domingo, 26 de abril de 2009

Notas sobre o Desastre

Por Deiber Nunes Martins

Era para ter sido uma festa. E em uma festa, coisas boas acontecem. Pessoas sorriem, ficam felizes. Uma festa é uma festa. E não seria diferente esta tarde no Mineirão. Não seria diferente, se o lado atleticano tivesse motivos para se congratular. Não teve nenhum. O Cruzeiro ganhou de goleada, mais uma vez, cinco a zero e conquistou na prática o campeonato mineiro de 2008.
O lado atleticano, impassível, assistiu ao time azul mais uma vez, fazer chacota com o amor desta torcida apaixonada, que é a atleticana. Uma razão muito simples: foi-se o tempo que jogador de futebol colocava a paixão no bico da chuteira. Talvez, embaixo do solado de uma chuteira, você encontre até um cartão de crédito. Mas amor pela camisa que veste, não.
De todo modo, não se pode chamar de mercenários os jogadores atleticanos. Coitados. Eles bem que tentaram. Tentaram fazer diferente. Tentaram devolver ao time a dignidade. Mas não conseguiram. Foram infelizes no tentar, no proceder. E o Galo Forte Vingador ficou desta enfeitiçado pelo maldito “SE”: “Ah se o Rafael Miranda tivesse cortado aquele passe desconcertante do Wagner!”; “Ah se o Leão não tivesse desmantelado o time, colocando o Kleber no lugar do Márcio Araújo(quando eu poderia imaginar que sentiria falta do futebol do Márcio Araújo!)”; “Ah se o Leandro Almeida tivesse marcado o Leonardo Silva nos dois lances e não a bola!” “Ah se o Renan não tivesse sido expulso...”; e por ai vai.
Reclamaram da arbitragem. Não hoje. No primeiro jogo, lá atrás, na fase de classificação. Colocaram a boca no trombone acusando tudo e todos de formarem um complô contra o Galo. Tudo num jogo que não valia nada! Tudo pra tentar justificar o injustificável: o Galo é hoje pior tecnicamente que a Raposa. Eles têm o melhor time! É duro de engolir, mas é a verdade. E pasmem: demorará pelo menos uns dez anos, para podermos sonhar com uma supremacia atleticana em Minas Gerais.
Mas eles reclamaram da arbitragem. Chamaram juiz mineiro de ladrão e pediram juiz mineiro na final. Os cruzeirenses espertos ganharam à simpatia da Federação e impuseram juiz de fora. Na verdade, um juiz em fim de carreira. E como tal, bem mais passível a erros que qualquer outro. E neste caso voltamos ao maldito “SE”, que se (risos) entrasse em campo todos os times seriam campeões: “Ah se juiz tivesse expulsado o Jonathan quando ele isolou aquela bola num lateral do Galo: ele não teria feito os dois gols que fizera!”
De todo modo, não é culpa da arbitragem. Também não é culpa dos comentaristas que em uníssono apontaram o time azul estrelado como o virtual campeão antes do jogo começar. Também não é culpa do Leão. Também não é culpa do Kalil. Também não é culpa do Cruzeiro. A culpa é nossa, torcedores apaixonados demais pra perceber que o time atleticano ainda é inferior e necessita de reforços que não serão contratados. A culpa da derrota de hoje e de todas as outras é a nossa paixão, que nos cega impedindo de vermos o óbvio.
Diante disso, eu reconheço como torcedor, que hoje o Atlético Mineiro não têm condições de encarar não só o Cruzeiro, mas nenhum outro time de ponta do futebol no Brasil. Tudo bem, temos o Tardelli. E temos o Júnior. Mas futebol é coisa pra onze em campo e outros onze fora dele...
O jogo de hoje era pra ter sido uma festa. E foi. Que pena, Galo que você não pode comparecer!

Belo Horizonte, 26 de abril de 2009.

Música para o Deiber


Por Deiber Nunes Martins

Para quem não tem momento
Para quem não tem razão
Este é meu sentimento
Este é meu coração
Que não pode mais, não pode mais sofrer assim...

Como se eu estivesse tão perto do amor
Que ele pudesse ser visto e tocado
Mas é só um sonho, maldita dor
Amor que não pode ser cuidado.

E por não ser cuidado dói demais
Arrasa meu ser esta dor tirana
Corrói o meu peito e tudo mais
Acabe logo comigo dor insana!

Desejo ir pra longe de mim
Mas acima de tudo desejo ficar
Mesmo sofrendo tanto assim
Sou feliz por tanto amar.

E neste mistério vou sofrendo vivendo
Amor que é amor prova mesmo toda dor
Inebriado, continuo sofrendo
Nenhum mal acabará com meu amor.

E mesmo o sabor amargo da bebida
Não tira da boca o sabor daquele beijo
Último lampejo da despedida
Últimos suspiros de um louco desejo...

Para quem não tem momento
Para quem não tem razão
Este é meu sentimento
Este é meu coração
Que não pode mais, não pode mais sofrer assim
Que não pode mais, não pode mais viver assim
Que não pode mais estar longe de mim.

Belo Horizonte, 26 de Abril de 2009.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Música para Bá


Por Deiber Nunes Martins

Flores para o meu momento
Flores para quem me amou
Flores para o nascimento
Flores para quem voltou

Meu coração é como uma flor
Finda o verão, ela murchará
Com o outono, encolhe o amor
Mas eu sei, ela voltará!

Ela um dia me disse o amor
Eu aprendi no teu perdão
Não tenho mais temor
Não vou errar a canção.

E um dia ela vai voltar eu sei
Meu verso durará o tempo que for
E minha verve, um dia reviverei
E mostrarei todo o meu amor.

Oh amada, cura o meu coração sofrido
Cuida desta flor maltratada
Faz de mim, seu amado, seu marido
E fica comigo, minha doce namorada.

Talvez o tempo demore a passar
O tempo que parece ser algoz
Nunca amou e não nos deixa amar
Lentamente ele passa por nós.
Lentamente veloz....

O dia de hoje eu queria beber
Esquecer a tristeza do meu verso
Entornar a vida velha e renascer
Ser desta baiana, verso e reverso.

Flores para o meu momento
Flores para quem me amou
Flores para um sentimento
Flores para quem deixou.

Flores para o meu momento
Flores para quem me amou
Flores para o meu tormento
Flores para quem me olhou...

Flores para o meu amor!

Belo Horizonte, 16 de abril de 2009

domingo, 29 de março de 2009

Recortes de Vida


Por Deiber Nunes Martins

Aqui sofre um pobre homem
Perdido na desordem do seu coração
Encontrado na ventura de um amor
Nunca desiste, sempre o mesmo sonho
Um dia uma noite, um fim de semana
Ele parte em busca de uma chance
Mas ele não tem muito tempo pra viver
Pois quando se vê, as luzes se acendem
Você acorda, levanta e morre.

Vamos pra casa, mamãe
Esquecer esta droga de noite
Esquecer este lugar, esta vida
Abaixo a pizza emborrachada
A cerveja quente, o papo furado
Vamos pra casa viver um pouco mais
Nos conhecer um pouco mais
Porque quando você vê, as luzes se acendem
Você acorda, levanta e morre.

Acho que ela ainda gosta de mim
Ela não diz, tem coisa que não se fala
Mas eu não morro em vão, ela se preocupa
Assim eu vou vivendo a vida
Ela tem um noivo, sabia?
Mas eu não desisto desta mulher
Eu não desisto de viver um grande amor
Porque quando se vê, as luzes se acendem
Você acorda, levanta e morre.

Há um amigo motorista, um grande amigo
Ele nos guia pelas ruas da cidade falida
Eu espero o momento do dinheiro
Olho a dispensa vazia e fico a lembrar
Do tempo em que feliz eu era
A recordar das baratas e tatus
Você também tem o seu medo, siga em frente
Porque quando você vê, as luzes se acendem
Você acorda, levanta e morre.

Continua guiando o meu amigo
A viagem é louca, mas a aventura sedutora
O prazer que se tem em ver a vida fervilhar
Pessoas a caminhar, ruas quentes de gente
Homens, carros, mulheres, em toda direção
De repente sou golpeado, o sangue escorre na garganta
O fim ta chegando e só se vê formigas caminhando
Recolherão a paga de mais um dia
E quando se vê, as luzes se acendem
Você acorda, levanta e morre... espera!

Me deixa ficar com você
Me perdoa por ter sido tão mal
Me ame como sou com meus defeitos e males
Me faça feliz do seu lado
Me dê a alegria de ser o teu amado
Me leve pra longe deste mundo egoísta
Porque quando nós vemos, as luzes se acendem
Nós acordamos, levantamos e morremos.

As luzes se acendem
Você acorda, levanta e morre.

Belo Horizonte, 29 de Março de 2009.

terça-feira, 3 de março de 2009

Tela de Cinema


Por: Deiber Nunes Martins

Quando as luzes se acendem
Seu tempo é só de acordar
O que se fez está feito
O relógio atrás não vai voltar...

Uma confusão que nunca pára
Um dia após o outro dia
Uma noite após a outra noite
Você dorme em meio à alegria...

Há gente na praia, há gente no porto
Pessoas a beira da piscina bebendo cerveja
Outras, à mesa jogando cartas,
Irônica euforia benfazeja...

Um amor vai, outro vem
E nós aqui nesta sala escura
Sedento estou, da luz do luar
Inebriado nesta aventura...

Queira, por favor, deixar de ser vítima
Ninguém virá pra te salvar
Largue a porcaria do teu mise èn cene
Lute por quem está a te amar...

O mundo expurga quem errou
Sem receio, perdão ou quarentena
E você, se matando aos poucos,
Numa tela de cinema...

Não é quem foi contra você
Mas sim os problemas que quis ter
Não adianta agora ficar morgada
Sonhando com o que queria ser...

Você perdeu o bonde da história
Esperando quem não vai chegar
Não é o nascimento a sua glória
E sim o louco que’stá a te amar...

Em um dia, inúmeros papéis
Em poucas horas, tantos amores
E nada nos sacia, nada nos completa!
Vontade, desejo, agonia e dores...

As luzes se acendem, aplausos!
A emoção toma conta do lugar
Mas no fim das contas é só você
E você só tem o tempo de acordar.

Canavieiras, 23 de fevereiro de 2008.

Sempre há um Recomeço


Por: Deiber Nunes Martins

Às vezes, sou invadido por uma força bem maior que eu. Uma força que me faz querer recomeçar. Como se tudo o que eu escrevesse na areia da praia tivesse sido apagado pela maré alta. Mas com esta força, eu escrevo tudo de novo. Muitas vezes, meu discurso ecoa pelo ar, e se perde ao longe, no horizonte. Eu insisto, e falo de novo! Há uma força em mim que me faz ser assim. Quando não quero.
E sempre recomeço tudo. Mais uma vez. Sou redundante, enfadonho, chato. Mas não desisto. Quero me fazer ouvir. Mas às vezes, não digo nada. O silêncio fala mais que as palavras. Basta querer ouvir. Mas querer de verdade, olhar nos olhos e sentir as palavras que brotam no meu ser. É disso que preciso. E isso me dá forças pra continuar. Sem esta força, não há recomeço. Eu não poderia ir além.
Há um mar imenso dentro de mim. Um sentimento tão grande, tão forte, uma poesia tão insana, que não quer sair. Um desejo tão profundo de pôr pra fora, tudo aquilo que eu guardo e que me machuca. Quero recomeçar a todo dia. Quero pôr pra fora este desejo. Mas quando insisto em pôr pra fora este sentimento, ele insiste em estar aqui dentro.
Tem horas que é duro recomeçar. Saber que não aconteceu como você queria. Não saiu como queria. É doído, cruel, difícil... Dói na carne e na alma. Mas sempre há um recomeço.

Canavieiras, 23 de fevereiro de 2009.

Surrender


Por: Deiber Nunes Martins

Duas cidades, duas estações nos separam
Você está tão longe de mim
Como o inverno, do verão
Você está tão longe
E ao mesmo tempo tão perto.

A razão da nossa distância
É você não poder sentir o que sinto
Ou não poder ver o que vejo
Você só pode estar longe, mesmo quando perto
É como você sempre esteve
E agora, eu estou tão cansado!
De tanto andar sozinho neste mundo
Mesmo tendo você sempre ao meu lado.

Em algum dia da minha vida, serei rendido
A esta dona que me faz ser amado
Nosso amor é o nosso caminho
E estaremos juntos, lado a lado
Em pensamentos, palavras, amores e ações
Mas saiba hoje que’u estou cansado
Estou longe de te entender
Mas em meu coração, você está por perto.

Canavieiras, 23 de fevereiro de 2009.

One Life, One Day


Por: Deiber Nunes Martins

Em um dia vivi,
Todas as histórias da minha vida
Andei por lugares bem distantes
Conheci lindas mulheres
Beijei lábios que tanto sonhei pra mim
E deixei pelo caminho tantos amores
Mas o dia chegou ao fim...

No céu, esquadras rasgavam as nuvens
Mísseis teleguiados arrasavam meus ouvidos
Destruíram todas as minhas defesas
O inimigo que não era meu
Tão forte a ponto de acabar comigo
Artilharia pesada me condena a solidão
Num esforço pueril tento me erguer
Mas em gotas se esvai, meu coração.

É o amor que tenho, amor andante
Pulsante, jaz em todo meu ser
Sigo perdendo minha voz e meu sangue
E vejo gente querendo morrer em meu lugar
Mas ninguém pode estar onde estou
Ninguém pode amar como eu amo
Meu Bem Querer, minh'alma, minha vida
O meu amor não tem lugar
Vive aqui, vive acolá, na Bahia
Terra aprazível, onde entrego o meu ser
E tudo mais que vivi em um dia.

Canavieiras, 23 de fevereiro de 2009.

segunda-feira, 2 de março de 2009

One Day, One Life




Por Deiber Nunes Martins

Um dia se passou
Voei bem alto
O céu namorando o mar no horizonte
Mas não posso ir adiante
Caminho errante, vou fazer
Mas sei que vou morrer
A um lugar, eu posso estar
Um lugar no coração

Vou ao meu limite
Acredite! Não posso mais
Romance andante adiante
Errante, não posso errar
Brisa pequena e suave,
Mulher ardente, morena
Ao seu lado quero estar
No lado do coração.

Um dia se passou
Ao teu lado não estou
Será este o meu fim?
Será sempre assim?
Chorar enquanto dançam
Sofrer enquanto cantam
Queria todo poder
Queria poder ter
O teu coração...

Canavieiras, 23 de Fevereiro de 2009.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quem me segurou...


Por Deiber Nunes Martins

Quem me segurou foi Deus, com seu amor de Pai... Este é o verso de uma canção que marca a minha vida. E marca a vida de muitas outras pessoas. Muitas pessoas já foram seguras por Deus de cometer um desatino, uma besteira, grave ou pequena, não importa, mas uma besteira, que poderia causar sofrimento a si mesmo ou a outrem. E Deus por tanto nos amar, acabou não deixando acontecer...
Certa vez, aprendi que Deus não interfere na ordem natural deste mundo, para não nos tirar a liberdade de escolha, o livre-arbítrio que possuímos, por amor incondicional Dele, nosso Pai. No entanto, Deus não interfere em nossas escolhas, mas nos dá subsídios para que possamos escolher. É assim que Ele age que Ele nos segura. E foi assim comigo. E certamente, com você também.
Deus muitas vezes, bate em nossa porta. Pede permissão para entrar e cabe a nós a escolha de recebê-lo, ou não. Mas o importante, é que Deus nos faz bem. Deus quer o melhor para nós. Então, nossa escolha pode ser embasada por este argumento, quando nada mais bastar.
Este subsídio que Deus nos oferece, está em sua Palavra, está na oração. Está no estar diante de Deus, desprovido de tudo e cheio apenas Dele. Mas quando estamos cheios de Deus, não precisamos escolhê-lo, porque Ele já faz parte de nós.
Infelizmente, muitas vezes estamos fracos. Bate aquela vontade de ficar parado. Não dá vontade de se alimentar da Palavra de Deus. E sentimos fracos até para rezar um “Pai Nosso”. Quantas vezes eu já me senti assim? E você também? Pergunte a si mesmo quantas vezes foi assim com você.
Então chega o derradeiro momento. O momento da decisão. O momento que o inimigo nos espera. Ele sorri para nós. Mas não é um sorriso de boas-vindas, de amizade. É um sorriso de triunfo. Ele sente nossa fragilidade e vê que tem vitória certa. É como faz o Flamengo certas vezes em que vai jogar. É um time que tem mania de achar que já ganhou uma partida. Vê o adversário e o menospreza. Assim, o tentador faz com a gente, certo de que já nos ganhou. Também, damos todas as dicas para ele, dizemos: “eu não to agüentando mais”, ou “meu caso não tem solução”, ou ainda, “eu não consigo”. Infelizmente, nestas horas não nos lembramos de que Jesus nos disse: “Coragem! Eu venci o mundo.”
A nossa escolha está a nossa frente. Como um prato de comida. Como uma prova que precisa ser feita. Como uma milha que precisa ser caminhada. Mas, vamos em frente, não é? Precisamos ser fortes em Deus. Porque quem nos segura é Ele. Quem nos livra do mal é Ele. Mesmo que esteja lhe doendo agora, ajoelhe-se e louve ao Senhor, porque o que você está vivendo é o melhor que poderia viver. O drama poderia ser pior. O buraco poderia estar mais embaixo. Portanto, ajoelhe-se e dê Glórias ao Senhor. Nosso Deus e Salvador. Porque Ele é bom! E te ama muito! E confia em você também!
Todas estas palavras tenham certeza, vale talvez até mais para mim, que vos escrevo, que para vocês.

Belo Horizonte, 12 de fevereiro de 2009.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Caminhar é Preciso


Por Deiber Nunes Martins


Tem certas horas que temos dificuldade em enxergar o outro e damos total prioridade a nós mesmos, aos problemas que enfrentamos. Situações como essas fazem com que vivamos em um mundo fechado, sem palavras, egoísta, sem amor. A indiferença nos leva a tristeza e a um quadro depressivo, diante de um mundo nefasto. A maldade do mundo nos atinge quando paramos. Quando paramos pra observar o erro do outro. Quando paramos no mal que alguém nos fez. Quando paramos para discutir o indiscutível. Quando paramos para ver os piores momentos. Mas a felicidade é construída pelos melhores momentos. Os piores até existem, mas são efêmeros. Não devem ficar.
Na história de sua vida, certamente, você já viveu bons e maus momentos. Quais momentos ficaram? Onde você parou em sua vida? Onde você avançou? São perguntas simples, mas que podem nos levar a uma verdadeira “faxina” em nosso interior, podem fazer a diferença.
Conheço uma pessoa que vive uma série de dilemas em sua vida. Sofre e sofre muito, por amores passados, por desejos futuros, situações que deixou de viver, por dores mal vividas. Na verdade, esta garota parou em seus sofrimentos, em seus traumas. E esqueceu de prosseguir...
Tenho vivido situações diversas em minha vida. Vejo que estou me aproximando de um ponto de mudança em minha história. Algo está para acontecer que pode mudar tudo, a qualquer momento. Mas este momento de graça, de mudança, só me é possível quando eu não paro para remoer meus fracassos. Meus erros e minhas limitações. Se não estou bem aceito em um meio, vou para outro. Se me faltam os amigos, não me faltam as pernas para caminhar e para meditar. Para conversar comigo mesmo, me aproximar mais de mim. É claro que em momentos decisivos, você quer viver ao lado de quem amo, ou quero a ajuda de quem me ama. Mas eu não tenho, então não posso parar pra chorar por isso. Posso contar com a minha amizade, cuidando bem de mim. E posso contar com Deus também, me amparando e me guiando num caminho só Dele. Feito para mim.
Mesmo assim, eu sou humano, repleto de fraquezas, de pecados, de falhas. E de medos. O meu maior medo é não deixar Deus fazer a vontade Dele em mim, em minha vida. É tomar as rédeas do meu caminho sozinho. Mas não vou parar no meu medo. Vou prosseguir. Deus caminha comigo.
Vamos em frente?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Amor Pra Recomeçar


Música de Roberto Frejat

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga, ser tolernate

Quando você ficar triste que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom
Mas que rir de tudo é desespero!

DESEJO,
QUE VOCÊ TENHA A QUEM AMAR
E QUANDO ESTIVER BEM CANSADO
QUE AINDA EXISTA AMOR PRA RECOMEÇAR...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um, você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar.

Eu desejo, que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você, diga a ele, pelo menos uma vez
Quem é mesmo o dono de quem...


Este desejo expresso na música também é o meu para sua vida, caríssimo(a) leitor(a). Tenho vivido momentos difíceis, estou muito cansado. E estou fraco também. Por isso os textos minguados... Tenho sentido uma fraqueza repentina, algo que não sei explicar, mas que me causa medo diversas vezes. De todo modo, ainda existe amor pra recomeçar. Ainda tenho um fiapo de força para ao menos, abrir os olhos e ver o alto, onde é a meta de todos nós.
Nossas batalhas não são fáceis. Cada um com sua cruz, cada um com sua história. Por isso, é importante ter em mente uma meta e ter em mente também que existe amor lá no fundo, pra recomeçar, sempre que precisarmos.
Caríssimo(a), você é a razão de ser do meu espaço. Não há sentido escrever, se não há quem leia o que se escreve. É preciso luz no fim do túnel, pra que a alma do escritor que há em cada um de nós não morra de tédio. Muitas vezes, a razão da palavra é ser o fio condutor entre o escritor solitário e seus leitores ávidos por nada mais que uma palavra. Por isso, pensando em vocês, desejo o melhor. Que vocês possam se deixar guiar pela vontade de Deus em suas vidas, vontade esta carregada de um amor infinito e pleno, que dá vontade de amar, só de saber que este amor é todo nosso.
E como diz um amigo meu, nos encontramos aí, numa melhor!

Belo (e aprazível) Horizonte, 03 de Fevereiro de 2009.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Depois da Derrota Vem o Choro


Por Deiber Nunes Martins

Vejo na internet que o tenista espanhol Rafael Nadal venceu o primeiro Grand Slam do ano - o aberto da Austrália. Ao final do jogo, no pódio, Federer não conseguiu se segurar e disse: "No primeiro momento, você fica desapontado, aí você fica chocado, fica triste, então vem tudo junto de repente e esgota você(...)O problema é que você não pode ir para o vestiário e apenas levar na boa e tomar uma ducha fria. Você fica lá lembrando de tudo. É o pior sentimento. É duro".
Embora ache justa a derrota de Federer, pois Nadal está num momento bem melhor, me compadeço com o jogador suiço. Estou sensibilizado com o que ele viveu e está vivendo por uma razão muito simples: a necessidade que temos de vitória. Precisamos sempre vencer, pra sermos reconhecidos, não importam as condições, não importa o que já fizemos, não importam as vitórias passadas, vencer é coisa de agora.
Vencer e vencer. O que me impressiona nisso tudo, é que a cada dia mais formamos as crianças com esta finalidade. Outro dia tava vendo de tabela um reality show pra crianças, onde o que importava era um vencedor entre dez outros. Ser vencedor é o que há. As meninas não ligam pra perdedores e fracassados, ligam pra quem vence, pra quem é o melhor.
Mas, o que é ser o melhor?
Será que é somente ser o vencedor? Será que precisamos sempre pra sermos melhores, vencer? O que Federer sentiu é que infelizmente, ninguém se importa se ele já ganhou quase mais Grand Slam's que Pete Sampras, se ele tem a melhor técnica ou é o melhor jogador que o tênis já viu desde de John Mc Enroe ou Bjorn Borg. Na verdade, ninguém se importa. Importa se você é o melhor no momento, se você é o vencedor. Isto é o que importa.
Mas é muito triste, porque aos poucos, nos alienamos. Aos poucos viramos escravos do sistema. Sistema de vencedores. Vencedores que destróem vencidos. Empresas vencedoras são aquelas mais eficientes que as outras. Vivemos este pecado, o pecado da exclusão do primeiro lugar. É ele que importa e nada mais. Daí, as pessoas são treinadas para atitudes inexcrupulosas. Empresas maqueiam balanços financeiros, competidores são pegos se dopando, e tudo o mais. Porque somos o produto do meio, o produto do mundo. O vencedor nada mais é que o produto da mídia. Aquele que mostra com quem Deus está.
Vejo Federer chorar em frente as câmeras e fico imaginando: será que algúem se importa com o seu segundo lugar? Será que é importante? O que será de nossas crianças, alienadas com este mundo egoísta e excludente, onde só o vencedor importa e o resto é resto, é fracasso, é derrota.
Em tempos difíceis para o Glorioso Atlético, o nosso Galo aqui das Gerais, são poucos os garotinhos que querem torcer com a gente. Querem torcer pros refrigerados, pro São Paulo, ou pro Manchester United. Porque o mundo é dos vencedores. E o amor também, é dos vencedores.
Amanhã, após a primeira batalha da semana, talvez venha uma derrota. E talvez com ela, venha também o choro. Mas, amigo(a), Deus te ama. Vencedor ou perdedor, Deus te ama e não pode desdizer. E ama você também, Federer.

Belo Horizonte, 01 de Fevereiro de 2009.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vai Ter de Ser do Meu Jeito


Por Deiber Nunes Martins

Por vezes fui do jeito dela
Mas não era pra dar certo
Hoje tem de ser do meu jeito
Eu vou lá erro ou acerto.
´
É assim que me sinto bem
Sendo dono de mim mesmo
Por dentro e por fora da milha
Andando a atirando a esmo.

Ela nunca soube o porquê
Também nunca interessa
Por que agora reclamar?
Do Céu eu tenho pressa.

E quando preciso ser eu mesmo
Ela diz que não me entende
Mas não estou errado, eu sei
Minha vida só de mim depende.

Vai ter de ser do meu jeito
É assim que é e vai ser
Se você ver algum defeito
Imperfeito sou, me deixe fazer!

Ela me diz que sou presunçoso
Que penso saber o tudo que não sei
Ela se esquece que não me conhece
Que mesmo vassalo, eu sou rei.

Vai ser do meu jeito
Do meu jeito é que vai ser
Se você vê algum defeito
Errado estou, me deixa aprender.

Vai ter de ser do meu jeito
É assim que é e vai ser
Se você vê algum defeito,
Imperfeito sou, me deixe fazer!

Belo Horizonte, 22 de janeiro de 2009

Eu sou Eu


Por Deiber Nunes Martins

Quem é o Deiber? Por ele mesmo.
Bom, fui pego de surpresa hoje com esta pergunta feita por uma amiga. "Quem é o Deiber?", perguntou ela, assim na lata. Coisa complicada de responder. "Eu sou eu, ora.", respondi pensativo. E pensativo estou até agora...
O Deiber tem vontade própria. Não se prende a conveniências, a frescuras e detalhes. O Deiber é composto de sentimentos, desejos que nem sempre se concretizam, mas que estão ali, batendo a porta, não deixando ser esquecidos. São desejos de um bem querer que não passa, um amor que lateja no peito a vontade de acontecer.
Sou também um misto de hoje com ontem no afã do amanhã. Não tenho como voltar no tempo pra pegar o que foi bom e apagar o que foi ruim, então preciso viver o hoje. Consciente de um passado que precisa estar delineado no álbum de fotografias, eu vejo o dia de hoje como o momento possível de fazer a diferença. Mesmo que nem sempre eu ouse fazer. Mas não custa tentar...
Quem é o Deiber? Eu sou eu. Sou eu naquilo que preciso ser, naquilo que preciso viver. Não posso fazer o caminho do outro, deixando o meu de lado. É preciso mais, é preciso ser autêntico. O Deiber muitas vezes percebe que precisa partir pra luta porque precisa ser respeitado. E ele luta. Ele mata ou morre por respeito.
O Deiber é ele mesmo. Pena que por vezes, muitas vezes, ele não seja compreendido. Mesmo assim, não deixa de ser quem é.

Belo Horizonte, 22 de janeiro de 2009.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Meu Magnificat

Por Deiber Nunes Martins

A minha alma glorifica o Senhor
E meu espírito rejubila em Deus por seu amor.
Porque manifesta sua bondade a todos nós
Sem se esquecer dos teus filhos.
O Senhor não para em minhas misérias
Vai além com sua misericórdia
Acalenta meu sonho e minha espera
Transforma meu pranto em alegria.
Ele derruba do trono os poderosos
E eleva os humildes.
O Senhor é minha luz e salvação
De quem eu terei medo?
O Senhor vem com teus anjos pra me salvar
O Senhor vem com teus anjos pra me curar
Lava meu coração com Teu Amor
Lava meu ser com Tua Água Viva
Faz-me forte e fiel, para o trabalho
Que de mim, quer precisar.
O amor de minha vida é o Senhor Deus
Nele, eu posso confiar
E por Ele, eu quero viver
Pra transbordar seu amor por todo canto
E cantar louvores a ti, meu Deus e Senhor
Por todo o sempre, por toda a eternidade.

Belo Horizonte, 17 de janeiro de 2008.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

COPYRIGHT

Os direitos autorais são protegidos pela Lei nº 9.610/98 e sua violação constitui crime.
Ao copiar os textos atribua os créditos.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo

Por Deiber Nunes Martins

Escrevo aqui, da Bahia, a todos os meus amigos leitores que me acompanharam ao longo do ano de 2008. Este foi um ano de lutas e de muitas vitórias a todos nós. Deus nos acompanhou ao longo deste tempo e tenho certeza de que não nos desamparou. Nesta imensa certeza do amor do Pai, é que estou caminhando rumo a 2009.
A todos vocês, eu deixo o meu sincero abraço e desejo de que em 2009 possamos novamente estarmos juntos. Eu aqui, no teclado e vocês ai, com o mouse lendo os meus textos. Peço a Deus que me inspire ainda mais para que no próximo ano eu possa deixar neste blog um pouco da minha história e de minha vida.
Um grande vitória certamente é a oportunidade de começar um novo ano. Em meio a tantas pessoas que não terão esta oportunidade, ou que estarão começando o ano no leito de um hospital ou encarcerado ou mesmo desiludidos sem nenhuma perspectiva ou esperança, nós temos o melhor. A esperança em Cristo, de que Ele nos fará a diferença. Esta é a melhor oportunidade para o ano que está chegando. Que possamos vivê-lo com muito amor, com muita paz e com muita esperança. A esperança de um mundo que pode ser bem melhor.
Só depende de nós.
Feliz Ano Novo!
Camacan-BA, 31 de Dezembro de 2008.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Oração das Lidas Terminadas


Por Pe. Sérgio Luiz e Silva, Paróquia São José, BH


“Consolai, consolai meu povo, diz vosso Deus. Animai Jerusalém, dizei-lhe bem alto: SUAS LIDAS ESTÃO TERMINADAS!...” Is. 40, 1-2ª

Pai! Foi assim que Jesus te chamou e nos ensinou a te chamar. No Filho somos filhos. Tu enviaste sobre nós o Espírito Santo que clama em nós: “Abba, Pai!” Portanto, já não sou escravo, mas filho. E, se sou filho, sou também herdeiro por Ti, meu Deus e Pai (Tg 4, 4-7).

Como filho, expresso minha gratidão por tudo que me deste viver neste ano de 2008, mesmo as lutas e tribulações pelas quais passei. Em todas elas eu Te dou graças (Fp 4,6). Liberta-me de toda servidão que me amarra, condiciona e derrota, impedindo-me de tomar posse dos teus planos para mim no novo ano que vai nascer. Quero limpar de minha vida as atitudes e pensamentos que atraíram problemas, mais do que vitórias.

Na autoridade do nome de teu Filho Jesus, recebo, para minha vida e de todos os meus, a proclamação do profeta Isaías: SUAS LIDAS ESTÃO TERMINADAS! Na unção do Espírito Santo, profetizo esta Palavra em todas as áreas de minha vida:

MINHAS LIDAS ESTÃO TERMINADAS, EM NOME DE JESUS! (3X)

Eu entrego, eu confio, eu espero! (3x)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Palavras de Um Futuro Bom

Letra: Rogério Flausino, Jota Quest
Comentário: Deiber Nunes Martins

Anda!
Enquanto o dia acorda
A gente ama
Tô pronto prá te ouvir
Aqui na cama
Te espero "vamo" rir
De todo mundo
Nesse quarto tão profundo
Haran!...

Pára!
Repara!
Tente ver a tua cara
Contemple esse momento
É coisa rara
Uma emoção assim
Só se compara
A tudo que nós já
Passamos juntos
Ah! Ah! Lará!...

Preciso tanto
Aproveitar você
Olhar teus olhos
Beijar tua boca
Ouvir palavras
De um futuro bom
Heié! Heié!
Preciso tanto
Aproveitar você
Olhar teus olhos
Beijar tua boca
Dizer palavras
De um futuro bom
Haran! Haran!...

Anda!
Enquanto o dia acorda
A gente ama
Tô pronto prá te ouvir
Aqui na cama
Te espero
"Vamo" rir de todo mundo
Nesse quarto tão profundo
Naran!...

Pára!
Repara!
Tente ver a sua cara
Contemple esse momento
É coisa rara
Uma emoção assim
Só se compara
A tudo que nós já
Passamos juntos
Nesse quarto
Em um segundo...

Preciso tanto
Aproveitar você
Beijar teus olhos
Olhar tua boca
Dizer palavras
De um futuro bom
Heié! Nanaran!
Preciso tanto
Aproveitar você
Beijar teus olhos
Olhar tua boca
Ouvir palavras
De um futuro bom...

Palavras! Palavras!
Palavras de um futuro bom
Palavras! Palavras!

Preciso tanto
Aproveitar você
Beijar teus olhos
Olhar tua boca
Ouvir Palavras
Palavras! Palavras!
De um futuro bom
Heié! Heié! Heié
Heié! Nanaran!...

Esta música diz por si só o que eu quero para 2009. Quero amar dez vezes mais que em 2008. Poder dizer e ouvir palavras de um futuro bom da mulher que amo...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É Natal


Por: Deiber Nunes Martins

É natal. Aniversário de Cristo. Tempo de renovação da alma. Um tempo abençoado. Durante o natal podemos renovar nossa vida, nossos projetos, nossos sonhos. É tempo de faxina interior. De incorporar novas idéias, novas atitudes e tudo o que é bom. Tempo bom.
Cristo nasceu numa manjedoura, longe do conforto do lar, em meio aos animais, no único lugar que São José pôde arrumar. Hoje, vivemos a estressante procura por um apartamento situado perto de escola, hospital, supermercado e tudo o mais. O nosso projeto envolve o conforto. O de Cristo era a necessidade.
Naquele tempo, os pastores seguiram a estrela, rumo a gruta onde a José e Maria estavam com o Menino Deus. Desde os primeiros segundos de vida, Jesus foi luz. Iluminou os corações de seus pais e iluminou os corações dos pastores e dos reis magos. É o Menino Deus. Era pra ser a luz do nosso tempo. Mas nem sempre o é.
Dia 24 de dezembro de 2008. Centro de Belo Horizonte. A cidade toda agitada, a poucas horas da celebração do natal. Lojistas se agitam nos últimos momentos de venda, de negócios a serem feitos. Vendedores trabalham extenuados pelos turnos de dobrados, horas extras e comissões que nada valem. Pessoas se comprimem buscando os últimos presentes, as últimas lembrancinhas. O trânsito é um festival de buzinaços, de intolerâncias e tudo o mais. Tudo se agita, tudo se inquieta. Mas na agitação das pessoas, o Menino Deus renasce, sem ouro, incenso e mirra. Todos os presentes foram distribuídos. Faltou o do Menino.
Em meio a tanta agitação e balbúrdia, eu paro para refletir um pouco. Estou chateado por não encontrar a roupa que procurava, o presente ideal. Um garotinho chega a meu lado com uma caixa de balas...
"Moço, compra bala na minha mão. Duas por um real..."
O menino magricelo mal consegue segurar a caixa pesada. Pergunto se ele tem troco pra cinco reais e ele me devolve:
"Tenho não. Comecei agora."
"E a que horas vai terminar?" Eu faço a indagação, esperando uma outra resposta, mas a que ele tem é a mais possível:
"Termino as sete. Tenho que vender toda essa caixa."
A que horas vai terminar. A que horas termina a miséria, a pobreza, o sofrimento? É o que eu desejava saber. Aquele menino tinha de estar brincando com as outras crianças, vivendo o sabor da véspera de natal, como todos os outros meninos da sua idade (seis anos, não mais que isso). Mas não.
Até quando Jesus viveria naquela miséria? Até quando o menino não teria um lugar para nascer. Até quando viveria exilado, com seus pais temendo a ira do tirano Herodes?
Até quando aquele garotinho viverá vendendo balas, para ajudar no sustento da família? Até quando gastaremos o nosso tempo alimentando um sistema excludente, comprando o que não é essencial para fazer a felicidade de quem amamos? Até quando não daremos nosso ouro, incenso e mirra ao Menino Deus?
É natal. Tempo de pensar e repensar. Mas o menino continuará na manjedoura, sofrendo com a nossa indiferença. Enquanto o outro garotinho continuará largando o aconchego do seu lar para viver na incerteza das ruas, vendendo suas balas. É natal. Uma data. Só isso...
Mas eu quero mais. E sei que você também...
Feliz Natal, Menino Jesus!

Belo Horizonte 25 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A chuva


Por Deiber Nunes Martins

A chuva lava pensamentos, sentimentos
Chuva que não para cair
Goteja em meu peito um pressentimento
De que você não pode vir.

Me pego pensando em mim mesmo
Enloquece-me esta dor desvairada
Saio disparando meu pranto a esmo
Não tenho mais esta paz descuidada.

A chuva corta meus sonhos
Você não sabe o quanto te quero
Afasta-te, sofrimentdo medonho
Me devolve o amor que espero.

Quando não mais te vejo em mim
Corta-me na carne, devolve minha dor
Não posso estar tão triste assim
Não entendo mais meu doce amor.

Chuva, chuva forte, chova sorte
Augúrios de um amor que não tem fim
Leva-me à vida, dor que torce a morte
Não me deixe sofrer tanto assim.

Belo Horizonte, 15 de Dezembro de 2008.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eu Amo Esta Cidade


Por Deiber Nunes Martins

Hoje vou cantar esta cidade
Vou dizer a ela todo meu amor
Ao mais belo horizonte da minha vida
Um lugar feliz pra qualquer idade.

Eu amo esta cidade
Mais do que qualquer trem
Você pode não gostar ou rir de mim
Mas BH é meu lugar!

Cercado por montanhas se faz amor
E nas cercanias do prazer todo verso
No reverso deste sentimento
Trejeitos de cidade multicor.

Aqui o céu é se faz em preto e branco
As mulheres são lindas, quentes, inteligentes
Cidade do uai meu sinhô
De gari a dono de banco.

Eu amo esta cidade
Mais do que qualquer trem
Você pode rir ou não gostar
Mas não troco por nada BH.

Terra boêmia de mil e um barzinhos
Cada qual a seu jeitinho e seu tempero
Cidade dos sabores, frango com quiabo e angu
Quero em meu prato mais um tiquinho!

BH linda! Cidade jardim!
Amor dos amores, da praça liberdade
Uma verdade, uma certeza
BH sempre tão linda assim...

Eu amo esta cidade
Mais do que qualquer trem
Você pode rir ou não gostar
Mas aqui é meu lugar!

Amo BH mais que qualquer trem
É aqui o meu lar doce lar
Lugar de gente boa sinsinhô
Vem morar aqui também!

Belo Horizonte, 12 de Dezembro de 2008.

Homenagem aos 111 anos de Belo Horizonte.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

É Diferente


Por Deiber Nunes Martins

Quem pode entender as nuances do amor? Aline e Vitor faziam um casal perfeito. Se é que pode existir tal casal, mas eles certamente se aproximavam disso. Estudaram juntos no colégio, depois viveram algum tempo em cidades distantes. Mas só descobriram o amor quando se reencontraram, na festa de Betinha, há alguns meses atrás. E não foi qualquer amor. Foi coisa séria. Amor arrebatador que mudava tudo.
Mas certo dia, Vitor deixou a todos boquiabertos.Em poucos termos, chegou a soleira da porta, respirou fundo e disse sem olhar os presentes nos olhos:
“Está tudo acabado. Terminamos.”
E de dentro do quarto, uns poucos soluços de Aline era o que se ouvia. Olívia, a amiga inseparável largou a bebida e as pedras do dominó e correu para o quarto, tentar consolar a amiga.
Ainda perplexo, Léo pensou em oferecer uma bebida a Vitor. Mas quando fez menção de colocar o vinho no copo, o rapaz já estava saindo do apartamento, meio sem rumo. Ninguém se compadeceu dele.
Era Aline quem carecia de cuidados. Era ela a rejeitada. Era ela, a infeliz. Talvez Vitor estivesse passando por um momento confuso, próprio da juventude. Ou talvez, algum rabo de saia estivesse mexendo com a sua cabeça. Certamente, ele era o culpado. Não carecia compaixão. Aline sim. A pobre sofredora.
Mas Aline não sofria tanto assim.
“O que aconteceu, amiga?”, indagou Olívia “Estava tudo tão bem entre vocês...”
“Ele terminou comigo, amiga”, disse Aline, seriamente “tava demorando...”
“Como assim?”, indagou Olívia incrédula, “Do que está falando?”
“Ele descobriu algumas coisas, pegou algumas cartas minhas, descobriu tudo sobre meu passado, sobre o Breno.”
“E quem é Breno?”
“Ora, quem é Breno! Uma paixão do tempo em que eu estava fora daqui. Acontece que voltei, mas não perdi o contato com ele. Continuamos nos comunicando pela internet, e-mail e tudo o mais. Acontece que o Vitor é esperto e tem muitos amigos. Algum amigo dele deve ter monitorado meu computador, ou coisa assim. Só sei que o Vitor tinha uma certeza irremediável quando me disse que tava rompendo comigo.”
“Mas, Aline, vocês se gostam tanto! O que foi que ele te disse?”
“Disse que não suportaria saber que a mulher que ele ama, ainda é capaz de se comunicar com outro homem. Ainda mais um ex-namorado. E ainda mais um cara que eu ainda não esqueci.”
“Mas você não deixou ele saber que você ainda não esqueceu esse tal de Breno?”
“E precisava? Se meus olhos me entregam, se minhas frases soltas falam mais que minha boca? O que eu posso fazer se ainda amo o Breno?”
“Mas, Line, você me jurou que amava o Vitor! Como é isso?”
“Sei lá, amiga! Com o Vitor é diferente...”

Belo Horizonte, 09 de Dezembro de 2008.

Nossa Senhora da Conceição


Por Deiber Nunes Martins

Deus é tão bom que nos deu seu Filho muito amado, para nos salvar. Mas sua bondade ainda vai além. Porque por meio de seu filho, nos deu também a Mãe, Maria, a Virgem da Conceição. Virgem e Mãe que disse Não ao pecado, dizendo Sim a Deus. Esta Mulher, Mãe de Nosso Senhor deve ser o exemplo a todas as mulheres da terra. E aos homens também.
Em minha vida, preciso imitar Maria em seu sim, em sua santidade. Em sua harmonia com o Céu, Maria nos ensina a fazer o que Deus quer de nós. A Mãe de Jesus é importante para o cristianismo tanto quanto Jesus. A imagem do Céu vem a Cristo por intermédio de sua Mãe. Na passagem das Bodas de Caná, é Maria quem se mostra como intercessora e como Mãe. Mulher sábia, que sabe enxergar nas entrelinhas o momento inicial da missão de Jesus.
A simplicidade de Maria é a maior lição que precisamos aprender. Preciso viver esta humildade, preciso entender esta sabedoria revestida das coisas simples que tanto agradam a Deus. Maria não é uma Mulher rebuscada, como tantas que vemos por ai. Maria é autêntica e leva sua fé as últimas conseqüências. Como faltam mulheres assim hoje em dia! Mulheres de fibra que não desistem, que lutam até o fim. Que vivem o medo sem se deixar levar por ele. Mulheres que são o coração do homem. No caso de Maria, o coração de Jesus e de José.
Mãezinha do Céu, a ti quero entregar o meu amor e a minha devoção. Perdoa-me, pelas vezes que lhe roubo meu coração, para entregá-lo as efemérides deste mundo. Perdoa-me Mãe querida, por não te amar tanto quanto deveria. E obrigado, porque nos ensina, que mesmo diante de tanto desamor, o amor de Deus sempre é maior e vencedor.
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!

Belo Horizonte, 08 de Dezembro de 2008.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Notas sobre o Poema "Meia Noite é Quando é Menos Um Dia"


Por Deiber Nunes Martins

Um dos meus últimos poemas, antes da inspiração pedir o divórcio e se mandar com as crianças, "Meia Noite é Quando é Menos um Dia" gerou certa polêmica e muitos o consideraram um poema sombrio, pessimista e depressivo. Respondendo a estes, quero postar esta nota, desfazendo todo e qualquer mal entendido que possa existir.
O poema que para muitos refere-se a tristeza, a vontade de morrer, ao processo depressivo que muitas pessoas hoje em dia estão passando, é na verdade o oposto disso tudo. Este poema tem a ver com o meu coração e com o amor que carrego neste. Meia noite é quando é menos um dia, não para a morte. Mas para que eu encontre com meu amor. A cada dia, vivo no compasso da espera. Espera lancinante e para alguns amigos maluca. Tenho ouvido de muita gente que este noivado não vai dar certo, que esta mulher não é para mim. Que eu fui encontrar uma noiva longe de mais, com tanta mineira linda aqui dando sopa. Não me importa, este poema é para estes. Para que entendam que esta é a mulher que eu quero para minha vida, a amada dos meus dias. Meia Noite é menos um dia, para eu amar esta mulher, como se eu não a amasse hoje mais que ontem e menos que amanhã.
Por vezes, não sou digno deste amor. Não ouso merecê-lo. Mas é Deus quem decide isso com o seu amor e a sua misericórdia. Este poema retrata este amor calcado em Deus, que não cansa de me amar e de intervir em meu favor, quando muitas vezes eu faço tudo errado...
Sou um pobre pecador, um homem frágil, cheio de defeitos. Mas um homem que também ama e que por isso ousa sonhar com o dia de amanhã. Ousa sonhar com a amada ao seu lado. Meia noite é quando é manos um dia, para que um novo encontro aconteça. Benditos reencontros. Bendita mulher! E bendita aquela viagem a Bahia...
Pois é isso, caríssimos. Meia noite é quando é menos um dia. Não para morrer, mas para viver este amor que dilacera meu peito, corta na carne e na alma. Mas não sangra. Dói mas desatina sem doer.
Meia noite é quando é menos um dia, pra te encontrar, minha minina!

Belo Horizonte, 07 de Dezembro de 2008.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Amigo

Por Deiber Nunes Martins

Caríssimo amigo, esta missiva é pra você. Embora eu quisesse te escrever de modo convencional, não tenho a oportunidade, nem o endereço. Então o faço em público mesmo. Em meu blog. Espero que leia.
Quero te parabenizar por seu dia. Feliz Aniversário! Que Deus te abençôe, te ilumine, te guie em seus empreendimentos, te cuide. Um grande abraço de seu amigo, Deiber.
Infelizmente, as circunstâncias da vida, nos levaram a perder contato. Não tenho seu telefone, nem seu endereço. Você desapareceu. Talvez por imaginar que eu não poderia lhe ser útil. Mas os amigos são bem vindos mesmo quando são inúteis. Talvez eu não tenha prezado como deveria pela sua amizade, e você tenha se afastado de mim. Mas saiba que em momento algum, você deixou de figurar em minhas orações. E saiba, mesmo eu sendo inútil, você ainda pode contar comigo.
Espero que esta carta chegue até você. Não tenho como te ligar no seu aniversário. Mas tenho como estar presente em sua vida, por meio das minhas orações e do meu sincero desejo de que tudo esteja em paz com você. Mais uma vez, que Deus o abençôe e te guarde. Um abraço, meu amigo.

Belo Horizonte, 28 de novembro de 2008.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Graça


Por Deiber Nunes Martins

A Graça de hoje é de todo dia
Dia de Maria, a nos embalar
No compasso da alegria
Da canção de ninar...

Mãe formosa, sempre tão bela
Como aquarela pra gente brincar
Senhora mais linda e singela
Mãe que não cansa de amar.

Maria, Senhora das Graças
Amor que não passa, uma vida
Lugar que o rosário abraça
A oração que convida.

Mãe Pura, leve a minha oração
Ao coração, de nosso Senhor Jesus
Nem só de Graças vive a minha oblação
Saudade, amor, dor, a minha Cruz.

A graça do amor, é o amor de Maria
Que contraria o incauto pensar
Jesus, nos dê de tua Mãe a alegria
De pra sempre com ela, vos louvar.

Belo Horizonte, 27 de Novembro de 2008.

domingo, 23 de novembro de 2008

Batismo

Por Deiber Nunes Martins

Hoje foi um grande dia para mim. Tive a honra de ser o padrinho de uma linda criança. Fico a refletir as maravilhas do Batismo, para os católicos. E confesso que somente hoje pude perceber a importância deste elo com Deus.
No Batismo, rompemos com o pecado original e nos tornamos participantes da Glória de Deus. O Batismo é sinal de vida e busca da santidade. Por isso, os pais católicos querem antes de tudo, batizar seus filhos. Assim também o fim com minha afilhada, embora ela já tenha 10 anos de idade. Mas acredito que a sementinha de Cristo em seu coração tenha sido plantada ainda em sua concepção lá atrás, pela sua mãe. Cristo muitas vezes é uma sementinha de mostarda, que deixada pra lá, acaba se recolhendo nos corações, esperando a hora de brotar e gerar planta e fruto.
Tão logo Izabelle (minha afilhada) nasceu, esta sementinha começou a fazer força pra brotar. Deus está nas pequenas coisas, e sempre me causou admiração o fato de as outras pessoas admirarem tanto a Izabelle. Seu jeito sereno, santo, mesmo nas traquinagens de criança. Izabelle sempre me mostrou Cristo Menino, sempre me mostrou a singeleza da santidade, a simplicidade do coração. Fruto que eu sempre quis ter.
Um dia, ainda namorava a mãe de Izabelle, fui surpreendido pelo convite para ser seu padrinho. Ela me puxou num canto e me perguntou: "Você quer ser meu padrinho, Deiber?"
Não digo que fiquei surpreso com o convite. Esperava que ela fosse me pedir para batizá-la. Mas confesso que naquele dia fiquei muito feliz. Me senti responsável por uma vida. A confiança daquela menina em mim, me fez voltar pra casa chorando de alegria. Ela é a minha primeira afilhada. E no caso dela, algo interessante: ela mesmo me escolheu. Não foram seus pais. Foi ela. A minha responsabilidade sobre esta menina aumenta ainda mais, uma vez que não é de conveniência a minha escolha para batizá-la. Como acontecem nas famílias tradicionais, escolhe-se o padrinho pela importância dele na família, pelo status social, ou pela capacidade financeira. No caso da Izabelle, é diferente. Ela não tem o discernimento destas coisas. Apenas sentiu em mim o pai ausente que ela sempre desejou. As pessoas buscam coisas tão simples e as vezes a gente complica pensando demais no que os outros pensam.
Eu, que nada posso de material oferecer a esta minha afilhada, me comprometi, desde então, a doar o meu amor e o meu melhor, pelo bem estar dela. Tempos depois, a mãe dela e eu viemos a nos separar, terminamos o namoro. Mas ainda assim, Izabelle manteve-se firme na sua escolha. E mostrou a mim e a todos, que o que importa não são as conveniências da vida, mas o amor que dela recebemos.
O Batismo hoje, para mim, é mais que um ritual. É mais que a tradição, mais que uma característica da nossa Igreja Católica. O Batismo hoje para mim, é um gesto de amor. Deus me presenteia hoje, com a Izabelle. Espera de mim o cuidado que ela tanto precisa. Espero dela a felicidade. Espero dela a santidade. Estou feliz por te batizar, Izabelle. Estou muito feliz!

Belo Horizonte, 23 de novembro de 2008.

domingo, 16 de novembro de 2008

Sonhos e Realidades...

Por Deiber Nunes Martins

Amigos, este texto tem por razão única expressar o meu desejo de seguir em frente. Ser guiado por Deus em meus projetos e sonhos. Escrevi em "Venturas e Desventuras de um Sonhador", que eu precisava de sonhos pra viver. E todos nós precisamos. Os sonhos são a mola mestra do nosso viver. Quem não sonha, não vive. E por ai vai.
Quando escrevo estas linhas, penso em mim como um ser que precisa de sonhos, que precisa das nuvens para pairar no solo, no que é real da minha vida. E quando eu vejo a realidade, desnudada em meus sonhos, vejo que é plenamente possível concretizá-los.
Uma coisa interessante sobre os sonhos é a vontade que temos de realizá-los. Enquanto escrevo nesta sala fechada, quente, vou pensando na solidão que sinto. No vazio que se coloca a minha frente, desejando ser possuído, como saída para a minha vida. Eu não me imagino a vida toda sozinho. Mas quando vejo meus amigos saindo para encontrar suas namoradas nas noites de sábado e eu não posso fazer o mesmo, vejo que preciso ir em frente, para alimentar o real do meu sonho: estar com minha amada. E quando a única oportunidade que tenho de estar por ela, a internet, está comprometida, quando este canal virtual se fecha, eu percebo que meu sonho é bem mais real que eu.
Um sonho é real quando é sonhado. A realidade se faz presente na vontade da realização. Um sonho é um sonho quando não pode ser sentido, quando não pode ser sonhado. O pessimista é um sonhador incompleto. O realista, um sonhador frustrado. E o otimista, um sonhador realizado. Prefiro realizar-me em meus sonhos reais a morrer paralisado em minhas amarguras irreais. É assim que quero viver e é assim que vou em frente.

Belo Horizonte, 16 de Novembro de 2008