015.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

34º dia, Nossa Senhora de Suyapa



Por Deiber Nunes Martins
“La morenita” é o nome carinhoso com o qual o povo hondurenho costuma chamar sua padroeira: Nossa Senhora de Suyapa. Sua história começou por volta de 1796, quando dois jovens lavradores – Alejandro Colindres e Jorge Martinez voltavam da roça para casa, ao final de uma semana de trabalho pesado nos campos situados na montanha de Piligüím. Os jovens eram filhos de Isabel Colindres, uma devota fervorosa da Virgem Maria.
Era costume dos jovens lavradores deixarem o trabalho mais cedo no sábado e empreenderem a rotineira viagem destino a aldeia em que moravam, na cidade de Suyapa, em Honduras. No entanto, naquele sábado especificamente, os jovens iniciaram a viagem de retorno mais tarde e quando anoiteceu, estavam ainda no meio do caminho. Decidiram então, dormir num lugar chamado “Quebrada de Piligüím”, em meio a relva. Ao deitarem, um dos jovens sentiu-se incomodado com algo parecido com uma pedra, a incomodá-lo nas costas. No escuro, pegou o objeto e jogou-o longe, voltando a deitar-se. Mas o incômodo persistiu. Levantando-se novamente, o jovem percebeu que o objeto que tinha atirado longe, voltara para o mesmo lugar. Intrigado, resolveu guardar o objeto na mochila.
No dia seguinte, os jovens terminaram a viagem. E a mãe deles, Isabel, ao recolher os pertences na mochila do filho, para lavar, encontrou o objeto que havia incomodado o rapaz na noite anterior. Surpreendeu-se com a imagem belíssima de Nossa Senhora da Conceição, talhada em cedro. A imagem tinha cerca de 6 centímetros e trazia Nossa Senhora com a face morena, os traços indígenas vestida num manto cor de rosa. Devota de Maria, Isabel Colindres preparou para a imagem, um pequeno altar em sua casa.
Algum tempo mais tarde, José de Zelaya y Midense, capitão dos granadeiros, que desde a juventude sofria com cálculos renais, ouviu falar de Nossa Senhora de Suyapa e pediu para ver a imagem. A mãe do jovem Alejandro levou a imagem até a casa do capitão e ele pediu de joelhos a Virgem que o curasse. Em menos de três dias, José de Zelaya expeliu as pedras. Em gratidão, construiu uma capela no vale de Suyapa.
A devoção aumentou e hoje a pequena capela de Suyapa, tornou-se o gigantesco Santuário de Nossa Senhora de Suyapa. Em 1925, o Papa Pio XII proclamou Nossa Senhora de Suyapa, ou “La Morenita” como é popularmente conhecida, a padroeira de Honduras.
OREMOS:
Virgem de Suyapa, Nossa Senhora “La Morenita”, padroeira do povo hondurenho, ajudai-nos nas difíceis batalhas do dia a dia. Batalha por emprego, batalha por saúde, batalha por educação. Batalha pela vida. Assim como ajudastes o capitão das forças armadas hondurenhas, ajudai vosso povo a resistir aos embustes do maligno. Ajudai-nos na principal batalha de nossa vida: a batalha contra o inimigo de Deus. Dá-nos sabedoria e humildade para resistirmos às tentações deste mundo e fazermos a vontade do Pai das Misericórdias.
Nossa Senhora de Suyapa, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

Blog “Nossa Senhora das Américas”,  Disponível em http://nossasenhoradasamericas.blogspot.com.br/2010/05/nossa-senhora-de-suyapa-padroeira-de.html, último acesso em 03 de fevereiro de 2017 às 12h13 min.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

33º dia, Nossa Senhora dos Navegantes


Por Deiber Nunes Martins
No tempo das Cruzadas, na Idade Média, os guerreiros que cruzavam o Mar Mediterrâneo, invocavam a proteção da Mãe de Jesus. Aqueles homens não cruzavam os mares sem antes participarem da Mesa da Eucaristia e pedirem a proteção da Virgem Maria.
Tempos depois, durante a expansão ultramarina, esta mesma invocação era feita por portugueses e espanhóis. Os marinheiros e pescadores invocavam a proteção de Nossa Senhora dos Navegantes. E até hoje esta devoção é vigorosa, com os homens venerando-a tanto no mar quanto em terra firme.
Os devotos de Nossa Senhora dos Navegantes, organizam procissões aquáticas belíssimas onde uma embarcação com a Virgem Maria segue à frente sendo acompanhada por dezenas de outros barcos.
OREMOS:
Nossa Senhora dos Navegantes, vós sois a padroeira dos homens do mar. Abençoa quem retira das águas o seu sustento. Cuida, oh Mãe, dos lugares onde a pesca é a maior fonte de sobrevivência. Não deixei que a ganância dos homens destrua os rios e os mares, mas incite em nós o desejo de cuidar e preservar as nossas nascentes.
Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo, Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e história de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

32° dia, Nossa Senhora do Santo Cordão de Valenciennes


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1008, no norte da França, a cidade de Valenciennes, foi acometida do surto de uma terrível doença, que dizimou cerca de 8000 habitantes. Como aquele surto não cessava, um eremita da região, de nome Bertelain, em suas orações pediu à Virgem que tivesse misericórdia daquele povo e que cessasse o surto daquela peste. Em resposta, Nossa Senhora apareceu ao eremita e lhe disse que faria um grande milagre, na noite do dia 7 de setembro daquele ano. Bertelain percorreu as ruas de Valenciennes anunciando o milagre de Nossa Senhora e a data em que aconteceria.
O povo ouviu ao eremita e no dia marcado esperou pelo milagre nas torres, muralhas e lugares mais altos. Até que num dado momento, uma luz inconfundível iluminou toda aquela região e Nossa Senhora caminhou pelas ruas da cidade, deixando cair atrás de si uma fita vermelha que ficou pelos 14 quilômetros de seu percurso ao longo de Valenciennes.
A Bertelain, Nossa Senhora fez conhecer a finalidade daquela fita: no dia seguinte, festa de sua natividade, uma procissão fosse feita seguindo o curso daquela fita e isso acabaria com o surto de peste. A procissão foi feita e a peste deixou Valenciennes. A partir de então, todos os anos é feita uma procissão com uma imagem de Nossa Senhora que deixa cair pelas ruas uma fita.
A fita vermelha que Nossa Senhora deixou em Valenciennes, foi guardada por um bom tempo como uma relíquia. Até que durante a Revolução Francesa, com toda a perseguição à Igreja Católica, esta relíquia foi destruída.
OREMOS:
Nossa Senhora do Santo Cordão de Valenciennes, nos dias atuais, neste início de terceiro milênio, inúmeras são as pestes que acometem a vossos filhos. Talvez a mais terrível de todas elas seja a que traz egoísmo e ganância ao coração dos homens. Maria, deixai cair pelas ruas das cidades, nas vilas, e por todos os arredores deste mundo, o cordão do vosso amor e da misericórdia infinita de Teu Filho Jesus. Fazei com que nós homens renunciemos a todo tipo de ganância que impede que vejamos no próximo, a imagem e semelhança de Cristo. Libertai-nos da peste do pecado e de todo egoísmo que endurece os corações e nos afasta dos planos de Deus.
Nossa Senhora do Santo Cordão de Valenciennes, velai por nós!
REFERÊNCIA:
Site Luzeiro, disponível em http://luzeirosantamaria.blogspot.com.br/2008/10/nossa-senhora-do-santo-cordo-de.html



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

31º dia, Nossa Senhora da Luz


Por Deiber Nunes Martins

A Virgem da Luz sempre foi invocada pelos cegos, até a difusão do seu culto, em Portugal, no início do sec. XV. Mais precisamente em 1453, em Carnide, um português de nome Pedro Martins, foi capturado pelos mouros, e levado para o cativeiro no norte da África. Lá, ele invocou Nossa Senhora e pediu cheio de fé, a liberdade. A Mãe de Jesus então, lhe apareceu em sonho sob extraordinária luz e lhe disse que o pedido seria atendido mas ele deveria erguer em Lisboa uma ermida em sua devoção. No lugar indicado para a construção da ermida, Pedro acharia a imagem de Nossa Senhora e inscreveria o dizer: Santa Maria da Luz.
Esse foi a última de trinta noites de sonho que Pedro teve com a Virgem Maria. E ao despertar deste último sonho, ele se viu em Carnide, livre. Custou a acreditar no milagre que estava acontecendo com ele, até que viu algumas pessoas comentarem sobre uma forte luz que se via na Fonte do Machado. Entendeu Pedro que aquela era a missão que Nossa Senhora lhe incumbira: reestabelecer a devoção a Maria Santíssima.

Agradecido, Pedro Martins chamou alguns familiares para o acompanhar até a Fonte, numa certa noite. Chegando lá, viram a forte luz se mover de um lado a outro até parar em umas pedras. Ao retirar as pedras, ele encontrou a imagem de Maria e fez como ela havia lhe pedido no sonho.

Com a autorização do bispo de Lisboa, foi construído no lugar uma capela dedicada a Nossa Senhora da Luz. Tempos depois, em 1596, a pequena capela deu lugar a um portentoso santuário e a um convento.

No Brasil, Nossa Senhora da Luz é a padroeira da cidade de Curitiba, no Estado do Paraná.

OREMOS:

Nossa Senhora da Luz, vós sois o luzeiro pelo qual nos achegamos a Vosso Filho, Jesus Cristo, Luz das Nações. Ilumina, oh Mãe, o nosso caminho, para que possamos chegar sãos e salvos à morada celeste, por meio de nossas obras, atitudes e principalmente, por meio da misericórdia infinita do Pai. Ajuda-nos, oh Mãe, a compreendermos os desígnios do Senhor para nossa vida e assim a Ele e somente a Ele servir, com o mesmo fiat com que vós aceitastes o Seu Plano de Amor, que é o Cristo Jesus. Amém.

Nossa Senhora da Luz, velai por nós!

REFERÊNCIAS:

ALVES, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos - Um mês com Nossa Senhora
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora. Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

30º dia, Nossa Senhora de Angelina


Por Deiber Nunes Martins
A comunidade catarinense de Angelina foi fundada em 1860 por Francisco Carlos de Araújo Brusque. A capela foi uma das primeiras construções da comunidade. E em 1899, foi construída uma gruta, em honra a Nossa Senhora de Lourdes, por iniciativa dos franciscanos que lá viviam.
Em 1821, por intermédio dos padres franciscanos, foi criada a Paróquia de Angelina, sob o nome de Imaculada Conceição de Angelina. Um século depois da fundação da comunidade, em 1988, por meio de decreto episcopal de Dom Afonso Niehues, foi criado o Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora de Angelina.
OREMOS:
Oh Maria concebida sem pecado, olhai pelo povo catarinense e por todo o povo brasileiro. Ajudai-nos sobretudo nesse momento de confusão política em que estamos passando. Dai ao vosso povo, maior consciência das consequências de suas más escolhas. Ajuda-nos a compreender que votar de qualquer jeito é agredir ao Brasil e a seu povo, sobretudo a população mais carente. Oh Virgem de Angelina, afastai do Brasil, os perigos velados que os inimigos da fé e da família colocam em nosso caminho, como a ideologia de gênero e o aborto.
Nossa Senhora de Angelina, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.

domingo, 29 de janeiro de 2017

29º dia, Nossa Senhora do Olmo


Por Deiber Nunes Martins
O olmo é uma planta muito comum na Europa e de muita utilidade. E foi em cima de um olmo que três crianças viram Nossa Senhora. Foi na cidade de Thiene, no norte da Itália, no ano de 1530.
Aconteceu que naquele tempo, Thiene foi devastada por gafanhotos, dificultando a vida dos pastores de rebanhos da região. Em busca de pastagens, três pastorzinhos conduziam suas ovelhas até se depararem com a Virgem Maria sobre um olmo. Nossa Senhora disse às crianças que a infestação de gafanhotos era fruto dos pecados dos moradores de Thiene, que mesmo diante de tantas graças recebidas da Divina Providência, insistiam em retribuir com práticas repugnantes e pecaminosas. Nossa Senhora disse que as pessoas deveriam mudar de vida e construírem  na região um santuário em sua honra. Com isso, ela seria advogada do povo de Thiene junto ao Pai e ajudaria a eliminar a praga dos gafanhotos. Maria virou-se pra menina mais velha do grupo e disse: “Vai e fala isso aos governadores de Thiene.”
Assim fez a menina, mas os governadores e o povo não acreditaram nela. No sábado seguinte, a Virgem Maria voltou a aparecer às meninas dizendo a elas para perseverarem na fé e insistirem com os governantes. E se eles não acreditassem, quem viessem ver o olmo, que estaria com o trono e os galhos secos e as folhas bem verdinhas. Céticos, os governantes e pessoas do povo foram até o olmo, que de fato estava como Nossa Senhora avisou que estaria. Mas eles não acreditaram. E continuaram a praticar os mesmos vícios e pecados.
Mostrando-se amável e piedosa, a Mãe de Jesus não desistiu do povo de Thiene. Voltou-se à cidade e curou um paralítico que vivia como indigente pelas ruas da cidade. Mandou que ele avisasse aos governantes e ao povo, o mesmo que havia pedido às meninas. E finalmente tanto o governo quanto a população acreditaram. E cumpriram o que Maria lhes disse: converteram-se, afastaram-se do pecado e construíram-lhe um santuário. Diante da milagrosa aparição, Maria ficou conhecida como Nossa Senhora do Olmo, porque foi de cima de um olmo, que a Virgem apareceu ao povo.
OREMOS:
Maria, Mãe da Igreja e do povo, abençoai nossas crianças, nossos idosos e as pessoas desamparadas de nossa sociedade. Afastai de nós os vícios malignos e as práticas pecaminosas. E se estivermos em tais práticas, ajudai-nos a sair delas, a nos convertermos, a mudarmos de vida e assim, curados, propagarmos o Evangelho de Vosso Filho Jesus Cristo. Ajuda-nos a em tudo darmos graças e em tudo exaltarmos o nosso Deus.
Nossa Senhora do Olmo, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. São Paulo. Ed. Paulus 2005
Site Católicos – Via Lumina. Disponível em http://catolicos.vialumina.com.br/index.php/curiosidades/historias-de-nossa-senhora/nossa-senhora-do-olmo/



sábado, 28 de janeiro de 2017

28º dia, Nossa Senhora da Antártica



Por Deiber Nunes Martins
A partir das grandes navegações no século XVI, o mundo pode imaginar e conhecer os lugares mais inóspitos do planeta. Até então, nada se sabia sobre o estremo sul do globo. Foi a partir das expedições do navegador português Fernão de Magalhães, em 1520, que o extremo sul do continente americano, foi conhecido. E também o continente antártico, que começou a ser explorado 300 anos depois.
O belga Andriano de Gerlache foi o primeiro expedidor a estudar a região antártica. Ele e sua equipe construíram a primeira estação científica da região: a estação científica polonesa. E foi por meio dela que Henrique Arctowski realizou as primeiras observações meteorológicas completas da Antártica. O capelão que acompanhava Arctowski, construiu junto a estação científica, uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora das Neves, que passou a ser conhecida por conta da sua presença na região, como Nossa Senhora da Antártica.
Tempos mais tarde, os americanos, para homenagearem os expedicionários pioneiros nas pesquisas no Continente Antártico, construíram junto à estação americana, dois monumentos: a Cruz de Vicente e o Oratório a Nossa Senhora da Antártica, padroeira do continente. Este Oratório é considerado o mais distante templo mariano do planeta. Apesar disso, é um dos mais visitados.
OREMOS:
Nossa Senhora da Antártica, abençoai os povos residentes nas regiões mais longínquas do planeta. Fazei com que apesar de todas as adversidades que são acometidas a quem reside em regiões inóspitas, este povo não perca a sua fé. Ajudai também, oh Mãe aos que vivem longe das civilizações, para que mesmo distantes, não percam o referencial da vida que é o primeiro dom de amor do nosso Deus para conosco.
Nossa Senhora da Antártica, velai por nós!

REFERÊNCIA:
Página do site “Luzeiro”, disponível em http://luzeirosantamaria.blogspot.com.br/2008/11/nossa-senhora-da-antrtica.html


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

27º dia, Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa


Por Deiber Nunes Martins
No ano de 1953, foi noticiado pelo semanário oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano que em Siracusa, uma província siciliana, a imagem do Imaculado Coração de Maria derramou lágrimas durante os dias 29 de agosto a 1º de setembro daquele mesmo ano.
Quem primeiro testemunhou o fato, foi Antonia Iannuzo, que ao rezar diante da imagem, notou que os olhos da Virgem estavam cheios de lágrimas. A princípio a devota não acreditou que fossem lágrimas, mas num olhar mais detido, comprovou: eram lágrimas! Admirada, Antônia chamou seu esposo para ver. E depois seus outros parentes. A notícia se espalhou. E tomou proporções mundiais. Peregrinações de todo o mundo acorreram à Siracusa. Padres, freiras e religiosos revezavam-se para tocar objetos devocionais na imagem chorosa.
As autoridades eclesiásticas e civis decidiram então formar um Comitê para investigar o milagre. Pesquisadores a serviço desse comitê, entre eles, os renomados químicos Francisco Cotzia e Leopoldo La Rosa chegaram a conclusão após exaustivos estudos e análises que se tratava sim, de lágrimas humanas.
Diante do milagre, a Igreja, por meio do arcebispo de Siracusa, dom Heitor Baranzini, narrou ao mundo o fato e o reconheceu Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa como legítima.
OREMOS:
Oh Mãe, nós, vossos devotos, sabemos que choras por conta dos nossos pecados. Vosso choro é uma súplica para que reconheçamos nossas faltas e busquemos a confissão e a penitência. Ajudai-nos oh Mãe, no caminho de conversão, sobretudo neste ano santo da misericórdia.
Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa, rogai por nós!
REFERÊNCIA:
Site Maria Mãe da Igreja, disponível em http://www.mariamaedaigreja.net/textos/Nossa%20Senhora%20das%20L%C3%A1grimas%20de%20Siracusa%20(1953)%20Siracusa%20Sic%C3%ADlia%20It%C3%A1lia.pdf, último acesso em 09 de janeiro de 2017 às 13h26min.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

26º dia, Nossa Senhora do Faial


Por Deiber Nunes Martins
A faia é uma árvore da família das fagáceas cuja madeira é rígida e consistente de folhas de coloração verde-escura e frutos comestíveis e doces. É muito cultivada na ilha da Madeira. O faial é uma plantação de faias.
Muitos religiosos associam esta árvore a virtudes como fé e a fortaleza. O desenvolvimento e o cultivo da faia se assemelha a vida espiritual. As condições adversas que a planta enfrenta, como os problemas do cotidiano. A planta supera as intempéries e produz frutos saborosos, o que representa a conquista da paz.
Por conta das qualidades da faia, Nossa Senhora recebeu esse honroso título de Nossa Senhora do Faial. Maria também enfrentou dificuldades, inseguranças e temores, mas confiou em Deus como a árvore que confia na profundidade de suas raízes. As folhas num verde-escuro representam as dores que Maria enfrentou na paixão e morte de seu Filho e o adocicado do fruto representa o sim que ela deu ao anjo e o Filho de Deus que ela gerou em seu ventre.
Por conta dessas correlações, Maria recebeu em homenagem na região conhecida como Porto da Cruz, a construção de um santuário dedicado a Nossa Senhora do Faial.
OREMOS:
Oh Virgem do Faial, assim como as faias, tu enfrentastes as dores da vida em silêncio e fizeste do silêncio, uma sincera oração ao Criador. Ensina-nos a enfrentarmos o sofrimento, não com tristeza e desesperança, mas com fé e confiança. Ensina-nos a criarmos raízes profundas e firmes em nosso relacionamento com Deus, no conhecimento da Palavra e nas experiências de fé. Ajuda-nos, oh Mãe, a sermos como as faias e a produzirmos frutos doces e saborosos.
Nossa Senhora do Faial, rogai por nós!
REFERÊNCIA:

BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

25º dia, Nossa Senhora da Ameijoeira


Por Deiber Nunes Martins
No início do século XIII, em Portugal, caminhando por um lugar chamado “Ameijoeira” ou “Ameixoeira”, Frei Soeiro encontrou uma imagem da Virgem Maria. Em sua honra, construíram na região, um santuário e uma hospedaria para os romeiros de todos os lugares, que vinham ali venerar a Virgem.
Ao lado do santuário existia uma piscina que segundo o povo, era milagrosa.
A imagem de Nossa Senhora da Ameijoeira traz Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu colo e ficou em Ameijoeira até meados do século XVIII, quando o santuário foi destruído por um terremoto. Transferiram-na para a igreja de Abrigada, onde a imagem ficou até o início do século XX, quando, em 1908, um terremoto destruiu a igreja de Abrigada.
OREMOS:
Oh Senhora da Ameijoeira, teus milagres e prodígios perpassam séculos e mais séculos. Ensina-nos a perseverar na fé mesmo diante das intempéries desse mundo. Afasta de nós tudo aquilo que representa ocasião de queda ou distanciamento da graça de Deus em nossa vida. Que por meio da vossa graça, saibamos em tudo ter um coração agradecido.
Nossa Senhora da Ameijoeira, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes – Orações e História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.